<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208</id><updated>2011-11-15T15:07:04.241Z</updated><title type='text'>ODIVELAS : URBE</title><subtitle type='html'>Apartidário. Construtivo. Eclético.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>136</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-2215200765455004044</id><published>2008-03-21T22:38:00.010Z</published><updated>2008-05-24T21:05:18.312+01:00</updated><title type='text'>As hortas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R-Q5LqGvfeI/AAAAAAAAAHM/wwAPWtejMEc/s1600-h/114_14091.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5180328343826824674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R-Q5LqGvfeI/AAAAAAAAAHM/wwAPWtejMEc/s320/114_14091.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como lisboeta (acho) genuíno, sempre tive um certo fascínio pelo imaginário de &lt;em&gt;fora de portas&lt;/em&gt;. Por um conjunto de memórias (cada vez menos) colectivas que nos remetem necessariamente para quintas, conventos e mosteiros, para patuscadas em retiros com parras e bancos corridos, para guitarradas e desgarradas pela noite fora (não morreu a grande Severa de indigestão, após um repasto de pombos recheados?), para esperas e largadas de touros, para salteadores e crimes à beira da estrada (como o de Sintra), para mulheres de má vida e "tocas" entre olivais, para paisagens bucólicas de outeiros, riachos e hortas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como nos conta Marina Tavares Dias, no primeiro volume da sua conhecida saga &lt;em&gt;Lisboa Desaparecida&lt;/em&gt; (datado do longínquo ano de 1987, Quimera Editores):&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Até às primeiras urbanizações do século [XX], os arredores eram, quase sempre, ocupados pelas hortas. (...)&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"As hortas correspondiam a um tipo de divertimento muito popular, servido pelo gosto que todos os lisboetas possuem pelo campo. Por volta de 1900, o &lt;em&gt;passeio às hortas&lt;/em&gt; era coisa sacramental.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O hábito remonta, contudo, ao século XVIII (pelo menos). Em escritos da época, fala-se em &lt;em&gt;meijoadas nas hortas da Mouraria e Xabregas&lt;/em&gt;. Em pinturas do século XVIII, encontramos bailaricos e cenas de amor tendo como fundo os quintais de Benfica ou o Aqueduto das Águas Livres. As hortas eram o passeio de fim-de-semana para todos os que não tinham uma quinta &lt;em&gt;ali para os lados da Calçada de Carriche&lt;/em&gt;. Faziam as delícias sem comportar grandes despesas".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Interrompo a prosa de Marina Tavares Dias para notar, junto dos leitores, como ter uma quinta aqui para os lados de Odivelas já foi coisa de gente fina e bem na vida...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Como tradição, o &lt;em&gt;passeio às hortas&lt;/em&gt; adquire a sua excepcional popularidade no decorrer do século XIX. As romagens começavam logo no domingo a seguir à Páscoa e prolongavam-se até meados do Outono.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Pelo caminho dançava-se nos bailaricos organizados nos célebres &lt;em&gt;retiros&lt;/em&gt;, faziam-se barricadas cujo prémio era um almoço pago, cantava-se e jogava-se pelas sombras da estrada. A Lisboa popular partia sem destino certo, para os lados do Lumiar ou do Areeiro, com paragem já estipulada e obrigatória nos famosos &lt;em&gt;retiros&lt;/em&gt;: o Perna de Pau, o José dos Patacos, o Manuel dos Passarinhos, o Ferro de Engomar, o Colete Encarnado, o Pedro dos Coelhos, o Quebra Bilhas [ao Campo Grande].&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"E nos retiros afamados, juntavam-se fidalgos, fadistas e toureiros. A tradição regista o nome de alguns animadores notáveis, que cantavam e dançavam até de madrugada. O mais famoso parece ter sido Manuel Serrano. Não havia retiro onde o não conhecessem a ele e à sua guitarra".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Com o avanço definitivo, e sem hesitações, de Lisboa para Norte (veja-se a pujante Alta de Lisboa), é em lugares como Odivelas, Famões, Caneças ou Montemor que os lisboetas genuínos - não os "importados" recentemente e que "não percebem nada de horta" - procuram esse fascínio mais ou menos perdido pelo campo, por uma certa simbiose entre couves e cosmopolitismo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falando de Montemor, os prezados leitores já conhecem o vizinho (e espectacular) blogue: &lt;a href="http://montemor-loures.blogspot.com/"&gt;montemor-loures.blogspot.com&lt;/a&gt;?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;(O vício da escrita fez-me voltar a estas lides. Vamos ver se resulta...)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-2215200765455004044?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/2215200765455004044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=2215200765455004044' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2215200765455004044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2215200765455004044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2008/03/as-hortas.html' title='As hortas'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R-Q5LqGvfeI/AAAAAAAAAHM/wwAPWtejMEc/s72-c/114_14091.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6402141599297553886</id><published>2008-01-22T22:23:00.000Z</published><updated>2008-01-22T23:04:11.018Z</updated><title type='text'>70's</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R5ZtXvnsuFI/AAAAAAAAAHE/vlBV-zOM_gs/s1600-h/odivelas_1974_8.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158430677886875730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R5ZtXvnsuFI/AAAAAAAAAHE/vlBV-zOM_gs/s320/odivelas_1974_8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Odivelas em 1974, foto de Luis Boleo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Nas últimas semanas, este espaço tem recolhido algumas mensagens simpáticas de estímulo. Agradeço, de forma muito especial, à Dra. Maria Máxima Vaz a atenção que tem dedicado a este blogue, nomeadamente, a alguns apontamentos históricos que efectuei, sobretudo, na fase inicial do projecto.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Em particular, foi muito gratificante ter contribuído, com a minha ignorância, para que a Dra. Maria Máxima Vaz desvendasse, com a ajuda de Joaquim Baptista, algumas dúvidas que ainda subsistiam em torno da história da Quinta da Nossa Senhora do Monte do Carmo, também conhecida como "Quinta do Mendes". O desenrolar dessa investigação histórica - suscitada, de forma completamente involuntária, por este blogue - pode ser acompanhado nos comentários ao "post" &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/02/boa-vida-i.html"&gt;Boa Vida (I)&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Interrompo o período de reflexão a que eu próprio me submeti para retribuir a simpatia com a revelação de uma descoberta. Andava eu outro dia a passear nessa fantástica ferramenta que é o &lt;a href="http://earth.google.com/"&gt;Google Earth&lt;/a&gt; e não é que dou com um conjunto de fotografias de Odivelas em 1972 e 1974! Da autoria de Luis Boleo e disponíveis no &lt;a href="http://www.panoramio.com/user/486223/tags/Odivelas"&gt;Panoramio&lt;/a&gt;, essas fotografias constituem um interessante testemunho dos primórdios do processo de urbanização daquilo que tenho vindo a designar como "A Cidade Radiosa de Odivelas", ou seja, o espaço compreendido entre a Codivel e a Quinta do Mendes, passando pelo Bairro EDEC e pelo Chapim.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Deixo aos leitores - e, em especial, à Dra. Maria Máxima Vaz - dois desafios:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Desafio 1&lt;/strong&gt;: De onde foram tiradas as fotografias? (dica: foi de um edifício que abordei na rúbrica "A cidade radiosa");&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Desafio 2&lt;/strong&gt;: Na fotografia ao alto (uma das 16 disponibilizadas por Luis Boleo), onde fica (actualmente) a escola básica dedicada à Dra. Maria Máxima Vaz?&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;P.S. - Um destes dias, vou iniciar um novo projecto - &lt;a href="http://acidaderadiosa.blogspot.com/"&gt;acidaderadiosa.blogspot.com&lt;/a&gt; - inteiramente dedicado ao estudo do desenvolvimento da Cidade Moderna na Grande Lisboa, na linha de algumas reflexões que vinha mantendo neste espaço desde há alguns meses e que dificilmente se coadunavam com um blogue de natureza local. Não obstante, Odivelas, bem como o Concelho de Loures, serão certamente trabalhados nesse novo espaço, a par de outras intervenções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6402141599297553886?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6402141599297553886/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6402141599297553886' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6402141599297553886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6402141599297553886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2008/01/70s.html' title='70&apos;s'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R5ZtXvnsuFI/AAAAAAAAAHE/vlBV-zOM_gs/s72-c/odivelas_1974_8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7355094302337563358</id><published>2007-12-26T23:26:00.001Z</published><updated>2008-01-02T23:38:38.807Z</updated><title type='text'>A Cidade Radiosa e a vida monástica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R3LkGNtHNII/AAAAAAAAAG8/Ylgb8icVNew/s1600-h/125_2546.JPG"&gt;&lt;img src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R3LkGNtHNII/AAAAAAAAAG8/Ylgb8icVNew/s320/125_2546.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148428119447123074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nesta quadra festiva, apetece explorar um tema muito interessante mas pouco (ou nada) abordado pelos entendidos em questões urbanas deste nosso "querido" Portugal: a relação estreita que existe entre o desenvolvimento conceptual da Cidade Moderna e a vida monástica. O tema é de grande interesse para Odivelas dado que evidencia o grande simbolismo associado ao desenvolvimento de formas urbanas modernas num burgo com um mosteiro (S. Dinis) fundado há mais de 700 anos, no longínquo ano de 1295.&lt;br /&gt;O principal teórico do Urbanismo Moderno - Le Corbusier (1887-1965) - empreendeu várias viagens na sua juventude que foram determinantes na sua formação como arquitecto, urbanista e humanista. Em particular, Le Corbusier, que era originário do Alto Jura (Suíça), realiza uma viagem a Itália em 1907 onde visita o mosteiro cartuxo de Galluzzo, no Vale de Ema (arredores de Florença). Fica impressionado com a conciliação perfeita entre a vida privada e a vida comunitária que a organização do espaço propicia, bem como com as células dos monjes com dois pisos e jardim individual.&lt;br /&gt;Esta viagem será determinante na primeira proposta que fará de cidade-jardim vertical, em 1922: os apartamentos duplex com jardim próprio privativo, designados por "immeuble-villas" (literalmente, "apartamentos-moradia"), agrupados em blocos com serviços comuns aos condóminos e replicados ao longo de "Uma Cidade Contemporânea para 3 Milhões de Habitantes".&lt;br /&gt;Mais tarde, levará este pensamento ao limite nas grandes unidades de habitação (a primeira, de Marselha, data de 1946-52) - uma espécie de grande transaltântico para 1800 habitantes, com apartamentos duplex propiciando a máxima privacidade e conforto (nenhum vizinho avista outro vizinho do seu apartamento; isolamento acústico; mobiliário de design prático e barato; etc.), pensados para admirar o céu e as árvores mas acedidos através de corredores que se pretendiam ruas e que também conduziam a serviços comunitários como creches, piscinas, comércio, lavandaria, entre outros. Ou não fosse o dilema entre público e privado a grande questão urbana, tão esquecida nos nossos dias.&lt;br /&gt;A dimensão monástica da obra corbusiana está também presente nos passeios arquitectónicos ("promenades architecturale") que estruturam muitas das suas obras. O mais conhecido desses passeios é, porventura, o que conduz e integra a Villa Savoye: a "peregrinação" iniciava-se em Paris e tinha como primeiro destino Poissy; já na propriedade, era necessário "trespassar" os pilotis com o carro, fazendo uma curva sob a moradia e estacionando o carro na garagem; por último, já a pé, importava subir um conjunto escultórico de rampas que conduziam a um terraço-jardim também escultórico, com o objectivo último de admirar o céu e as árvores.&lt;br /&gt;Iniciática era também a "promenade" que conduzia ao duplex onde Le Corbusier residiu entre 1934 até à sua morte. Situava-se também nos arredores de Paris, mais precisamente na fronteira entre este município e Bolonha. Vencida a antecâmara, era preciso evitar o elevador principal, passar uma porta que dava acesso à área de serviço, subir o monta-cargas até ao penúltimo andar, subir ao último andar por uma escada em caracol e escolher uma das 3 portas que dava acesso ao seu apartamento-estúdio. Já lá dentro, ainda se podia (e devia!) subir mais uma escada de caracol para aceder novamente a um terraço-jardim, local simbólico onde a arquitectura - e o homem - encontra o céu através da mediação do mundo vegetal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim me calo, pelo menos durante uns tempos. Após dois anos, com mais de 100 "posts", mais de 16 mil visitantes, muitas críticas mas alguns elogios reconfortantes (sinceros agradecimentos a todos), este espaço vai entrar em período sabático de reflexão. Talvez para sempre...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um óptimo 2008 para todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Afonso&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7355094302337563358?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7355094302337563358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7355094302337563358' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7355094302337563358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7355094302337563358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/12/cidade-radiosa-e-vida-monstica.html' title='A Cidade Radiosa e a vida monástica'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R3LkGNtHNII/AAAAAAAAAG8/Ylgb8icVNew/s72-c/125_2546.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-839382891022584113</id><published>2007-12-18T19:08:00.000Z</published><updated>2007-12-19T10:16:22.194Z</updated><title type='text'>Projectos e mais projectos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R2hJhttHNGI/AAAAAAAAAGs/SsuaC7vWRtw/s1600-h/125_2532.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R2hJhttHNGI/AAAAAAAAAGs/SsuaC7vWRtw/s200/125_2532.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145443417824113762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez aproveitando o espírito da quadra bem como a mediática (e louvável) inauguração da primeira Loja do Cidadão de 2.ª Geração, a Câmara Municipal de Odivelas brinda-nos com uma exposição ilustrativa dos principais projectos em curso ou previstos (patente no Piso 2 do C. C. Odivelas Parque).&lt;br /&gt;Confesso que gostei da exposição. Revela uma certa vontade em colocar Odivelas no mapa da Área Metropolitana de Lisboa, em lhe conferir centralidade não apenas geográfica mas também funcional, em apostar na qualidade das intervenções e na melhoria da qualidade de vida das populações. No entanto, a exposição tem algo de intrigante.&lt;br /&gt;De facto, um bom projecto não é só um bom desenho, uma boa maquete, uma boa simulação em 3 dimensões. Um bom projecto exige uma clara definição dos promotores, dos custos de investimento, da estrutura de financiamento, dos prazos de execução das obras, das metas a alcançar. Ora, a exposição não fornece qualquer tipo de informação a este respeito.&lt;br /&gt;Por exemplo, projectos de iniciativa pública (como as escolas, os jardins ou as futuras instalações dos serviços municipais) são "misturados" com projectos de iniciativa privada ou, quanto muito, a promover através de parcerias público privadas (como parecem ser os casos do pólo tecnológico O'Tech, do Parque Empresarial da Paiã ou do novo mercado de Odivelas).&lt;br /&gt;Outro exemplo intrigante: projectos concluídos (como a bonita Casa da Juventude, ver fotos, ou o Centro de Exposições) são misturados com projectos quase-concluídos (como a requalificação das margens do Rio da Costa) e com boas intenções (a maior parte dos projectos).&lt;br /&gt;Também não se percebe se a CMO vai privilegiar, em termos de programação dos investimentos, os jardins face às escolas ou vice-versa ou que jardins/freguesias serão brindadas em primeiro lugar. Ou, ainda. que projectos estão dependentes de financiamento pelo QREN - Quadro de Referência Estratégico Nacional para avançarem.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R2hK1NtHNHI/AAAAAAAAAG0/ke0cj8DbXR0/s1600-h/125_2535.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R2hK1NtHNHI/AAAAAAAAAG0/ke0cj8DbXR0/s200/125_2535.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145444852343190642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Outro caso intrigante é a intenção em desenvolver um sistema de metro ligeiro dotado de carruagens ... com pneus. Ou serão autocarros? Aliás, esta vontade em melhorar as acessibilidades de Odivelas à Amadora assusta-me dado que, dali, nem tudo o que vem é bom: basta olhar para o "guetto" que a Câmara Municipal da Amadora construiu em Casal de Mira, "mesmo nas barbas" do Concelho de Odivelas. Quando a CRIL estiver concluída (em 2009, segundo as previsões), tudo ficará mais claro.&lt;br /&gt;Em suma, a exposição diz muito pouco sobre aquilo que é verdadeiramente importante no desenvolvimento local (e regional): as prioridades de intervenção, ou seja, a distinção entre o fundamental e o acessório. Ou não fossem os recursos financeiros escassos para grande parte das nossas autarquias, Odivelas incluída.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-839382891022584113?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/839382891022584113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=839382891022584113' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/839382891022584113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/839382891022584113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/12/projectos-e-mais-projectos.html' title='Projectos e mais projectos'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R2hJhttHNGI/AAAAAAAAAGs/SsuaC7vWRtw/s72-c/125_2532.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-2094108139612139140</id><published>2007-12-07T10:28:00.000Z</published><updated>2007-12-07T10:40:43.059Z</updated><title type='text'>Ainda as cheias</title><content type='html'>A &lt;a href="http://www.oecd.org/"&gt;OCDE - Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico&lt;/a&gt; divulgou um estudo que prevê uma triplicação da população mundial, residente em zonas costeiras, sujeita a risco de inundação no horizonte de 2070, fruto das alterações climáticas em curso.&lt;br /&gt;Em particular, na Grande Lisboa (Odivelas incluída) poderão estar em risco entre 40 a 90 mil habitantes, bem como valores patrimoniais até 33 milhões de dólares americanos.&lt;br /&gt;É mesmo fundamental dar uma saltada à &lt;a href="http://www.malaposta.pt/"&gt;Malaposta&lt;/a&gt; e reflectir em torno da exposição documental "As grandes inundações de 1967" (&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;termina já a 9 de Dezembro&lt;/span&gt;).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-2094108139612139140?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/2094108139612139140/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=2094108139612139140' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2094108139612139140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2094108139612139140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/12/ainda-as-cheias.html' title='Ainda as cheias'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7619169205768425263</id><published>2007-11-26T22:35:00.000Z</published><updated>2007-11-26T23:06:56.670Z</updated><title type='text'>Tocante</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R0tKti1t63I/AAAAAAAAAGk/LRaN9wF8GsI/s1600-h/as-grandes-inundacoes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137281946252864370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R0tKti1t63I/AAAAAAAAAGk/LRaN9wF8GsI/s200/as-grandes-inundacoes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"As grandes inundações de 1967": assim se chama a exposição evocativa da tragédia ocorrida na noite de 25 para 26 de Novembro de 1967, que hoje inaugurou no &lt;a href="http://www.malaposta.pt/"&gt;Centro Cultural da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Malaposta&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;após 40 anos de esquecimento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Promovida pela Junta de Freguesia de Olival Basto em parceria com a Municipália, com pesquisa, selecção de imagens e textos da conhecida historiadora Maria Máxima Vaz, tratamento de imagem de Margarida Nunes e composição gráfica de Armando Vale, a exposição prima pelo minimalismo. Bastam apenas 10 painéis para nos tocar a alma, com a dor de famílias que ficaram completamente desfeitas - como a de Rosa, sobrevivente de uma família de 11 pessoas que ficou reduzida a 3.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A maioria das fotografias, retiradas de jornais da época, são impressionantes. Revelam o ímpeto das águas, que arrastaram pessoas, animais, carros, casas e até um camião dos Bombeiros Voluntários de Odivelas com ... 12 toneladas!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não se sabe ao certo quantos morreram nessa fatídica noite. Talvez 600. Mas sabe-se que houve um movimento de solidariedade nacional (a importância dos bombeiros, dos fuzileiros e dos estudantes) e mundial, com doações de importantes quantias de dinheiro que, aparentemente, não reverteram a favor da maioria das vítimas - como é o caso de Rosa, que acompanhou Maria Máxima Vaz numa comovente visita guiada pelo passado, pelo infortúnio deste triste país.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A exposição é perturbante. Prenuncia a desgraça, após 40 anos de ausência de uma política de ordenamento para o Vale Odivelas-Loures, com conhecidos casos de ocupação de leitos de cheia e com a crescente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;impermeabilização&lt;/span&gt; das encostas. Ou não fossem as cheias fenómenos perfeitamente normais, que ocorrem com uma certa regularidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma exposição absolutamente essencial, até 9 de Dezembro na &lt;a href="http://www.malaposta.pt/"&gt;Malaposta&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7619169205768425263?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7619169205768425263/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7619169205768425263' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7619169205768425263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7619169205768425263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/11/tocante.html' title='Tocante'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/R0tKti1t63I/AAAAAAAAAGk/LRaN9wF8GsI/s72-c/as-grandes-inundacoes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-9025027547475474405</id><published>2007-11-04T23:27:00.000Z</published><updated>2007-11-06T09:50:04.287Z</updated><title type='text'>As oportunidades perdidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ry5WUf458VI/AAAAAAAAAGc/LYYkJRHIIwQ/s1600-h/125_2508.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129131935779123538" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ry5WUf458VI/AAAAAAAAAGc/LYYkJRHIIwQ/s320/125_2508.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Estamos todos de acordo que Odivelas é uma "Terra de Oportunidades". No entanto, muitas são as potencialidades perdidas ou mal aproveitadas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já várias vezes apontei o caso da &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/search?q=Amanhecer+na+Amoreira"&gt;Serra da Amoreira&lt;/a&gt;, um local magnífico mas muito pouco aproveitado como espaço de lazer e descompressão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro bom exemplo de um espaço mal aproveitado é o que resta do antigo cemitério de Odivelas (ver foto). Que belo jardim dava! Um jardim intimista, onde as pedras antigas poderiam ter o seu lugar bem como a água a correr ao longo da leve pendente!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O local insere-se no topo Sul da &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/cidade-radiosa-vi.html"&gt;Quinta do Mendes&lt;/a&gt;, uma das mais interessantes urbanizações de Odivelas, construída seguindo os princípios do Urbanismo Moderno, com amplas faixas verdes com equipamentos colectivos, que o ajardinamento desse espaço poderia completar de forma particularmente feliz.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-9025027547475474405?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/9025027547475474405/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=9025027547475474405' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/9025027547475474405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/9025027547475474405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/11/as-oportunidades-perdidas.html' title='As oportunidades perdidas'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ry5WUf458VI/AAAAAAAAAGc/LYYkJRHIIwQ/s72-c/125_2508.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7230030735033069715</id><published>2007-10-28T20:19:00.000Z</published><updated>2007-10-28T21:40:49.617Z</updated><title type='text'>O paradoxo (II)</title><content type='html'>A Cidade de Lisboa possui três importantes obstáculos que impedem uma deslocação automóvel fluída de Norte para Sul e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;vice&lt;/span&gt;-versa.&lt;br /&gt;O primeiro desses obstáculos é a linha férrea de cintura. Quem a pretende atravessar só o consegue fazer em cerca de "meia dúzia" de locais: Sete Rios, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;Av&lt;/span&gt;. das Forças Armadas, novo túnel do Bairro do Rego (junto ao Hospital &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Curry&lt;/span&gt; Cabral), &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Av&lt;/span&gt;. 5 de Outubro, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Av&lt;/span&gt;. da República, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Av&lt;/span&gt;. de Roma, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Av&lt;/span&gt;. Almirante Gago Coutinho, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Olaias&lt;/span&gt; (viaduto) e Estrada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Chelas&lt;/span&gt;. Tudo locais bem congestionados, como sabemos.&lt;br /&gt;O segundo obstáculo chama-se Segunda Circular. O seu atravessamento é difícil por estar limitado também a "meia dúzia" de locais: Radial de Benfica, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Av&lt;/span&gt;. Conde de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Almoster&lt;/span&gt;, Fonte Nova, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Av&lt;/span&gt;. Lusíada, túnel de acesso ao Colombo e a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Carnide&lt;/span&gt; (e futuramente à CRIL), Estrada da Luz, Eixo Norte Sul, Campo Grande, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Calvanas&lt;/span&gt; e Rotunda do Relógio. Tudo sítios simpáticos em hora de ponta! (A Segunda Circular é também um obstáculo para quem se desloca de Este para Oeste e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;vice&lt;/span&gt;-versa.)&lt;br /&gt;O terceiro obstáculo, porventura o mais complexo, remete para as serras que separam Odivelas e Loures de Lisboa. O seu atravessamento faz-se essencialmente através da Auto-estrada do Norte (A1), da Calçada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Carriche&lt;/span&gt; e do novíssimo troço do Eixo Norte-Sul. Existem ainda outras estradas (&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;Frielas&lt;/span&gt;-&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Unhos&lt;/span&gt;, Serra da Luz, etc.) com reduzida capacidade de carga, que são utilizadas fundamentalmente por trânsito de natureza mais local e para deslocações mais curtas (por exemplo, Odivelas-Telheiras).&lt;br /&gt;Já aqui referi que o Eixo Norte-Sul pouco adiantou em termos de descongestionamento da Calçada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Carriche&lt;/span&gt;. Não é muito difícil perceber porquê. Nos concelhos de Loures, Odivelas, Mafra e Vila Franca de Xira vivem 545 mil almas, mais 25 mil do que na Cidade de Lisboa (é sempre bom lembrar...). Muitas dessas pessoas trabalham em Lisboa e deslocam-se de carro, por não terem alternativa eficaz. Uma parte de quem entrava em Lisboa pela A1/Segunda Circular passou a fazê-lo pelo Eixo Norte-Sul. Por isso, a Segunda Circular aliviou ligeiramente. No entanto, quem continua a subir a Calçada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;Carriche&lt;/span&gt; passou a ter a concorrência, antes inexistente, daqueles que estão a utilizar o Eixo Norte-Sul como alternativa à Segunda Circular.&lt;br /&gt;Adicionalmente, o acesso ao Eixo Norte-Sul para quem sobe a dita calçada passou a ter um duplo estrangulamento: logo quando se sai da &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Av&lt;/span&gt;. Padre Cruz (uma faixa de rodagem em vez das duas que existiam anteriormente) e uns metros mais à frente, antes de se entrar no Eixo Norte-Sul (duas faixas de rodagem que passam a uma faixa de aceleração curta e perigosa).  Por último, a própria Padre Cruz está também muito mais congestionada em direcção ao Campo Grande, provavelmente devido aos radares e também ao estrangulamento que foi recentemente criado no acesso à Segunda Circular no sentido do Aeroporto.&lt;br /&gt;Tenho muitas dúvidas se alguma vez a Calçada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Carriche&lt;/span&gt; vai &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;descongestionar&lt;/span&gt; significativamente. Todos os obstáculos acima referidos assim o determinam. E também a pressão construtiva: é sempre bom lembrar que as Colinas do Cruzeiro são uma pequena cidade para cerca de 10 a 15 mil pessoas. Ou que "As &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Villas&lt;/span&gt;" (Urbanização Mira Lisboa, entre a Ramada e Santo António dos Cavaleiros) vai ser também uma simpática cidade "só" para 6 mil pessoas. Ou ainda que o Concelho de Mafra não pára de crescer, tendo apresentado um crescimento de "apenas" 10 mil habitantes entre 2001 e 2005 (taxa de crescimento médio anual de 4,3%, a mais elevada da AML Norte).&lt;br /&gt;Contudo, também é verdade que, se a abertura do troço final do Eixo Norte-Sul tivesse sido complementada com a entrada em serviço de outras vias importantes para tornar as ditas serras mais permeáveis, a Calçada de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Carriche&lt;/span&gt; provavelmente não estaria a viver dias tão difíceis &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;&lt;/span&gt;como os últimos. Estou-me a referir, em particular, à Av. Santos e Castro, que está parcialmente construída e que permitirá ligar o nó da Ameixoeira do Eixo Norte-Sul à Segunda Circular, na zona das Calvanas. Estou também a pensar no futuro Eixo Central da Alta de Lisboa - uma grande avenida com a mesma orientação da Av. da Liberdade e que a &lt;a href="http://www.altadelisboa.com/"&gt;SGAL &lt;/a&gt;pretende que venha a ser uma nova centralidade de Lisboa. Algo paradoxalmente, esse suposto símbolo daquilo que já foi em tempos a Musgueira não passa de uma miragem. Esses dois eixos são, de facto, fundamentais para descongestionar a Av. Padre Cruz, apesar de ser também bom lembrar que a Alta de Lisboa será, no horizonte do projecto (i.e., em 2015), uma cidadezita com "apenas" 60 mil habitantes, ou seja, uma espécie de Évora ou Faro plantada entre a Segunda Circular, a Padre Cruz, o Aeroporto (ou o que futuro lhe destinar) e Odivelas.&lt;br /&gt;Tenho alguma esperança que os futuros acessos da CRIL a Carnide/Centro Colombo/Segunda Circular (via Alfornelos) possam ajudar a "nossa" calçada. No entanto, também o futuro não é muito promissor para estes lados. A Radial da Pontinha / IC16 vai ser prolongada em direcção a Sintra, tendo em vista descongestionar o IC19. Por outro lado, junto ao nó do IC16 com a CRIL está a ser construído aquele que será o maior centro comercial de Portugal (Dolce Vita Tejo). Só não vê quem não quer ver que está em formação uma nova centralidade na Grande Lisboa, na confluência dos concelhos de Lisboa, Odivelas e Amadora (veja-se o novo Hospital da Luz).&lt;br /&gt;Ora, Odivelas só ficará menos encravada face a Lisboa se a Serra for, de facto, "partida". Talvez não fosse má ideia começar-se a pensar num túnel que permitisse ligar o nó do Odivelas Parque a Telheiras...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7230030735033069715?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7230030735033069715/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7230030735033069715' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7230030735033069715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7230030735033069715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/10/o-paradoxo-ii.html' title='O paradoxo (II)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6775678241080166224</id><published>2007-10-21T22:58:00.001+01:00</published><updated>2007-10-24T19:14:37.135+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (IX)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rx5hP8OJ-HI/AAAAAAAAAGM/6BGi6gHFQ60/s1600-h/124_2500.JPG"&gt;&lt;img src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rx5hP8OJ-HI/AAAAAAAAAGM/6BGi6gHFQ60/s200/124_2500.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124640352485636210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;A "Cidade Radiosa" está de volta! Hoje vou falar de um dos edifícios mais emblemáticos e interessantes de Odivelas, conhecido localmente por "Hotelcar".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Trata-se de um grande bloco de apartamentos, composto por quatro edifícios independentes assentes sobre pilotis e acedidos por um terraço-rua. Este último desenvolve-se sobre um embasamento com garagens e é servido por duas escadas que permitem passar do espaço público (a rua propriamente dita) para o espaço semi-público formado pelo citado terraço, onde existem também algumas lojas. O edifício "Hotelcar" possui ainda outro traços arquitectónicos eminentemente modernos, nomeadamente, uma fachada com um tratamento algo livre e cobertura com terraços-jardim.&lt;br /&gt;Apesar das marquises que o descaracterizam parcialmente, o edifício em estudo mantém aquela pose fascinante dos grandes blocos que dominam a paisagem e que permitem uma certa permissividade entre os espaços públicos e os espaços privados de uso público. Localiza-se, aliás, num local de grande simbolismo para a Cidade de Odivelas: a fronteira entre um espaço urbano mais tradicional, de avenidas e quarteirões, e outro mais moderno, de blocos e torres dispostos de forma mais errática ao longo de espaços que deveriam ser mais verdes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rx5hP8OJ-HI/AAAAAAAAAGM/6BGi6gHFQ60/s1600-h/124_2500.JPG"&gt;&lt;img src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rx5tqcOJ-II/AAAAAAAAAGU/3k90VCqNR8M/s200/125_2502.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124654001891702914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;É difícil não associar o bloco "Hotelcar" a uma linha (muito interessante!) de edifícios que se construíram essencialmente nas décadas de 60 e 70 e cuja fonte de inspiração é, pelo menos parcialmente, o &lt;a href="http://www.ciup.fr/suisse.htm"&gt;Pavilhão Suíço&lt;/a&gt; da Cidade Universitária de Paris (1930-33), de Le Corbusier e (do seu primo) Pierre Jeanneret, bem como as grandes unidades de habitação também de Le Corbusier (&lt;a href="http://marseille-citeradieuse.org/"&gt;Marselha&lt;/a&gt;, 1945-52, e seguintes).&lt;br /&gt;Em Lisboa, essas obras inspiraram importantes edifícios como o Bloco das Águas Livres (às Amoreiras), as unidades de habitação social de Olivais Norte, os blocos da Av. Infante Santo, o (impressionante) bloco da Rua Açores (bem perto da Embaixada da Rússia, junto à Av. Duque d'Ávila) ou alguns edifícios construídos na cercania daquele que é o grande local de culto de todos os que gostam da estética moderna e internacional: a &lt;a href="http://www.gulbenkian.pt/portal/index.html"&gt;Fundação Calouste Gulbenkian&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6775678241080166224?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6775678241080166224/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6775678241080166224' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6775678241080166224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6775678241080166224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/10/cidade-radiosa-ix.html' title='A cidade radiosa (IX)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rx5hP8OJ-HI/AAAAAAAAAGM/6BGi6gHFQ60/s72-c/124_2500.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-472769538812933790</id><published>2007-10-16T10:06:00.000+01:00</published><updated>2007-10-23T22:17:57.887+01:00</updated><title type='text'>O paradoxo (I)</title><content type='html'>Os primeiros dias de serviço do troço final do Eixo Norte-Sul parecem revelar um estranho paradoxo: a abertura de uma nova via de grande capacidade em Lisboa, em vez de descongestionar, congestiona - nomeadamente, a Calçada de Carriche, a Av. Padre Cruz, o Campo Grande e Telheiras.&lt;br /&gt;Grande parte do problema está no impasse em que se encontra a Alta de Lisboa. Como tarefa preparatória de um debate que vamos desenvolver ao longos dos próximos dias, sugiro a leitura do excelente "post" &lt;a href="http://viveraltadelisboa.blogspot.com/2007/10/uma-mudana-de-paradigma.html"&gt;Uma Mudança de Paradigma&lt;/a&gt;, inserido no muito interessante blogue &lt;a href="http://viveraltadelisboa.blogspot.com/"&gt;Viver na Alta de Lisboa&lt;/a&gt; (o Pedro que o assina não sou eu).&lt;br /&gt;Até já.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-472769538812933790?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/472769538812933790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=472769538812933790' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/472769538812933790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/472769538812933790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/10/o-paradoxo-i.html' title='O paradoxo (I)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6363105853993803013</id><published>2007-10-14T18:35:00.000+01:00</published><updated>2007-10-14T19:35:40.996+01:00</updated><title type='text'>O Jardim da Música</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RxJUCsOJ-GI/AAAAAAAAAGE/3UKeRUGS9Ao/s1600-h/Jardim+da+Musica+rodado.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RxJUCsOJ-GI/AAAAAAAAAGE/3UKeRUGS9Ao/s320/Jardim+da+Musica+rodado.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121248131480680546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não vou falar ainda sobre o grande acontecimento da última semana: a abertura do troço final do Eixo Norte-Sul (IP7), entre a Av. Padre Cruz e o Túnel do Grilo. A razão é simples: na quinta e na sexta-feira, a Calçada de Carriche mostrou-se, algo paradoxalmente, mais congestionada do que é habitual. Provavelmente, muitos odivelenses ainda não conhecem a nova alternativa de entrada (e saída) em Lisboa, pelo que é cedo para se fazer um balanço.&lt;br /&gt;Se me permitem, vou falar antes de uma descoberta que fiz, também na semana passada, na revista &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Arquitecturas&lt;/span&gt; (n.º 29, edição de Outubro de 2007). Trata-se de um projecto que promete ser uma das grandes bandeiras do actual executivo camarário nas eleições de 2009: o Jardim da Música, a construir no actual vazio urbano (um tema muito em moda) entre os Paços do Concelho, o novo Centro de Exposições e a futura Casa da Juventude, ou seja, no terreno do antigo campo de jogos do Odivelas Futebol Clube.&lt;br /&gt;De acordo com o artigo publicado nessa revista, trata-se de um projecto da autoria do arquitecto paisagista Jorge Cancela, do atelier Biodesign, que "promete ser uma alavanca para a reabilitação urbana de Odivelas". Pretende-se criar um "espaço verde urbano" e já não uma praça com estacionamento subterrâneo (como o anterior executivo pretendia) que se venha a assumir como "um ponto de descompressão e de encontro de pessoas e de gerações, com várias valências".&lt;br /&gt;Ainda de acordo com esse artigo, o conceito do futuro jardim "consiste em pegar em elementos da composição do jardim português tradicional e adaptá-los à realidade urbana". O seu desenho será fluído e permitirá passar, "com naturalidade, do pomar até ao campo de aromáticas, passando pelo olival, o prado e a mata". Terá uma praça com um anfiteatro ao ar livre bem como um banco corrido com 80 metros de comprimento coberto por uma pérgola. O poço e a nora já existentes serão preservados. Será construído um caminho de água culminando num espelho de água com funções "micro-climáticas". No entanto, a grande inovação (tecnológica) deste jardim será a inclusão de equipamentos interactivos ligados à música.&lt;br /&gt;Em Odivelas existem mais árvores do que muitas vezes se pensa e se afirma - como os leitores habituais deste espaço bem sabem. No entanto, é notória a falta de um espaço verde com dimensões consideráveis, que possa funcionar como um ponto de referência e de descompressão numa cidade algo tensa e com o conhecido problema da má imagem que transmite para o exterior.&lt;br /&gt;Paralelamente, ainda há poucos meses defendi, no "post" &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/08/ainda-em-torno-do-centro-histrico.html"&gt;Ainda em torno do Centro Histórico&lt;/a&gt; (21.08.2009), que a vida de rua que ainda existe em Odivelas (algo cada vez mais raro nas nossas cidades, infelizmente) pode, e deve, ser canalizada para o Centro Histórico. E que esse centro pode ser um dos espaços mais espectaculares da Grande Lisboa, pelo património (secular) existente, pelo grande sentido urbano do Largo D. Dinis e também pelas potencialidades que encerra o citado vazio urbano.&lt;br /&gt;O Jardim da Música, de acordo com o que é possível vislumbrar através do artigo da revista Arquitecturas, é pois muito bem vindo. A obra deverá arrancar em 2008, para inaugurar em 2009.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6363105853993803013?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6363105853993803013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6363105853993803013' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6363105853993803013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6363105853993803013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/10/o-jardim-da-msica.html' title='O Jardim da Música'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RxJUCsOJ-GI/AAAAAAAAAGE/3UKeRUGS9Ao/s72-c/Jardim+da+Musica+rodado.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7365959115945314841</id><published>2007-10-08T10:29:00.001+01:00</published><updated>2007-12-20T09:54:52.944Z</updated><title type='text'>Abriu a época da caça</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwtMd8OJ-FI/AAAAAAAAAF8/6H40IJcUrRw/s1600-h/Banner+REN-ok.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwtMd8OJ-FI/AAAAAAAAAF8/6H40IJcUrRw/s320/Banner+REN-ok.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119269478702118994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Abriu a época da caça às ... "borboletas". As Redes Energéticas Nacionais (REN) enfrentam os poderes judicial e popular. Um tema importante para Odivelas, a seguir com muita atenção. Eis os desenvolvimentos mais recentes &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;(em actualização)&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=315205&amp;amp;visual=26&amp;amp;rss=0"&gt;Almada: Assembleia Municipal unânime contra afectação de terrenos municipais à REN (RTP, 20.12.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1314212"&gt;REN vai desligar linha de muita alta tensão Fanhões-Trajouce (Público, 18.12.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF186338"&gt;Cidadãos protestam contra linha de muito alta tensão em Almada (TSF Online, 12.12.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1312957&amp;amp;idCanal=57"&gt;Linha de alta tensão entre Tunes e Portimão vai ter traçado alternativo (Público, 07.12.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308622"&gt;Perto de 150 pessoas manifestaram-se junto ao Parlamento contra as linhas de alta tensão (Público, 24.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308038"&gt;&lt;span class="manchete"  style="font-size:18;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Acção principal contra linhas de muito alta tensão tem início hoje no tribunal de Sintra (Público, 19.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&amp;amp;CpContentId=303466"&gt;Penedos garante que “não há riscos para a saúde” (Jornal de Negócios Online, 08.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306582&amp;amp;idCanal=10"&gt;REN recebe representantes da população em protesto contra linha de muito alta tensão (Público, 04.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF184104"&gt;REN não vai desligar para já linha de muito alta tensão (TSF Online, 04.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF184100"&gt;População do concelho de Silves protesta contra linhas de Muito Alta Tensão (TSF Online, 04.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ren.pt/portal/ResourcesUser/Comunicados/CEM_%20Relat%F3rio%20DGS.pdf"&gt;REN emite comunicado sobre "Exposição da População aos Campos Electromagnéticos" (03.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.tsf.pt/online/vida/interior.asp?id_artigo=TSF184045"&gt;Tribunal manda desligar linha de alta tensão em Sintra (TSF Online, 02.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306332&amp;amp;idCanal=undefined"&gt;Sintra: REN vai recorrer da decisão do Supremo de desligar linha de muito alta tensão (Público, 02.10.2007)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://vistodaeconomia.blogs.iol.pt/REN/"&gt;REN em "Visto da Economia", por Helena Garrido&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7365959115945314841?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7365959115945314841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7365959115945314841' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7365959115945314841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7365959115945314841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/10/abriu-poca-da-caa.html' title='Abriu a época da caça'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwtMd8OJ-FI/AAAAAAAAAF8/6H40IJcUrRw/s72-c/Banner+REN-ok.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1629066767033417959</id><published>2007-09-30T22:16:00.000+01:00</published><updated>2007-09-30T23:29:55.615+01:00</updated><title type='text'>O Vale da Morte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwATpYB7CMI/AAAAAAAAAFk/aIJYmq8Xac0/s1600-h/124_2433.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwATpYB7CMI/AAAAAAAAAFk/aIJYmq8Xac0/s320/124_2433.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116110778238961858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Os acontecimentos de Sacavém, hoje de manhã, fazem-nos lembrar a perigosidade das zonas baixas da bacia hidrográfica do Rio Trancão, cuja foz fica junto a esse povoado do Concelho de Loures.&lt;br /&gt;O vale que se estende da Paiã até Loures é particularmente perigoso. Na próxima noite de 25 para 26 de Novembro "comemora-se" uma efeméride muito triste: os 40 anos das &lt;a href="http://w3.ualg.pt/%7Ejdias/GEOLAMB/GAn_Casos/Lisboa1967/GA35sup1967_CheiasLisboa.html"&gt;grandes cheias de 1967&lt;/a&gt;, que mataram - segundo se sabe - cerca de 500 pessoas na Grande Lisboa, 300 das quais no território do actual Concelho de Odivelas. Encontraram a morte na lama muitos dos que viviam nas margens do Rio da Costa e das ribeira de Odivelas e da Póvoa de Santo Adrião. Foi um acontecimento marcante na época, que mobilizou muito voluntários (nomeadamente, estudandes universitários), pessoas que, pela primeira vez, tomaram contacto com a miséria que grassava (e grassa) nos arredores de Lisboa, com o Portugal que nos envergonha a todos.&lt;br /&gt;A Urmeira foi um dos locais mais fustigados por essas mortíferas cheias. É curioso que, ainda hoje, a Urmeira é um daqueles lugares que se evita à noite, de encruzilhadas, de estradas sombrias. E de quintas insólitas.&lt;br /&gt;Outro dia, vinha eu dos lados do Bairro Padre Cruz pela Serra da Luz e, como é típico, parei o carro antes do congestionado e perigoso cruzamento com a Estrada da Paiã (para quando uma rotunda ou semáforos?). E não é que, do lado esquerdo, dou com a Quinta do ... Enforcado! Que a Urmeira foi lugar de morte, já eu sabia. Que tinha uma quinta dedicada a um enforcado, não fazia a mínima ideia!&lt;br /&gt;Quem teria sido esse desgraçado? Alguém que perdeu tudo também com uma situação de cheia, enforcando-se em pleno desespero? Ou simplesmente um bandido famoso de outras eras? Que estranho...&lt;br /&gt;Podemos não saber quem foi o enforcado da Urmeira. Mas não podemos fazer de conta que não sabemos que as cheias são fenómenos naturais, que acontecem com uma determinada periodicidade. E que, mais tarde ou mais cedo, vai haver desgraça no Vale de Odivelas-Loures, o "Vale da Morte" da Grande Lisboa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwAgxoB7CNI/AAAAAAAAAFs/rETBwbLoklA/s1600-h/Pontinha1967.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwAgxoB7CNI/AAAAAAAAAFs/rETBwbLoklA/s320/Pontinha1967.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116125213624043730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Consequências das cheias de 1967 na zona da Urmeira / Pontinha (in &lt;a href="http://w3.ualg.pt/%7Ejdias/GEOLAMB/GAn_Casos/Lisboa1967/GA35sup1967_CheiasLisboa.html"&gt;As Cheias de Novembro de 1967 em Lisboa&lt;/a&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 128);font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Desconheço se está prevista alguma evocação dos 40 anos da noite de 25 para 26 de Novembro de 1967. Talvez não fosse má ideia uma iniciativa oficial que relembrasse tão triste acontecimento, tendo em vista evitar que semelhante tragédia se repita num futuro, esperemos, longínquo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1629066767033417959?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1629066767033417959/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1629066767033417959' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1629066767033417959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1629066767033417959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/09/o-vale-da-morte.html' title='O Vale da Morte'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RwATpYB7CMI/AAAAAAAAAFk/aIJYmq8Xac0/s72-c/124_2433.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6945015694541399426</id><published>2007-09-25T22:55:00.001+01:00</published><updated>2007-09-25T23:17:30.068+01:00</updated><title type='text'>A cidade e as serras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RvmEl4B7CLI/AAAAAAAAAFc/Ziyg2dXYEX8/s1600-h/124_2430.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RvmEl4B7CLI/AAAAAAAAAFc/Ziyg2dXYEX8/s320/124_2430.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114264638086383794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Grande parte da "piada" da Cidade de Odivelas está no facto de ser rodeada por serras. Se é verdade que, em geral, as mesmas estão muito longe de estar bem tratadas - as dávidas da natureza atrairam, nomeadamente, muita habitação ilegal - também é verdade que as serras que cercam Odivelas encerram e escondem factos insólitos e algumas surpresas.&lt;br /&gt;Há uns dias tive a experiência extraordinária de ter estado numa aldeia para lá das serras - mas a menos de 15 minutos da minha casa (e a cerca de 25 minutos do Campo Grande) - numa autêntica festa do Portugal rural profundo. Havia bailarico com a cassete do Quim Barreiros, havia febras salgadas, havia cerveja sem copo, havia campo a perder de vista (ver foto), havia gente genuína e com hábitos ainda algo comunitários, que conta estórias do tempo em que Odivelas era "terra de lavoura".&lt;br /&gt;Como é isto possível em pleno Séc. XXI e numa grande área metropolitana? Falta-me bagagem sociológica para explicar tão interessante fenómeno da periurbe lisboeta.&lt;br /&gt;Em todo o caso, fiquei com a estranha sensação de ter estado muito, muito longe, mas ao mesmo tempo perto de casa e de uma certa portugalidade, algo pimba mas muito nossa. Talvez o que falte a Portugal (e a Lisboa) é deixar-se de cosmopolitismos parolos e assumir-se como é, com genuidade e sem complexos de inferioridade. Não estava o grande encanto de Lisboa nos seus bairros populares e nas respectivas praxes?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6945015694541399426?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6945015694541399426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6945015694541399426' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6945015694541399426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6945015694541399426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/09/cidade-e-as-serras.html' title='A cidade e as serras'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RvmEl4B7CLI/AAAAAAAAAFc/Ziyg2dXYEX8/s72-c/124_2430.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-893509236530873869</id><published>2007-09-16T20:44:00.001+01:00</published><updated>2007-09-16T21:51:47.962+01:00</updated><title type='text'>A cidade neo-barroca (II)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2UoSj-OlI/AAAAAAAAAFU/C4-fyq4d7J8/s1600-h/121_2194.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2UoSj-OlI/AAAAAAAAAFU/C4-fyq4d7J8/s200/121_2194.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110904572033776210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A urbanização “Jardim da Radial” é, porventura, a primeira grande operação urbanística no Concelho de Odivelas que podemos classificar como neo-barroca, cujo início da construção remonta à segunda metade da década de 90. Localiza-se na Freguesia da Ramada, junto ao limite Norte da Cidade de Odivelas, sendo servida de forma directa por um nó do IC 22, o que a torna, de alguma forma, uma “Edge City” (Silva, Elisabete A., 2002, “Cenários de Expansão Urbana na Área Metropolitana de Lisboa”, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Revista de Estudos Regionais – Lisboa e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Vale do Tejo&lt;/span&gt;, 2.º Semestre, Lisboa, INE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relevo do sítio é particularmente movimentado, caracterizando-se por encostas próximas da cumeada da Serra da Amoreira com pendente acentuada, que dificultam a locomoção a pé. Não obstante, o desenho urbano adoptado no “Jardim da Radial” privilegiou a vida de rua, sendo estruturado por um conjunto de avenidas tipicamente interceptadas por outras avenidas ou ruas através de rotundas ajardinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2TLSj-OkI/AAAAAAAAAFM/YUP2ETqoys8/s1600-h/122_2241.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2TLSj-OkI/AAAAAAAAAFM/YUP2ETqoys8/s200/122_2241.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110902974305942082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em particular, a sua principal avenida (Liberdade), onde se localiza grande parte do comércio de bairro, é particularmente difícil de vencer a pé. Essa avenida possui uma orientação NW-SE que, dada a altimetria do local, possibilita, a quem a desce, uma vista magnífica sobre Lisboa e as serras da Península de Setúbal. Sensivelmente a meio da Avenida foi colocada uma rotunda com fonte luminosa (Tito de Morais) da qual parte, em entroncamento, uma rua (Manuel de Arriaga) que conduz, por sua vez, a outra rotunda ajardinada (Francisco Sá Carneiro) através da qual se acede à urbanização via IC 22. No enfiamento da Rua Manuel de Arriaga, junto à Rotunda Francisco Sá Carneiro, foi implementada uma igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se desloca, nomeadamente de automóvel, ao longo deste sistema de vias e rotundas tem uma experiência estética bem próxima daquela que caracteriza a cidade barroca, dados os elementos de interesse (rotundas, igrejas, fontes luminosas, serras) colocados estrategicamente nos pontos focais das vias de circulação. O jogo das perspectivas foi claramente privilegiado face aos aspectos funcionais: o sistema viário IC 22 – Rotunda Francisco Sá Carneiro – Rua Manuel de Arriaga – Av. da Liberdade não é apenas o elemento estruturante de uma urbanização, é também o principal acesso Norte à Cidade de Odivelas. Desta forma, por questões estéticas e de imagem da cidade, o tráfego automóvel de passagem é misturado voluntariamente com o tráfego local, com consequências nefastas em termos de congestionamento de tráfego e de segurança para os peões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2KqCj-OiI/AAAAAAAAAE8/lKovzYmf86o/s1600-h/121_2199.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2KqCj-OiI/AAAAAAAAAE8/lKovzYmf86o/s200/121_2199.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110893606982269474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;É importante notar que a citada Av. da Liberdade não é apenas um local de concentração de comércio mas também a via de acesso aos equipamentos escolares públicos que servem a zona Norte de Odivelas (Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos e Escola Secundária), sendo grande o risco de atropelamento de crianças e jovens também devido à acentuada pendente da Avenida, apesar dos esforços desenvolvidos pela Junta de Freguesia da Ramada (semáforos de controlo de velocidade e painéis informativos de zona escolar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2L-yj-OjI/AAAAAAAAAFE/zIoW1Be-t5U/s1600-h/122_2248.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2L-yj-OjI/AAAAAAAAAFE/zIoW1Be-t5U/s200/122_2248.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110895062976182834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Apesar do seu nome sugerir o contrário, o “Jardim da Radial” não tem qualquer ponto de contacto com a cidade imaginada por Ebenezer Howard. De facto, ao longo de uma estrutura viária muito tradicional, foram implementadas bandas e torres, por vezes com 12 andares. Nem sequer se recorre ao quarteirão, elemento morfológico caro à “cidade tradicional”: as bandas e as torres são dispostas continuamente ao longo das ruas corredor, sem logradouros, numa estratégia clara de maximização dos lotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os espaços verdes são eminentemente cénicos, limitando-se fundamentalmente às rotundas e a algumas zonas intersticiais entre os lotes, apesar de existirem dois pequenos jardins de fruência particularmente agradável (o sistema de vistas para isso muito contribui), dotados de equipamento lúdico infantil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-893509236530873869?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/893509236530873869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=893509236530873869' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/893509236530873869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/893509236530873869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/09/cidade-neo-barroca-ii.html' title='A cidade neo-barroca (II)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ru2UoSj-OlI/AAAAAAAAAFU/C4-fyq4d7J8/s72-c/121_2194.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-959978034746867739</id><published>2007-09-08T22:15:00.001+01:00</published><updated>2007-09-08T23:38:58.538+01:00</updated><title type='text'>A cidade neo-barroca (I)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RuMRmdDlM8I/AAAAAAAAAEs/tNUVOH3FlWY/s1600-h/122_2231.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RuMRmdDlM8I/AAAAAAAAAEs/tNUVOH3FlWY/s320/122_2231.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107945754700624834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos meses tenho vindo a analisar neste blogue o que designo por "A Cidade Radiosa de Odivelas", ou seja, o espaço urbano que se desenvolve desde a Codivel até à Quinta do Mendes, fortemente influenciado pelos princípios do Urbanismo Moderno. Fi-lo não apenas pelo interesse do tema em si, mas sobretudo com o propósito pedagógico de mostrar aos leitores como toda essa área é, apesar da sua qualidade algo irregular e de uma certa falta de sentido de conjunto (por culpa da justaposição de vários loteamentos pouco articulados entre si), urbanisticamente mais interessante do que a generalidade das urbanizações que se têm desenvolvido nos últimos 10-15 anos no Concelho de Odivelas.&lt;br /&gt;Não estando o tema da "Cidade Radiosa" esgotado (ainda vou escrever, pelo menos, sobre as "unidades de habitação" Hotelcar e Horizonte e sobre o Chapim), é chegada a altura de começar a partilhar com os prezados leitores alguns argumentos que já tive oportunidade de apresentar e discutir no âmbito da  &lt;span class="Blank"&gt;&lt;a href="https://conferencias.iscte.pt/viewabstract.php?id=209&amp;cf=3"&gt;First International Conference of Young Urban Researchers (FICYUrb)&lt;/a&gt;, que se realizou nos dias 11 e 12 de Junho de 2007 no ISCTE.&lt;br /&gt;Basicamente o que se está a passar em Odivelas, e um pouco por todo o lado, mesmo em lugares do Portugal urbano remoto, é o regresso à cidade dita &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tradicional&lt;/span&gt;, das avenidas coroadas por pontos de interesse focal - tipicamente rotundas - e, por vezes mas nem sempre (como veremos com exemplos concretos), organizada em quarteirões. É uma cidade muito diferente daquela que tenho vindo a descrever em "A cidade radiosa", onde os espaços verdes são normalmente decorativos e já não estruturantes, onde os equipamentos colectivos deixaram de ser uma prioridade, onde o trânsito deixou de circular em vias hierarquizadas para se acumular em filas intermináveis e pondo em risco, muitas vezes, a segurança de crianças e adultos, dada a promiscuidade dos vários tipos de  tráfego (local, de atravessamento, de peões).&lt;br /&gt;As causas do regresso a esse tipo de cidade é uma longa história, que nos remete necessariamente para a crise do Urbanismo Moderno, que se agudiza na década de 70, não apenas em Portugal mas um pouco por todo o mundo. Tal fenómeno levou, a partir da década de 80, muitos urbanistas - sobretudo arquitectos - a enveredarem por um certo regresso ao passado, revidendo, por vezes com algum exagero, formas típicas da cidade barroca e/ou da cidade oitecentista haussmanniana (Lamas, José, 1992, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morfologia Urbana e Desenho da Cidade,&lt;/span&gt; Lisboa, FCG/JNICT).&lt;br /&gt;A cidade barroca, encenada, das longas avenidas coroadas por pontos de interesse monumental, desenvolve-se a partir do Séc. XVII na sequência da invenção da perspectiva e do coche – o carro a cavalo que proporcionava velocidades “alucinantes” – bem como de uma época de excesso nos costumes e nas artes (Munford, Lewis, 1998, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A cidade na história. Suas origens, transformações e perspectivas&lt;/span&gt;, São Paulo, Martins Fontes). Desta forma, o regresso a este tipo de morfologia urbana na transição do Séc. XX para o Séc. XXI não pode deixar de estar associado à democratização do automóvel (o coche dos tempos modernos) e aos hábitos que se criaram em termos da sua utilização frequente, bem como à hiper-valorização da imagem na sociedade de consumo e nos estilos de vida pseudo-modernos - tudo factores que favorecem uma certa encenação do espaço urbano.&lt;br /&gt;É esse tipo de encenação que encontramos no Parque das Nações. Aliás, é difícil não associar a generalização das formas urbanas barrocas em Odivelas e em muitos lugares do nosso querido Portugal a uma certa vontade em replicar o desenho urbano dominante do Parque das Nações, que é eminentemente pós-moderno e barroco, apesar de incorporar alguns elementos morfológicos caros ao Movimento Moderno (sobretudo na sua zona mais a norte).&lt;br /&gt;Aliás, o caso de Odivelas, até pela proximidade ao Parque das Nações, constituiu um exemplo paradigmático dos efeitos nefastos que essa grande operação urbanística pode vir (e está já) a provocar nas cidades portuguesas (António Mega Ferreira já afirmou, em entrevista ao DN há umas semanas, que vai dizer o que pensa sobre o Parque das Nações para o ano, 10 anos passados sobre a EXPO 98; estou cheio de curiosidade...).&lt;br /&gt;As Colinas do Cruzeiro são o caso mais emblemático do regresso ao barroco em Odivelas. Mas não são o único. Falarei a seguir do Jardim da Radial, Ramada (na foto), onde esse tipo de tendências revivalistas se manifestaram pela primeira vez de forma evidente no nosso concelho.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-959978034746867739?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/959978034746867739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=959978034746867739' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/959978034746867739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/959978034746867739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/09/cidade-neo-barroca-i.html' title='A cidade neo-barroca (I)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RuMRmdDlM8I/AAAAAAAAAEs/tNUVOH3FlWY/s72-c/122_2231.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7336743765889489358</id><published>2007-08-30T18:05:00.000+01:00</published><updated>2007-09-02T00:05:37.559+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (VIII)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtiXPtDlM7I/AAAAAAAAAEk/km_Cc3UBBxE/s1600-h/121_2139.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtiXPtDlM7I/AAAAAAAAAEk/km_Cc3UBBxE/s320/121_2139.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104996473672905650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No último "post" sugeri ser fundamental, para compreender e apreciar um bairro como a Codivel, estar na posse de algum conhecimento sobre o processo de gestação da Carta de Atenas bem como sobre o modo de vida do seu principal mentor, Le Corbusier. A Carta de Atenas é, para os leigos nestas matérias, o principal documento programático do Urbanismo Moderno, que inspirou grande parte da produção urbanística do pós-guerra.&lt;br /&gt;A Carta de Atenas foi desenvolvida em 1933, num período conhecido como "A Grande Depressão", de profunda crise económica e social a nível mundial, despoletado pelo "crash" da bolsa de Nova Iorque de 1929 mas com origens mais profundas. Em particular, as carências habitacionais eram um problema premente num contexto de pobreza generalizada em muitos países ocidentais. Os métodos tayloristas de produção industrial, assentes numa especialização extrema das tarefas executadas por cada trabalhador, estavam em afirmação e a sua aplicação ao desenho da cidade e ao sector da construção (nomeadamente, através da produção em massa de componentes como janelas ou portas) era encarada como uma saída pragmática para os problemas urbanos e da habitação.&lt;br /&gt;Paralelamente, estava-se a assistir à democratização do automóvel mostrando-se a cidade oitocentista dos "caminhos de mulas" mal adaptada ao mesmo. Numa época de motores "gulosos" não catalizados,  os centros  das grandes cidades estavam-se a tornar locais de ar irrespirável. Para tal também contribuía a permanência de indústrias poluidoras nesses locais, por vezes ainda na era do carvão, numa convivência nada saudável com outras actividades económicas e com a habitação.&lt;br /&gt;Desta forma, era relativamente pacífico defender-se uma nova  forma de planear a cidade assente na especialização funcional do espaço (habitação, trabalho, circulação e lazer), na circulação ordenada e separada para carros e peões, na oferta de habitação confortável, económica e que favorecesse a qualidade de vida, com acesso a boas condições de insolação, espaços verdes e equipamentos colectivos.&lt;br /&gt;A forma moderna de pensar a cidade ia, contudo, mais além: ambicionava a felicidade do homem urbano "médio" trazendo-lhe a natureza até ao seu apartamento: o sol, o céu, as árvores, o horizonte. Esta visão utópica deverá ter sido influenciada, certamente, pelas circunstâncias especiais em que a Carta de Atenas foi elaborada: em pleno Mar Mediterrâneo, a bordo do navio &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Patris&lt;/span&gt;, entre Marselha e Atenas.&lt;br /&gt;A Carta de Atenas só foi divulgada 8 anos depois (1941), em plena II Guerra Mundial, certamente antecipando as necessidades construtivas que se avizinhavam. Le Corbusier foi o mentor dessa iniciativa e, segundo se sabe, terá acrescentado ao texto inicial muito de seu (José Lamas, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Morfologia Urbana e Desenho da Cidade&lt;/span&gt;, FCG, 1992, p. 344).&lt;br /&gt;Le Corbusier era um homem que levava uma vida algo recatada, apesar de ter sido, no seu tempo, uma figura pública mundialmente conhecida. Não pense o leitor que vivia nos Campos Elísios ou na Av. Foch ou que passava férias na cosmopolita Cannes.&lt;br /&gt;Le Corbusier viveu entre 1934 até ao seu desaparecimento em 1965 (com excepção do período em que a Paris esteve ocupada pela Alemanha) num apartamento relativamente pequeno situado numa zona que, na década de 30, era um mero subúrbio de Paris (Porte Molitor, sensivelmente entre Roland Garros e o Parque dos Principes). Vivia perto do céu, numa cobertura em duplex, plena de luz e decorada de forma minimalista. Acordava todos os dias com vista para o campo. Passava as manhãs a pintar no seu estúdio com uma vista magnífica sobre Paris. Almoçava com Ivone Gallis, a sua mulher de sempre. As tardes eram passadas no seu atelier de arquitectura. No segundo piso da sua casa, tinha um terraço jardim, que lhe permitia conviver com o mundo vegetal, com o sol e com as estrelas. De Verão, romava a Roquebrune-Cap-Martin, junto ao Mar Mediterrâneo, onde pernoitava literalmente numa barraca de madeira, não muito diferente dos abrigos de jardim actualmente tão em voga.&lt;br /&gt;Deborah Gans, no seu essencial The &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Corbusier Guide&lt;/span&gt; (Princeton Architectural Press, 2006), refere que Le Corbusier ficou agradado com o convite para projectar o Convento de La Tourette porque "personally aspired to certain monastic values, including material simplicity, self-discipline, and silence" (p. 101).&lt;br /&gt;Cidades como a Codivel foram, desta forma, inspiradas pelo pensamento de um homem simples, que abdicava da vida mundana para estar com aquilo que é verdadeiramente importante: o sol, o céu, o horizonte, as árvores, o mar, o amor de uma mulher. Muito pouco, para muita gente deste novo século.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7336743765889489358?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7336743765889489358/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7336743765889489358' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7336743765889489358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7336743765889489358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/08/cidade-radiosa-viii.html' title='A cidade radiosa (VIII)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtiXPtDlM7I/AAAAAAAAAEk/km_Cc3UBBxE/s72-c/121_2139.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7368744576397727623</id><published>2007-08-28T22:08:00.000+01:00</published><updated>2007-08-30T11:30:06.411+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (VII)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtSPp9DlM5I/AAAAAAAAAEU/UaQw8EPzBMs/s1600-h/121_2135.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtSPp9DlM5I/AAAAAAAAAEU/UaQw8EPzBMs/s200/121_2135.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103862228644606866" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foi no Bairro Codivel que os princípios da Carta de Atenas foram aplicados de forma mais pura na Cidade de Odivelas. De facto, foram implantadas bandas e torres de forma livre no terreno tendo em vista maximizar as vistas e a insolação; a circulação faz-se por vias bem hierarquizadas com separação dos tráfegos automóvel e dos peões; foram criadas faixas verdes com equipamentos colectivos (escolas, pavilhão polidesportivo, parque infantil); foi praticado algum zonamento funcional com a criação de um centro comercial - apesar de existirem vários espaços comerciais espalhados pelos vários lotes habitacionais.&lt;br /&gt;Em particular, na Codivel podemos apreciar aquele que é, muito provavelmente, o conju&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtSZNNDlM6I/AAAAAAAAAEc/pce-olEHxc0/s1600-h/121_2137.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtSZNNDlM6I/AAAAAAAAAEc/pce-olEHxc0/s200/121_2137.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103872729839645602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nto de bandas dispostas de forma radial ao longo do eixo heliotérmico mais conseguido da Grande Lisboa (apesar de estar ainda incompleto) - num bairro que pode ser classificado como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sector&lt;/span&gt; de uma Cidade Moderna.&lt;br /&gt;Devido ao seu carácter avançado, a Codivel tem sido um bairro incompreendido e até desprezado. É de facto muito diferente da cidade a que estamos mais habituados, das ruas, das praças e dos quarteirões. Para essa incompreensão também contribui uma localização algo ingrata - a Codivel está "entalada" entre uma via rápida (IC 22), uma zona industrial e um bairro de génese ilegal - bem como a orografia, que não favorece a acessibilidade a pé. O nome também não ajuda...&lt;br /&gt;Contudo, para se compreender plenamente uma intervenção urbana como a Codivel é necessário perceber o contexto em que foi elaborada a Carta de Atenas, bem como conhecer minimamente o estilo de vida do seu principal mentor e divulgador, Le Corbusier ou o arquitecto/urbanista mais influente do Séc. XX. Abordarei esse vasto tema, de forma breve, no próximo "post".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7368744576397727623?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7368744576397727623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7368744576397727623' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7368744576397727623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7368744576397727623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/08/cidade-radiosa-vii.html' title='A cidade radiosa (VII)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RtSPp9DlM5I/AAAAAAAAAEU/UaQw8EPzBMs/s72-c/121_2135.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-737472589259720452</id><published>2007-08-21T23:28:00.000+01:00</published><updated>2007-08-26T12:55:16.325+01:00</updated><title type='text'>Ainda em torno do Centro Histórico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RstoRtDlM4I/AAAAAAAAAEM/rkwNvOnx4hs/s1600-h/120_2066.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RstoRtDlM4I/AAAAAAAAAEM/rkwNvOnx4hs/s320/120_2066.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5101285656288899970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Alguns prezados leitores têm-me pedido para que volte a tecer algumas considerações em torno do Centro Histórico de Odivelas. Sob pena de repetir argumentos já aqui avançados em &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007_02_01_archive.html"&gt;Fevereiro&lt;/a&gt; último, vou tentar transmitir aquilo que penso sobre tão interessante assunto, de forma, espero, mais clara e acertiva.&lt;br /&gt;Na Grande Lisboa, ou seja, na parte norte da Área Metropolitana de Lisboa existem 10 cidades. A saber, tratam-se dos seguintes povoados, por ordem decrescente de dimensão populacional (dados para 2001): Lisboa (560 mil habitantes), Amadora (176 mil), Agualva-Cacém (82 mil), Queluz (78 mil), Odivelas (51 mil), Alverca do Ribatejo (28 mil), Póvoa de Santa Iria (24 mil), Sacavém (18 mil), Vila Franca de Xira (17 mil) e Loures (16 mil). Existem ainda algumas vilas que poderiam ser cidades mas que por razões históricas (Sintra) ou por um estranho "mix" de snobismo e espírito anti-urbano recusam essa classificação (Oeiras e Cascais).&lt;br /&gt;Desta forma, Odivelas é a quinta cidade mais populosa da Grande Lisboa, caracterizando-se também por pertencer ao restrito subconjunto de cidades da AML Norte com mais de 50 mil habitantes, que são apenas cinco (notar que Alverca, a sexta cidade mais populosa, tem sensivelmente metade dos habitantes de Odivelas).&lt;br /&gt;Ora, de todas estas cidades, só Lisboa, Queluz e Odivelas possuem centros históricos com património classificado de grande interesse. Se Lisboa é um caso à parte, Queluz não é - os leitores perdoem-me a sinceridade - comparável a Odivelas. De facto, o Palácio Nacional de Queluz, não lhe tirando mérito (gosto muito da escadaria Robillon!), não passa de uma pobre e triste imitação do maior palácio da Europa (Versalhes), sinal da pequenez e da parolice do nosso país, ainda por cima construído seguindo um estilo arquitectónico do barroco tardio, por sinal de gosto bem duvidoso: o Rococó. O Mosteiro de Odivelas, mesmo tendo sido muito castigado pelo grande terramoto de 1755, carrega um passado único, tem um monarca sepultado (D. Dinis) e a respectiva rainha (ainda por cima, santa) e é só (cerca) de 500 anos mais velhinho que o citado palácio nacional (foi fundado em 1295, enquanto que Queluz é datado de finais do Século XVIII).&lt;br /&gt;Desta forma, tudo o que se faça no Centro Histórico de Odivelas tem que honrar este legado do passado, tem que o glorificar, tem que conferir a Odivelas a posição que lhe pertence desde tempos bem remotos.&lt;br /&gt;Odivelas não é um sítio qualquer - basta dar um pequeno exemplo: o Palácio do Correio-Mor, o mais importante do Concelho de Loures e um dos mais emblemáticos dos arredores de Lisboa (e do País), foi construído em antigas terras das monjas de Odivelas. Os seus domínios foram, aliás, dos mais ricos que se conheceram no antigo Termo de Lisboa.&lt;br /&gt;O que está em causa no Centro Histórico de Odivelas não é, do meu ponto de vista, um problema só de dinheiro. Bem sei que existe um importante vazio urbano que importa requalificar, entre os Paços do Concelho e o novo Centro de Exposições (o Dr. Varges tinha um projecto de uma grande praça urbana para esse espaço, para ser pago pelo PROQUAL mas que tarda em avançar). Mas há muitas outras coisas que se podem fazer, que exigem mais trabalho do que dinheiro. Vou só dar alguns exemplos, sem propósitos de exaustividade:&lt;br /&gt;1. O Mosteiro de S. Dinis permanece muito fechado sobre si próprio, é quase impenetrável. Era fundamental trabalhar com o Instituto de Odivelas no sentido de permitir a sua visitação pelo público em geral;&lt;br /&gt;2. Esse mosteiro bem como o largo fronteiro (de D. Dinis) são locais muito interessantes para a realização de eventos culturais, como concertos de música erudita ou saraus de poesia; porque será que não são melhor aproveitados nesse sentido?&lt;br /&gt;3. Odivelas tem, um pouco como a Amadora, algo fantástico, que se está a perder, infelizmente, nas cidades portuguesas: vida de rua. Ora, é fundamental "encaminhar" essa vida que ainda existe para o Centro Histórico. Para tal, parece-me essencial limitar, ou mesmo vedar, o uso do automóvel nessa zona antiga. Tal poderia motivar o surgimento de cafés, de esplanadas, de iniciativas culturais bem como a animação do comércio tradicional. Ora, a nova Alameda do Porto Pinheiro cria, de alguma forma, uma variante ao Centro Histórico, faltando, porventura, apenas uma boa ligação das Colinas do Cruzeiro aos Pombais. Mesmo que não se consiga a curto prazo vedar o acesso dos carros ao Centro Histórico, por que não fazê-lo, por exemplo, aos Domingos (como no Terreiro do Paço)?&lt;br /&gt;4. É fundamental cuidar dos espaços verdes existentes. Foi dado um bom exemplo nesse sentido recentemente: o jardim dos Paços do Concelho foi arranjado com pouco dinheiro, muita imaginação e ... recorrendo a blocos de basalto provenientes da enigmática Islândia (ver foto). E esta, hem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-737472589259720452?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/737472589259720452/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=737472589259720452' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/737472589259720452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/737472589259720452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/08/ainda-em-torno-do-centro-histrico.html' title='Ainda em torno do Centro Histórico'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RstoRtDlM4I/AAAAAAAAAEM/rkwNvOnx4hs/s72-c/120_2066.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-136988326286041313</id><published>2007-08-05T12:49:00.000+01:00</published><updated>2007-08-07T11:31:35.786+01:00</updated><title type='text'>O Pobre Homem Rico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RrW58FPKR1I/AAAAAAAAAEE/MF3IbPo5D5M/s1600-h/Loos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RrW58FPKR1I/AAAAAAAAAEE/MF3IbPo5D5M/s320/Loos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095182995288639314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/coleccoes/taschenArquitectos/default.htm"&gt;Colecção "Taschen Público Arquitectos"&lt;/a&gt;, agora em segunda edição, é já um clássico do Verão português. Ando entretido com o livro dedicado a Adolf Loos, o arquitecto vienense pioneiro do Modernismo que viveu entre 1870 e 1933.&lt;br /&gt;Vale a pena ler o ensaio que escreveu em 1900 intitulado "O Pobre Homem Rico", que é reproduzido na íntegra nesse livro. Começa desta forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero contar-vos a história de um pobre homem rico.  (...) certo dia, este homem disse para si próprio: «Tens dinheiro e bens, uma mulher fiel e um rancho de filhos que causaria a inveja do trabalhador mais pobre. Mas és feliz? Olha, há pessoas que não têm as coisas pelas quais é invejado, mas as suas preocupações são dissipadas por uma fada mágica: a arte! Mas para ti o que é a arte? Não conheces sequer um nome de um artista. Qualquer pretensioso que apareça à tua porta, o teu mordomo abri-la-á. No entanto, jamais recebeste arte em tua casa! Sei com certeza que ela não virá. Mas agora procurá-la-ei. Será recebida em minha casa como se de uma rainha se tratasse.» Era um homem poderoso, qualquer projecto em que metesse mão fá-lo-ia com vigor e energia. Era também desta forma que fazia negócios. E assim, no mesmo dia recorreu a um famoso arquitecto de interiores, e pediu-lhe: «Traga-me arte, arte para dentro da minha casa! O preço não é problema!»".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do texto, bem aplicável à realidade social portuguesa do Séc. XXI, deixo a cargo do leitor. O livro pode ser adquirido (ou encomendado) em qualquer banca e custa só 4,90 euros. Vale mesmo a pena...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-136988326286041313?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/136988326286041313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=136988326286041313' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/136988326286041313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/136988326286041313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/08/o-pobre-homem-rico.html' title='O Pobre Homem Rico'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RrW58FPKR1I/AAAAAAAAAEE/MF3IbPo5D5M/s72-c/Loos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1100797903209968767</id><published>2007-07-13T10:27:00.000+01:00</published><updated>2007-07-13T10:32:04.834+01:00</updated><title type='text'>Dreamliner</title><content type='html'>No passado Domingo foi apresentado pela primeira vez em público (em Seattle) aquele que é o mais avançado - e bonito - avião comercial de sempre: o Boeing 787 Dreamliner. Com entrada ao serviço prevista para Maio de 2008, foi o primeiro avião na história da indústria aeronáutica a ultrapassar as 500 encomendas antes de estar ao serviço (já vai com 677).&lt;br /&gt;Um verdadeiro sonho de avião, que já tem uma legião de fãs por todo o mundo e que merece uma visita (demorada) ao sítio &lt;a href="http://www.newairplane.com/"&gt;http://www.newairplane.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1100797903209968767?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1100797903209968767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1100797903209968767' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1100797903209968767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1100797903209968767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/07/dreamliner.html' title='Dreamliner'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1043712299099276129</id><published>2007-07-09T18:49:00.000+01:00</published><updated>2007-07-10T08:23:07.370+01:00</updated><title type='text'>O estado do Urbanismo Moderno em Portugal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RpMwm4KD46I/AAAAAAAAAD8/8lifZBBInzI/s1600-h/122_2209.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RpMwm4KD46I/AAAAAAAAAD8/8lifZBBInzI/s320/122_2209.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085461848699167650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A zona Norte do Parque das Nações revela, na perfeição, o estado do Urbanismo Moderno em Portugal.&lt;br /&gt;A cidade das torres e dos blocos assentes em pilotis, dispostos livremente ao longo de parques verdes, não está completamente enterrada. Contudo, já não desempenha o papel principal. É colocada, de forma subserviente e utilitarista, ao serviço da cidade pós-moderna de inspiração barroca, das grandes avenidas de palmeiras e jacarandás coroadas por rotundas exuberantes. É remetida para as zonas mais insalubres e expostas ao que os economistas designam por externalidades negativas: fontes de poluição sonora, atmosférica e/ou paisagística (Ponte Vasco da Gama, Linha do Norte, fábricas de produtos químicos em Sacavém, antiga lixeira de Beirolas) e de odores (ETAR - Estação de tratamento de águas residuais).&lt;br /&gt;Também já não é para todos mas só para alguns. Longe vão os tempos em que a arquitectura era colocada ao serviço do acesso a habitação para todas as classes sociais em boas condições de insolação, vistas, acesso a equipamentos colectivos e a zonas verdes. Hoje, já não se constroem bairros como os Olivais, Portela de Sacavém, Nova Oeiras, Santo António dos Cavaleiros/ Flamenga ou os "nossos" Codivel, Quinta do Mendes ou Chapim.&lt;br /&gt;Hoje, o Urbanismo Moderno é uma espécie de relíquia do passado. Faz-me lembrar o saudoso VW "carrocha", que foi ressuscitado há uns anos mas já não é "o carro do povo". Ou o Mini, também alvo de uma operação de revivalismo acessível a muito poucos.&lt;br /&gt;Em vez de torres no meio de árvores, passámos a ter torres no meio de outras torres, de avenidas e de carros estacionados caoticamente. Mas essa é outra conversa, de que falaremos brevemente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1043712299099276129?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1043712299099276129/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1043712299099276129' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1043712299099276129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1043712299099276129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/07/o-estado-do-urbanismo-moderno-em.html' title='O estado do Urbanismo Moderno em Portugal'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RpMwm4KD46I/AAAAAAAAAD8/8lifZBBInzI/s72-c/122_2209.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6323776958096099619</id><published>2007-07-03T23:19:00.000+01:00</published><updated>2007-07-04T00:00:54.687+01:00</updated><title type='text'>A bomba</title><content type='html'>Num editorial com o título sugestivo "A eleição enfadonha e o que tem ficado por discutir", José Manuel Fernandes lançou hoje, no Público, uma verdadeira BOMBA relógio. Eis a parte que nos interessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre os temas que se deveriam estar a discutir [na campanha para as eleições autáquicas de Lisboa] encontra-se o da organização territorial da grande metrópole de que Lisboa é o centro. Por isso (...) talvez valesse a pena pensar a cidade e na sua área metropolitana tendo como referência duas outras cidades-capital, Paris e Madrid. Ambas são muito maiores, mas em ambas a sua dimensão permite uma gestão mais racional e um governo da cidade com poderes alargados. De Madrid, Lisboa deveria estudar o exemplo do alargamento da área do muncípio original por inclusão de concelhos limítrofes ou de parte deles. (...) Já em Paris poderia analisar o modelo de organização territorial, fazendo desaparecer a actual - e aberrante - divisão em mais de meia centena de freguesias, substituída por uma estrutura de bairros equivalentes aos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arrondissements&lt;/span&gt; parisienses, cada um deles com a sua câmara-&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mairie&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo que não se via alguém "colocar o dedo na ferida" da Grande Lisboa de forma tão directa e pedagógica. Nos últimos tempos tem vindo a consolidar-se na opinião pública - muito por culpa da instabilidade financeira e política quer do Concelho de Lisboa quer de alguns concelhos limítrofes, nomeadamente Odivelas - a ideia de que há algo errado nos limites administrativos das autarquias da Grande Lisboa.&lt;br /&gt;Os actuais limites da Cidade de Lisboa remontam ao longínquo ano de 1886, quando foram abolidos os concelhos de Belém e dos Olivais. Até essa data Lisboa terminava sensivelmente num arco formado pela ruas Maria Pia e Marquês da Fronteira - Av. Duque de Ávila - Largo do Leão - Rua Morais Soares - Av. Afonso III. É curioso que, ainda hoje, quem mora em Benfica, em Carnide, em Telheiras, no Lumiar ou nos Olivais raramente diz, espontaneamente, que vive em Lisboa - naquilo que é, talvez, uma herança de um passado em que esses lugares não pertenciam a Lisboa.&lt;br /&gt;Ora, nos últimos 30 anos a Cidade de Lisboa não pára de perder população e, simultaneamente, os custos da respectiva "manutenção" não param de aumentar. Em contrapartida, vive cada vez mais gente, nomeadamente, na primeira coroa de suburbanização, sem que os limites administrativos de Lisboa se tenham alterado. Para se ter uma pequena ideia dos números envolvidos, só nos concelhos da Amadora e de Odivelas vivem mais de 320 mil almas, quando em Lisboa residem 565 mil (de acordo com as estimativas do INE para 2005).&lt;br /&gt;O debate que José Manuel Fernandes lançou é simples e intuitivo: dadas as crescentes dificuldades, nomeadamente, financeiras em gerir as autarquias da Grande Lisboa, não faria sentido estudar um eventual alargamento da Cidade de Lisboa, diria eu, até aos limites impostos pela CREL entre o Alto da Boa Viagem e Loures e, partir daí, pelo Rio Trancão (dado que a CREL, um pouco depois de Loures, inflecte de forma acentuada para Norte)?&lt;br /&gt;Tal solução levaria à absorção por Lisboa dos concelhos da Amadora e de Odivelas bem como das freguesias de Oeiras e Loures encostadas a Lisboa. Naturalmente, uma solução desse tipo teria que passar também pela criação de uma espécie de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;arrondissements&lt;/span&gt; como sugere José Manuel Fernandes, que garantisse alguma liberdade de actuação, nomeadamente, aos dois concelhos que seriam extintos.&lt;br /&gt;Eis aqui um tema, seguramente muito polémico, mas infinitamente interessante, cuja opinião dos leitores deste espaço muito se apreciaria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6323776958096099619?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6323776958096099619/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6323776958096099619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6323776958096099619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6323776958096099619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/07/bomba.html' title='A bomba'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1590961147870106441</id><published>2007-07-02T22:01:00.001+01:00</published><updated>2007-07-02T23:13:58.690+01:00</updated><title type='text'>Odivelas está a mudar</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RolofYKD45I/AAAAAAAAAD0/PC5kD8rFzrc/s1600-h/121_2160.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RolofYKD45I/AAAAAAAAAD0/PC5kD8rFzrc/s320/121_2160.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082708542734197650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tenho vindo a sedimentar a opinião de que a Urbanização das Colinas do Cruzeiro constitui um passo atrás em termos de desenho urbano. A matéria é complexa e não a vou abordar hoje. Peço alguma paciência aos leitores. Por enquanto, é importante seguirem, com cuidado, a série de "posts" que estou a elaborar sobre a "Cidade Radiosa de Odivelas", ou seja, sobre um território da nossa cidade, com sensivelmente 1 km2, que se desenvolve desde a Codivel até à Quinta do Mendes e no qual foram aplicados os princípios do Urbanismo Moderno. Esses "posts" funcionam como um preâmbulo ao tema da "cidade neo-barroca", de que as Colinas do Cruzeiro constituem exemplo paradigmático em Odivelas e, porventura, na Grande Lisboa.&lt;br /&gt;No entanto, considero essa urbanização de extraordinária importância para o futuro de Odivelas. Mesmo não gostando do desenho urbano, "faço figas" para que as Colinas do Cruzeiro resultem, para que se tornem um espaço agradável e emblemático da Cidade.&lt;br /&gt;A razão é simples. Nos últimos 30 anos, a produção urbanística em Odivelas foi dirigida fundamentalmente para aquilo que os homens e as mulheres do Marketing designam como classes "média", "média-baixa" e "baixa" - as "classes trabalhadoras", no dizer de alguns. As razões subjacentes a esse facto são várias, que vão desde lógicas de perpetuação do poder até causas urbanísticas puras, ligadas ao grande "calcanhar de aquiles" do Urbanismo Moderno: o zonamento funcional e social.&lt;br /&gt;Ora, no últimos anos, as urbanizações que têm vindo a ser construídas na nossa cidade dirigem-se a um público muito diferente, habitualmente conotado com a "classe média alta" ou com a "burguesia", consoante o ponto de vista de cada um (neste espaço gostamos - e cultivamos - as diferenças de opinião!). De um público urbano que gosta de casas, carros, bares e cidades bonitas, de "jogging", de andar de bicicleta e de desportos radicais, que é exigente consigo próprio e com os outros, que viaja e não tem vistas curtas, que escolheu Odivelas para viver e é aqui que quer ser feliz, que provavelmente não se revê em muita da classe política deste concelho, que não hesita em "lavar a roupa suja" em público e em empregar vocabulário menos próprio com grande ligeireza. De um público que, em suma, é importante fixar para que Odivelas possa perder, pelo menos parcialmente, a imagem negativa que transmite para o exterior, para que se torne uma verdadeira cidade, onde todas as classes sociais podem (e devem!) coabitar.&lt;br /&gt;Dentro dessas novas urbanizações, as Colinas têm uma posição dominante (como dizem os economistas) devido ao seu gigantismo: 4127 fogos repartidos por 208 lotes - de acordo com o interessante livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obriverca 20 Anos&lt;/span&gt;, editado pela (óptima) editora Caleidoscópio. Quer no blogue &lt;a href="http://colinascruzeiro.blogspot.com/"&gt;Colinas do Cruzeiro&lt;/a&gt; quer no &lt;a href="http://www.queroumforum.com/colinascruzeiro/index.php"&gt;Fórum&lt;/a&gt; da recentemente criada &lt;span class="gen"&gt;APUCC - Associação dos Proprietários da Urbanização das Colinas do Cruzeiro   &lt;/span&gt;é já latente a afirmação dessa nova classe de odivelenses, que domina as novas tecnologias e que não tem medo de represálias, de escrever aquilo que pensa e de gritar por aquilo a que tem direito como retorno dos seus impostos.&lt;br /&gt;Um conselho deste vosso amigo e companheiro de viagem: mantenham-se genuínos e independentes!&lt;br /&gt;Boa sorte!!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1590961147870106441?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1590961147870106441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1590961147870106441' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1590961147870106441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1590961147870106441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/07/odivelas-est-mudar.html' title='Odivelas está a mudar'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RolofYKD45I/AAAAAAAAAD0/PC5kD8rFzrc/s72-c/121_2160.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-3179767415090561950</id><published>2007-07-02T10:52:00.000+01:00</published><updated>2007-07-02T11:24:22.326+01:00</updated><title type='text'>Esclarecimento em torno dos comentários</title><content type='html'>Este blogue utiliza o "Blogger" do Google que possibilita filtrar a publicação de comentários, evitando ataques a este espaço por parte de pessoas menos escrupulosas ou que praticam um estilo que não se coaduna com a linha editorial adoptada. No entanto, o autor deste blogue apenas pode decidir se publica ou não os comentários, não podendo editar sequer uma letra dos comentários que lhe são dirigidos.&lt;br /&gt;Desta forma, agradeço que os prezados leitores não utilizem a caixa de comentários para me enviarem mensagens ou textos que são apenas para publicar parcialmente, dado que eu (nem ninguém) pode alterar aquilo que é "de seu dono". Nesses casos , agradeço o envio de uma mensagem para: pedro_afonso@sapo.pt&lt;br /&gt;Esta observação justifica-se pelo recente caso de um comentário enviado pelo prezado leitor António Ribeiro que apenas pretendia que eu publicasse uma parte do mesmo. Deixo aqui apenas o texto passível de publicação, com as devidas desculpas ao seu autor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«Caro Pedro Fernandes,&lt;br /&gt;O Odivelas de Cimento não é blog oficioso nem oficial de partido algum.&lt;br /&gt;Quem acompanha com frequência os posts lá colocados já leu fortes criticas à CDU, bem como aos principais responsáveis pelo estado em que se encontra este país, PS/PSD.&lt;br /&gt;Senão vejamos as suas palavras:&lt;br /&gt;"Estamos perante um bom exemplo do falhanço do Estado em toda a sua linha, não apenas da Administração Local, mas também da Administração Central e do Estado enquanto accionista de empresas públicas que prestam serviços públicos."&lt;br /&gt;Todos estes organismos de que fala têm ou tiveram, nos últimos anos, pessoas da confiança do PS/PSD a geri-los.&lt;br /&gt;Apesar de sermos críticos em relação aos diversos partidos da nossa vida política, reconhecemos que só o candidato Ilídio Ferreira tinha todas as características para fazer um bom trabalho à frente da Câmara de Odivelas. Assumimos isso nas últimas eleições autárquicas de 2005 e reafirmamos tudo o que dissemos.&lt;br /&gt;"O território muda a velocidade alucinante. Odivelas já faz parte da Metrópole. E os seus políticos, também?"&lt;br /&gt;E os moradores do concelho o que têm feito? É fácil falar mal dos políticos, difícil é sair de casa para participar na vida colectiva, não é, caro Pedro.»&lt;br /&gt;António Ribeiro&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-3179767415090561950?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/3179767415090561950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=3179767415090561950' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/3179767415090561950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/3179767415090561950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/07/esclarecimento-em-torno-dos-comentrios.html' title='Esclarecimento em torno dos comentários'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1977336044171009698</id><published>2007-06-27T13:39:00.001+01:00</published><updated>2007-06-27T14:28:24.313+01:00</updated><title type='text'>O falhanço do Estado</title><content type='html'>Não é necessário ser-se um grande especialista em urbanismo ou em transportes para se perceber que vai ser cometido um erro em pleno centro da Cidade de Odivelas. No terreno confinante com a &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/cidade-radiosa-i.html"&gt;Estação de Metro&lt;/a&gt; foi recentemente instalado um estaleiro tendo em vista a construção de um grande bloco que ocupará uma área até agora livre de construção e cuja utilização sensata passaria pela construção de um interface com estacionamento e com condições mais confortáveis para os muitos passageiros de autocarro que por aí transitam. Nessa área também se poderia construir, em complemento, um jardim que favorecesse a imagem dessa importante entrada da Cidade e que se inserisse no espírito do sítio, caracterizado por uma interessante obra de arquitectura moderna e por um conjunto de urbanizações que se inserem naquilo que designo como "A Cidade Radiosa de Odivelas" - uma cidade construída segundo os princípios do Urbanismo Moderno e que, por essa razão, só faz sentido em termos estéticos e funcionais se intercalada com espaços verdes.&lt;br /&gt;O principal partido da oposição ao executivo camarário tem feito grande alarido em torno do assunto, com afixação de cartazes junto ao Metro e também no seu blogue "oficioso" &lt;a href="http://odivelasdecimento.blogs.sapo.pt/"&gt;Odivelas de Cimento&lt;/a&gt;. Coloca, contudo, todas as responsabilidade pelo sucedido unicamente na Câmara Municipal, o que me parece algo exagerado e até demagógico.&lt;br /&gt;Estamos perante um bom exemplo do falhanço do Estado em toda a sua linha, não apenas da Administração Local, mas também da Administração Central e do Estado enquanto accionista de empresas públicas que prestam serviços públicos.&lt;br /&gt;A questão de fundo que está subjacente a este caso é que a Grande Lisboa, ou seja, os concelhos da Margem Norte da Área Metropolitana de Lisboa (Lisboa, Odivelas, Amadora, Loures, Vila Franca de Xira, Mafra, Sintra, Oeiras e Cascais) não podem ser geridos como uma mera soma de 9 municípios. Adquiriram nos últimos 10 anos, muito por culpa da CREL, da CRIL, das novas radiais e dos investimentos em transportes públicos (metro e comboio), uma lógica de funcionamento que os actuais poderes públicos não conseguem acompanhar e gerir. O que se tem passado na Cidade de Lisboa nos últimos meses é, aliás, um sinal evidente desse facto.&lt;br /&gt;Defendo, há muitos anos, que a Grande Lisboa devia ser gerida por uma "super-autarquia", que permitisse dar uma lógica de conjunto ao que se está a passar nesse território nos últimos anos (a Margem Sul tem uma lógica própria e não deveria ser incluída nessa "super-estrutura", salvaguardando a necessária articulação entre margens). Só uma estrutura desse tipo permitiria oferecer um terreno mais favorável ao promotor como permuta, por exemplo num bairro histórico de Lisboa (o que teria também um efeito positivo em termos de reabilitação urbana). Uma câmara como a de Odivelas, pequena, jovem, praticamente falida e sem uma bolsa significativa de terrenos, não tem poder negocial suficiente para lidar com os "novos poderes" que se afirmam todos os dias. Limita-se a gerir as suas dificuldades do dia-a-dia como pode.&lt;br /&gt;De qualquer forma, também é verdade que há muita gente em Odivelas que ainda não percebeu o que se está a passar. Odivelas já não é um mero subúrbio para lá de Carriche, de onde era difícil sair e chegar, uma espécie de "quintal" menosprezado (e desprezado) quer por Lisboa quer por Loures. É um território muito central, para onde as tendências seculares de afastamento do centro de Lisboa para Norte estão a chegar mais rapidamente do que a mudança das mentalidades.  Quem vive perto do Metro de Odivelas sabe que o Campo Grande deslocou-se para Odivelas nos últimos anos, pelo menos em matéria de deslocação de pessoas. A CRIL vai estar fechada, espera-se, antes do fim da década. Na Brandoa, encostado ao Concelho de Odivelas, vai ser construído o maior Centro Comercial de Portugal, com 122 mil metros quadrados (mais 2000 que o Colombo). Nas Colinas do Cruzeiro vão viver mais de 10 mil pessoas, algumas delas vindas de Telheiras e de outras zonas de Lisboa. O território muda a velocidade alucinante. Odivelas já faz parte da Metrópole. E os seus políticos, também?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1977336044171009698?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1977336044171009698/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1977336044171009698' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1977336044171009698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1977336044171009698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/o-falhano-do-estado.html' title='O falhanço do Estado'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1089994439919920653</id><published>2007-06-25T23:02:00.000+01:00</published><updated>2007-06-26T11:58:43.013+01:00</updated><title type='text'>O fascínio dos "duplex"</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RoA8MA1nemI/AAAAAAAAADs/k0-7Hz5Qj18/s1600-h/119_1988.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RoA8MA1nemI/AAAAAAAAADs/k0-7Hz5Qj18/s320/119_1988.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080126556754901602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A tipologia "duplex" exerce um grande fascínio sobre a generalidade das pessoas que vivem em (e gostam de) cidades. Mesmo sendo pouco práticos e difíceis de aquecer, são irresistíveis.&lt;br /&gt;Os apartamentos de dois andares têm uma importância histórica na origem do Movimento Moderno e são essenciais para compreender a Cidade Moderna. Desenvolvem-se a partir da década de 20 do Século XX como reacção ao facto de as "cidades jardins", ou seja, as cidades de baixa densidade de moradias (o Restelo ou o Bairro da Encarnação são bons exemplos desse tipo de cidade em Lisboa), serem muito gastadoras de solo e promotoras da expansão urbana em mancha de óleo, como acontece nas cidades anglo-saxónicas. Os blocos com apartamentos  "duplex" procuravam conciliar o melhor de dois mundos: empilhando as moradias seria possível confinar o crescimento da cidade, disponibilizando simultaneamente mais solo para parques, jardins e equipamentos colectivos. Era também uma solução mais económica do que as moradias, favorecendo o acesso à habitação sem perda de qualidade de vida. A cidade proposta pelo Movimento Moderno é, desta forma, conceptualmente uma "cidade jardim vertical".&lt;br /&gt;Le Corbusier teve um papel fundamental no desenvolvimento desta brilhante ideia. Na sua "Cidade Contemporânea para 3 Milhões de Habitantes" (1922), os "immeubles-villas" - grandes blocos de apartamentos "duplex" semelhantes à sua moradia conceptual "Citrohan" - dominam a paisagem urbana juntamente com os "redents" (citados no último "post" a propósito da Quinta do Mendes) e com arranha-céus espelhados. Quer os "immeubles-villas" quer a casa "Citrohan" adoptam uma solução que é ainda hoje muito procurada (e paga a peso de ouro!): a sala com duplo pé direito e "mezzanine". Reza a lenda que Le Corbusier ter-se-à inspirado nos ateliers dos artistas parisienses e também num café que frequentava nos "loucos anos 20" para desenvolver esse tipo de sala tão urbana e agradável. Esse tipo de solução será também adoptada nos apartamentos da já aqui várias vezes referida &lt;a href="http://marseille-citeradieuse.org/"&gt;Unidade de Habitação de Marselha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Não são apenas os "duplex" de Le Corbusier que ficaram famosos na história da Arquitectura. Também as Casas para os Mestres da Bauhaus, construídas em 1925-26 em Dessau por Walter Gropius são ainda hoje uma importante fonte de inspiração. Nesses apartamentos "duplex" viveram artistas mais ou menos conhecidos de todos, como Wassily Kandinsky ou Paul Klee.&lt;br /&gt;Também em Lisboa há alguns "duplex" famosos, como os inseridos no Bairro das Estacas (de Ruy d'Athouguia e Sebastião Formosinho Sanchez; 1949-1955) ou nos blocos da Av. Infante Santo (de Alberto José Pessoa, Hernâni Gandra e João Abel Manta, 1955). Mais recentemente, nas coberturas da Vila Expo (Parque das Nações Norte) foram também invocados os apartamentos-tipo os "immeubles-villas", provando que os ideais corbusianos estão muito longe de estar enterrados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1089994439919920653?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1089994439919920653/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1089994439919920653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1089994439919920653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1089994439919920653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/o-fascnio-dos-duplex.html' title='O fascínio dos &quot;duplex&quot;'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RoA8MA1nemI/AAAAAAAAADs/k0-7Hz5Qj18/s72-c/119_1988.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1471362259985909533</id><published>2007-06-17T22:49:00.000+01:00</published><updated>2007-06-17T23:51:42.278+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (VI)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RnWtVA1nekI/AAAAAAAAADc/xe122DJiMYA/s1600-h/122_2223.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RnWtVA1nekI/AAAAAAAAADc/xe122DJiMYA/s200/122_2223.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077154731443845698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Quinta do Mendes resultou do loteamento de uma antiga quinta de veraneio, dedicada a &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/01/como-era-bela.html"&gt;Nossa Senhora do Monte do Carmo&lt;/a&gt;, cuja antiga casa foi reconvertida na actual &lt;a href="http://www.cm-odivelas.pt/Extras/BMDD/"&gt;Biblioteca Municipal D. Dinis&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Nesse loteamento foi sistematicamente empregue uma forma "clássica" da Cidade Moderna: os "redents", ou seja, edifícios dispostos em bandas denteadas.&lt;br /&gt;Os "redents" foram propostos em 1922 por Le Corbusier na sua futurista "Cidade Contemporânea para Três Milhões de Habitantes". No entanto, será em 1930 que essa forma de dispor os edifícios se tornará famosa, através do plano do mais influente arquitecto do Século XX para Moscovo, conhecido como "A Cidade Radiosa", que foi apresentado no II CIAM (Congressos Internacionais de Arquitectura Moderna), em Bruxelas.&lt;br /&gt;Tal como em "A Cidade Radiosa", também na Quinta do Mendes os "redents" desenvolvem-se ao longo de amplas faixas verdes (que aproveitaram parte do arvoredo da primitiva quinta), cruzadas por vias bem hierarquizadas (algumas de utilização exclusivamente pedonal) e dotadas de equipamentos colectivos (escolas primária e secundária, piscinas, o ansiado centro de saúde). A magnífica exposição solar do terreno favorece um urbanismo eclético que evoca os valores da insolação, dos espaços verdes e da circulação ordenada, mas também da praça mediterrânea.&lt;br /&gt;A Quinta do Mendes é, muito provalvelmente, a experiência urbanística mais conseguida de Odivelas e uma das mais interessantes da Grande Lisboa, apesar de não ser isenta a críticas - nomeadamente, a crescente densificação que se observa quando se caminha do Centro Histórico para Norte. É, acima de tudo, uma justa homenagem ao Urbanismo Moderno e, em particular, a Le Corbusier e à sua forma de pensar a cidade.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RnW2cA1nelI/AAAAAAAAADk/zPOq7IC0o1o/s1600-h/122_2228.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RnW2cA1nelI/AAAAAAAAADk/zPOq7IC0o1o/s200/122_2228.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077164747307579986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Enterrado (ou desviado) que esteja o cabo aéreo de alta tensão da Av. Abreu Lopes - que trespassa, de forma quase mortal, tão interessante urbanização - a Quinta do Mendes poderá estar em condições de vir a ser classificada como património municipal.&lt;br /&gt;É importante referir que a classificação de grandes conjuntos construídos segundo os princípios do Urbanismo Moderno poder-se-à tornar uma das "modas" dos próximos anos. Em particular, em Oeiras há muita boa gente a mexer-se para que a seminal urbanização de Nova Oeiras venha a ser classificada como legado para as gerações vindouras. Penso que a Quinta do Mendes, não tendo o mesmo significado e purismo de Nova Oeiras, tem qualidades urbanísticas suficientes para merecer tal galardão, notando ainda que se situa no perímetro de um importante monumento nacional (Mosteiro de S. Dinis), que importa salvaguardar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1471362259985909533?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1471362259985909533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1471362259985909533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1471362259985909533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1471362259985909533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/cidade-radiosa-vi.html' title='A cidade radiosa (VI)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RnWtVA1nekI/AAAAAAAAADc/xe122DJiMYA/s72-c/122_2223.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-8631699480489997528</id><published>2007-06-15T10:14:00.000+01:00</published><updated>2007-06-15T10:23:20.282+01:00</updated><title type='text'>Estilo Internacional</title><content type='html'>Descobri por acaso um sítio na Web de leitura aconselhável a todos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://nautilus.fis.uc.pt/cec/designintro/estilointer.html"&gt;http://nautilus.fis.uc.pt/cec/designintro/estilointer.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta página explica-se, de forma simples e pedagógica, o que é o "Estilo Internacional", que o autor destas linhas muito aprecia.&lt;br /&gt;Esse estilo deixou, e deixa, marcas profundas nas nossas cidades, não sendo Odivelas excepção. Em particular, na rúbrica "A cidade radiosa" (que temos vindo a desenvolver neste blogue) procura-se compreender em que medida o "Estilo Internacional", nas suas vertentes urbanística e arquitectónica, tem moldado a nossa cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-8631699480489997528?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/8631699480489997528/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=8631699480489997528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8631699480489997528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8631699480489997528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/estilo-internacional.html' title='Estilo Internacional'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-5244622800037346097</id><published>2007-06-12T19:18:00.000+01:00</published><updated>2007-06-12T19:43:34.898+01:00</updated><title type='text'>Manual de Sobrevivência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rm7jqg1nejI/AAAAAAAAADU/owdm7ZU2xNI/s1600-h/bladerunner.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rm7jqg1nejI/AAAAAAAAADU/owdm7ZU2xNI/s320/bladerunner.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075244149601958450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O infelizmente já desaparecido Prof. José Ressano Garcia Lamas referia, nas suas aulas de Morfologia Urbana, ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt; um filme de visionamento obrigatório para o estudioso das cidades (e para todos aqueles que gostam de cidades - acrescentamos nós).&lt;br /&gt;Filme de culto de Ridley Scott (1982), apresenta Harrison Ford, porventura pela primeira vez, naquilo que ele melhor sabe fazer: o papel de anti-herói, de homem simples que tem de lidar com desafios hercúleos - como a aniquilação dos "replicants", homens e mulheres criados em laboratório para tarefas também elas difíceis, de vida "luminosa" mas demasiado curta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blade Runner&lt;/span&gt; conta também com a presença da enigmática Sean Young, naquele que terá sido, porventura, o seu melhor papel. Ridley Scott filma-a aqui como mais ninguém a filmou, explorando a sua presença magnética, fascinante, entre paisagens urbanas fantásticas.&lt;br /&gt;Esse filme tem também uma óptima banda sonora, da autoria de Vangelis, particularmente inspirado em fase ainda não "pimba".&lt;br /&gt;Um óptimo filme, que deve ser visto à noite, por exemplo, na ressaca da sardinhada de Santo António que se aproxima rapidamente.&lt;br /&gt;Absolutamente indispensável à sobrevivência em meio urbano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-5244622800037346097?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/5244622800037346097/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=5244622800037346097' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5244622800037346097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5244622800037346097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/manual-de-sobrevivncia.html' title='Manual de Sobrevivência'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rm7jqg1nejI/AAAAAAAAADU/owdm7ZU2xNI/s72-c/bladerunner.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-8521871181425164323</id><published>2007-06-06T10:55:00.000+01:00</published><updated>2007-06-06T11:21:47.470+01:00</updated><title type='text'>FICYUrb aproxima-se</title><content type='html'>A &lt;a href="https://conferencias.iscte.pt/index.php?cf=3"&gt;"First International Conference of Young Urban Researchers (FICYUrb)"&lt;/a&gt;&lt;span class="MainText"&gt; aproxima-se rapidamente: é já nos próximos dias 11 e 12 de Junho, no ISCTE, em Lisboa.&lt;br /&gt;Entretanto, a sessão sobre "Planning spaces. Living spaces" foi alterada para a tarde de segunda, dia 11, a partir das 14h30, na sala C104 do Edifício II do ISCTE. O programa da sessão é o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moderador: Álvaro Domingues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mónica Farina&lt;br /&gt;"Projecto e quotidiano num bairro de habitação social em Lisboa: o caso da Matriz H no Bairro da Flamenga"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Afonso Fernandes, CIDEC&lt;br /&gt;"O regresso da cidade barroca: o caso de Odivelas"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Ricardo Licnerski, Universidad Politécnica de Valencia&lt;br /&gt;"Os Espaços de Nova Centralidade Urbana na Valência metropolitana."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuno Quental, Instituto Superior Técnico&lt;br /&gt;"A organização espacial do território como contributo para a sustentabilidade"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shakil Rahim&lt;br /&gt;Carla Patrício&lt;br /&gt;"Praça do Comércio: o espaço público como cenário. Que futuro?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, no próximo Domingo, dia 10, &lt;/span&gt;&lt;span class="MainText"&gt;na &lt;a href="http://www.malaposta.pt/"&gt;Malaposta&lt;/a&gt;  vão ser exibidos os documentários "Lisboetas" &lt;/span&gt;&lt;span class="MainText"&gt;(18h30) e "Gosto de ti como és" (21h30), com direito a comentário pelos respectivos realizadores&lt;/span&gt;&lt;span class="MainText"&gt;, em iniciativa integrada na &lt;/span&gt;&lt;span class="MainText"&gt;Conferência FICYUrb&lt;/span&gt;&lt;span class="MainText"&gt;.&lt;br /&gt;O Concelho de Odivelas está, desta forma, associado a este importante evento académico.  Estamos perante um sinal da crescente centralidade de Odivelas, que não é alheio ao facto do Olival Basto (e Odivelas) serem servidos pela Linha Amarela do Metro, a mais central das quatro linhas  existentes.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-8521871181425164323?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/8521871181425164323/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=8521871181425164323' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8521871181425164323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8521871181425164323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/ficyurb-aproxima-se.html' title='FICYUrb aproxima-se'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4677021282679323944</id><published>2007-06-05T18:33:00.000+01:00</published><updated>2007-06-06T10:55:36.819+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (V)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RmWmgg1neiI/AAAAAAAAADM/yPLpBp8FfVw/s1600-h/laroche.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RmWmgg1neiI/AAAAAAAAADM/yPLpBp8FfVw/s320/laroche.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072643632803576354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                                    &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Fundação Le Corbusier&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Algures em meados do ano passado, quando a polémica em torno do Empreendimento Amorosa Place estava "ao rubro", andava eu entretido com um livro que deveria ser obrigatório nas nossas escolas secundárias como parte integrante da formação cívica dos jovens urbanos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Corbusier: Uma análise da forma &lt;/span&gt;de Geoffrey H. Baker (edição 1998 da Martins Fontes, num muito razoável Português do Brasil).&lt;br /&gt;Foi então que descobri que existem várias semelhanças conceptuais entre o edifício poente (2) do citado empreendimento e um dos ícones do Movimento Moderno: as casas "geminadas" &lt;a href="http://www.fondationlecorbusier.asso.fr/fondationlc.htm"&gt;La Roche-Jeanneret&lt;/a&gt; (em Paris), projectadas em 1923 por Le Corbusier e pelo seu primo Pierre Jeanneret para um banqueiro e coleccionador de arte purista e cubista (La Roche) e para o irmão de Le Corbusier (Albert Jeanneret), onde está hoje instalada a &lt;a href="http://www.fondationlecorbusier.asso.fr/"&gt;Fundação Le Corbusier&lt;/a&gt; (ver foto acima). Eis as semelhanças:&lt;br /&gt;1. Implantação em "L" no interior de um quarteirão;&lt;br /&gt;2. Acesso (principal) através de um impasse;&lt;br /&gt;3. Jogo cuidado de planos, com os remates salientes e o interior do "L" recuado;&lt;br /&gt;4. Forte contraste entre uma massa embasada e outra suspensa sobre pilotis;&lt;br /&gt;5. Recurso a terraços-jardim.&lt;br /&gt;Acresce ainda o facto de, apesar de não se ter recorrido a janelas em fita no Empreendimento Amorosa Place (mal adaptadas ao nosso clima), as varandas são delimitadas por uma cortina de vidro também em fita, o que permite tornar a fachada particularmente transparente.&lt;br /&gt;Naturalmente, existem 80 anos de diferença entre as realizações em análise. La Roche-Jeanneret é uma casa purista, famosa por Le Corbusier nela ter empregue os "Cinco Pontos para uma Nova Arquitectura" (ver &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006_08_01_archive.html"&gt;Escola Avelar Brotero&lt;/a&gt;); o citado empreendimento, para além de ter o triplo dos pisos e algumas dezenas de apartamentos (em vez de dois), insere-se claramente num tipo de modernismo que aprecia a utilização de materiais vernáculos, algo que também caracteriza a obra corbusiana mas na sua fase pós-purista, a partir da década de 30 do Séc. XX.&lt;br /&gt;Naturalmente, estamos no campo da especulação. Talvez um amigo(a) arquitecto(a) me possa ajudar a desvendar esta mera curiosidade de um mero subúrbio da Grande Lisboa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4677021282679323944?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4677021282679323944/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4677021282679323944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4677021282679323944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4677021282679323944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/06/cidade-radiosa-v.html' title='A cidade radiosa (V)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RmWmgg1neiI/AAAAAAAAADM/yPLpBp8FfVw/s72-c/laroche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6689587593198775839</id><published>2007-05-29T22:46:00.000+01:00</published><updated>2007-06-14T11:02:17.331+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (IV)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RlysE5g2zuI/AAAAAAAAADE/FWLmkRZqPLg/s1600-h/121_2154.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RlysE5g2zuI/AAAAAAAAADE/FWLmkRZqPLg/s320/121_2154.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070116480670420706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Após um período de "trabalhos forçados", continuemos o périplo pela "Cidade Radiosa de Odivelas".&lt;br /&gt;Junto à Quinta Nova, que analisámos anteriormente em &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/cidade-radiosa-iii.html"&gt;A cidade radiosa (III)&lt;/a&gt;, bem como da faixa verde com equipamentos colectivos referida em &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/cidade-radiosa-ii.html"&gt;A cidade radiosa (II)&lt;/a&gt;, localiza-se o recente empreendimento &lt;a href="http://www.invistacasa.com/amorosaPlace/amorosaPlace.html"&gt;Amorosa Place&lt;/a&gt;, da autoria do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;atelier&lt;/span&gt; Arquiteam [cf. (Ferreira, J. Rodrigues, 2005, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obriverca 20 Anos&lt;/span&gt;, Casal de Cambra, Caleidoscópio)]. Trata-se de um condomínio que tem suscitado grande polémica, com direito a notícias em jornais de grande tiragem e até no sítio da &lt;a href="http://arquitectos.pt/?no=202015324:012007"&gt;Ordem dos Arquitectos&lt;/a&gt;, alimentada por uma curiosa, e nada santa, aliança entre o PCP local e a Paróquia de Odivelas (!).&lt;br /&gt;O Amorosa Place situa-se num antigo terreno outrora ocupado, constou-me, por uma fábrica de tripas, que emanava um cheiro nauseabundo. Esse lote localiza-se numa posição particularmente simbólica da Cidade de Odivelas, onde se faz a transição entre a "cidade tradicional" e a "cidade moderna", caracterizada por um tecido urbano consolidado e uma população residente algo envelhecida. Estamos, desta forma, perante a reconversão de uma área insalubre e central de uma cidade, facto que não é, infelizmente, muito comum nos tempos de hoje.&lt;br /&gt;Parece-me que teria sido relativamente fácil para os arquitectos manter o alinhamento do antigo muro da fábrica e criar um condomínio fechado, ou seja, um espaço em que a habitualmente designada "porta da escada" não coincide com a "porta da rua", onde, nesse tipo de condomínios, é tipicamente colocado um portão ou uma cancela com segurança 24 horas por dia. Ora, não foi isso que os arquitectos fizeram: todas as "portas de escada" coincidem com as "portas de rua" - e foram mesmo criadas algumas lojas, sinal de evidente respeito pela cidade e pela rua.&lt;br /&gt;Paralelamente, os arquitectos criaram um pequeno logradouro privado com piscina, de utilização reservada aos condóminos, que tanta celeuma tem levantado. Este tipo de espaços privados de uso colectivo não constituem por si, e quando bem enquadrados em soluções arquitectónicas com sentido de urbanidade, necessariamente um atentado à cidade. Inserem-se, aliás, numa tradição arquitectónica importante: o modernismo.&lt;br /&gt;Le Corbusier, que não escondia a sua orientação política de esquerda e até a sua simpatia, em determinada fase da sua vida, pelo regime soviético, propôs esse tipo de valências colectivas de forma seminal na "Cidade Contemporânea para 3 Milhões de Habitantes" (1922) e, mais tarde (1946-52), na emblemática &lt;a href="http://marseille-citeradieuse.org/"&gt;Unidade de Habitação de Marselha&lt;/a&gt;, um edifício evocador dos grandes transatlânticos que inclui, nomeadamente, uma creche, um jardim de infância, uma piscina, uma pista de atletismo, um ginásio, um solário, um anfiteatro e uma sala de convívio, entre outras facilidades ao dispor dos condóminos. Este edifício influenciou, por exemplo, uma das obras-primas da arquitectura modernista portuguesa - o Bloco das Águas Livres, dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Bartolomeu Costa Cabral (1956, Amoreiras - Lisboa) - que possui solário, jardim e garagem privados. Aliás, as garagens comuns e as salas de condóminos, que se tornaram universais nos prédios de hoje, são uma herança dessa linha de pensamento que procurava, por um lado, destruir a rua - a má razão - e, por outro lado, garantir ao homem urbano moderno um conjunto de facilidades tendo em vista aumentar o seu bem estar e a sua felicidade - a boa razão, tanta vezes esquecida nestes debates polémicos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Continua.)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6689587593198775839?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6689587593198775839/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6689587593198775839' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6689587593198775839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6689587593198775839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/05/cidade-radiosa-iv.html' title='A cidade radiosa (IV)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RlysE5g2zuI/AAAAAAAAADE/FWLmkRZqPLg/s72-c/121_2154.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-8031384065848115827</id><published>2007-05-26T07:55:00.000+01:00</published><updated>2007-05-26T08:14:05.236+01:00</updated><title type='text'>FICYUrb</title><content type='html'>Nos dias 11 e 12 de Junho vai-se realizar no ISCTE (Lisboa) a &lt;a href="https://conferencias.iscte.pt/index.php?cf=3"&gt;"&lt;/a&gt;&lt;span class="MainText"&gt;&lt;a href="https://conferencias.iscte.pt/index.php?cf=3"&gt;First International Conference of Young Urban Researchers (FICYUrb)"&lt;/a&gt;, uma organização do CIES que conta com a colaboração do Fórum Sociológico - UNL e do Instituto Sociológico - UPorto.&lt;br /&gt;Na sequência do repto que me foi lançado pelo meu grande amigo João Pedro, do Fórum Sociológico, vou fazer uma pequena comunicação no dia 12, apartir das 11:45 (ISCTE-II C202), integrada numa sessão colectiva sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Planning spaces - Living spaces&lt;/span&gt;, intitulada: "O regresso da cidade barroca: o caso de Odivelas".&lt;br /&gt;Quem quiser assistir e discutir é, naturalmente, muito bem vindo. O "draft" da comunicação já está "on-line" no sítio da &lt;a href="https://conferencias.iscte.pt/viewabstract.php?id=209&amp;cf=3"&gt;FICYUrb&lt;/a&gt;. Eis o sumário dos trabalhos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A cidade das grandes avenidas coroadas por rotundas e construções monumentais, habitualmente associada ao período barroco, parece estar de volta às nossas cidades como reacção aos excessos e à decadência da cidade moderna. Será este regresso ao passado garante de uma melhor fruência do espaço público, de uma melhor circulação e de uma melhor qualidade de vida? O que se ganha e se perde com esta inflexão? Não será a cidade imaginada pelo Movimento Moderno, tão raramente conseguida na plenitude dos seus propósitos, apesar de tudo melhor que a evocação dos materiais, das palmeiras e das fontes?&lt;br /&gt;Mais do que se procurar respostas definitivas para questões tão actuais numa Grande Lisboa em acelerada mutação, importa estudar o caso da Cidade de Odivelas que, por ter já uma história de mais de meio século de acentuado processo de urbanização, onde várias correntes urbanísticas deixaram as suas marcas, permite observar a passagem da “cidade tradicional” para a cidade moderna, que ocorre sobretudo a partir da década de 70, e desta última novamente para a “cidade tradicional”, já na década de 90 e de forma particularmente intensa nos primeiros anos do Séc. XXI, na sequência da criação do Concelho de Odivelas (1998)."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-8031384065848115827?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/8031384065848115827/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=8031384065848115827' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8031384065848115827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8031384065848115827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/05/ficyurb.html' title='FICYUrb'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4548086996949807634</id><published>2007-05-26T07:51:00.001+01:00</published><updated>2007-05-26T07:55:34.099+01:00</updated><title type='text'>Uma questão de altitude</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RlfZbJg2ztI/AAAAAAAAAC8/O8SZazj1V0Y/s1600-h/121_2116.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RlfZbJg2ztI/AAAAAAAAAC8/O8SZazj1V0Y/s320/121_2116.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068758966062206674" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pitões das Júnias auto-intitula-se a "Aldeia Mais Alta do País" com "1180m". Não me parece terra de gente mentirosa. Mas, neste país, tudo é possível...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4548086996949807634?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4548086996949807634/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4548086996949807634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4548086996949807634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4548086996949807634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/05/uma-questo-de-altitude.html' title='Uma questão de altitude'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RlfZbJg2ztI/AAAAAAAAAC8/O8SZazj1V0Y/s72-c/121_2116.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-5143327298855180138</id><published>2007-05-17T22:36:00.000+01:00</published><updated>2007-05-17T22:55:48.333+01:00</updated><title type='text'>Um dia diferente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RkzLjpg2zrI/AAAAAAAAACs/sk18q_uyLlQ/s1600-h/121_2118.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RkzLjpg2zrI/AAAAAAAAACs/sk18q_uyLlQ/s320/121_2118.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065647494184488626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ontem estive em Pitões das Júnias, "a aldeia mais alta do País" (1180 m), na Serra do Gerês. Não é todos os dias que se vai a tão remoto local. Provavelmente, o mais místico de Portugal Continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RkzN8Zg2zsI/AAAAAAAAAC0/F6Z8vzBsHBg/s1600-h/121_2127.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RkzN8Zg2zsI/AAAAAAAAAC0/F6Z8vzBsHBg/s320/121_2127.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065650118409506498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-5143327298855180138?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/5143327298855180138/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=5143327298855180138' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5143327298855180138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5143327298855180138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/05/um-dia-diferente.html' title='Um dia diferente'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RkzLjpg2zrI/AAAAAAAAACs/sk18q_uyLlQ/s72-c/121_2118.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4398933586092282245</id><published>2007-05-15T23:49:00.000+01:00</published><updated>2007-05-16T00:00:19.545+01:00</updated><title type='text'>Do céu</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rko5_piLjiI/AAAAAAAAACk/qAerjKE6Aoo/s1600-h/120_2088.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rko5_piLjiI/AAAAAAAAACk/qAerjKE6Aoo/s320/120_2088.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064924496575303202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Perspectiva de Odivelas, Ramada, Serra da Amoreira e Ponte da Bica a partir do Dornier da Aerocondor que assegura a carreira aérea Bragança - Vila Real - Lisboa, na manhã de hoje, por volta das 9h00, com alguma neblina pelo meio. Em segundo plano temos Lisboa e o Monsanto, com o Tejo ao fundo.&lt;br /&gt;É notória a continuidade da mancha urbanizada, como se Lisboa e Odivelas fossem uma só cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4398933586092282245?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4398933586092282245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4398933586092282245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4398933586092282245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4398933586092282245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/05/do-cu.html' title='Do céu'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rko5_piLjiI/AAAAAAAAACk/qAerjKE6Aoo/s72-c/120_2088.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-2017751645177800474</id><published>2007-05-01T09:57:00.000+01:00</published><updated>2007-05-01T09:59:21.290+01:00</updated><title type='text'>A abertura</title><content type='html'>Tempos houve em que a abertura de uma nova avenida ou alameda era motivo de grande entusiasmo popular. Foi assim, por exemplo, com a Av. Rainha D. Amélia (actual Almirante Reis), como mostram Álvaro Barreto e Maria Filomena Mónica em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Retrato de Lisboa Popular 1900&lt;/span&gt;. Ou até com a burguesa Av. de Roma, rasgada nas décadas de 40 e 50 do Séc. XX e que tão acentuada decadência tem apresentado nos últimos anos (um problema da Lisboa contemporânea que, algo inexplicavelmente, tem sido pouco abordado pela imprensa e pelos responsáveis políticos).&lt;br /&gt;As avenidas já não são, infelizmente, local de encontro e de passeio mas simplesmente canais de passagem. As culpas são muitas vezes imputadas ao Urbanismo Moderno. Contudo, as causas parecem-me mais sociológicas: o entretenimento electrónico em casa (TV por cabo, DVD, computador, consolas, etc.) tem-se afirmado nos últimos anos com a própria afirmação da sociedade de consumo e, fora de casa, têm-se multiplicado os espaços comerciais e de lazer estudados para atrair as massas. Há também a tão apregoada questão da (in)segurança.&lt;br /&gt;Serve esta introdução para referir que a recente abertura ao trânsito da Alameda do Porto Pinheiro, que liga directamente a EN 250 e a Av. Abreu Lopes às Colinas do Cruzeiro, não parece entusiasmar ninguém para além dos responsáveis autárquicos. São sinais dos tempos incontornáveis.&lt;br /&gt;No entanto, a abertura dessa via tem dois efeitos muito mais importantes que a facilitação da circulação automóvel.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a Alameda do Porto Pinheiro revela uma cidade de colinas voltada a Sul, plena de luz, enquadrada por uma serra e por algumas manchas verdes no meio das casas a subir a encosta. É uma imagem muito mediterrânica e bem diferente, para melhor, daquela que fica na retina após a descida continuada da Calçada de Carriche. A imagem da Cidade é, pois, reforçada.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, essa nova via, ao criar uma variante à circulação pelo Centro Histórico, abre perspectivas para que este último seja devolvido aos peões, como muito boa gente anseia. Basta dar uma saltada ao vizinho centro histórico de Telheiras para se perceber o que se poderia fazer em Odivelas caso se condicionasse o acesso dos automóveis ao Largo D. Dinis e ruas envolventes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-2017751645177800474?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/2017751645177800474/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=2017751645177800474' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2017751645177800474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2017751645177800474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/05/abertura.html' title='A abertura'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-3834776774653124808</id><published>2007-04-25T22:47:00.000+01:00</published><updated>2007-04-25T23:02:01.367+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (III)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ri_NVpiLjgI/AAAAAAAAACU/kn8mubtS6U8/s1600-h/120_2031.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ri_NVpiLjgI/AAAAAAAAACU/kn8mubtS6U8/s200/120_2031.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057486678370520578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A urbanização conhecida como "Quinta Nova" assemelha-se a um quarteirão aberto, com quatro blocos implementados em torno de um largo (Elina Guimarães) projectado para ser um espaço verdejante, com caminhos exclusivamente pedonais (tipo V7, cf. &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/para-acompanhar-os-prximos-posts-sobre.html"&gt;A Regra das "7 V"&lt;/a&gt;) e com um campo de ténis.&lt;br /&gt;As estas características morfológicas típicas da Cidade Moderna há ainda que acrescentar, nomeadamente, o facto de todos os blocos serem acedidos através de vias secundárias (tipo V5/V6) bem como a adopção de uma arquitectura que privilegia os paralelipípedos, as galerias e os pilotis bem como a utilização do branco associado - nos blocos mais recentes - a caixilharia escura por vezes com janelas em fita, numa evocação, porventura, do Modernismo Purista ou Branco, das décadas de 20 e 30 do Séc. XX.&lt;br /&gt;Contudo, a Quinta Nova está longe de ser uma operação urbanística plenamente conseguida. O principal problema reside no dito largo que, passados cerca de 20 anos após o início da construção da urbanização, apenas está infra-estruturado e ajardinado parcialmente. Aquilo que devia ser um espaço verdejante e de lazer não passa de um projecto disso mesmo, apesar dos progressos realizados nos últimos meses. É importante notar que, numa cidade construída segundo os princípios do Urbanismo Moderno (ou da Carta de Atenas, como é muitas vezes designado), as árvores (e as vistas) são muito mais importantes que o betão - &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ri_Ou5iLjhI/AAAAAAAAACc/yH_TxXqpBiI/s1600-h/120_2018.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ri_Ou5iLjhI/AAAAAAAAACc/yH_TxXqpBiI/s200/120_2018.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057488211673845266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;algo que os nossos construtores e autarcas têm muita, muita dificuldade em perceber.&lt;br /&gt;Mas, a sensação de algum "vazio urbano" que a Quinta Nova transmite parece-me que também se deve a uma certa hesitação que os arquitectos  parecem ter tido em estruturar, de facto, essa urbanização em torno do Largo Elina Guimarães. Se nos dois blocos a Nascente (que confrontam com as ruas Cândido dos Reis e Prof. Doutor Egas Moniz) a frente e o tardoz foram tratados de forma algo indiferenciada (como mandam as regras do Urbanismo Moderno), nos blocos das ruas Alves Redol e Alfredo Roque Gameiro a frente foi claramente privilegiada, tendo-se perdido em coerência e em rigor formal aquilo que se ganhou no reforço da vida de rua ao longo das artérias principais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-3834776774653124808?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/3834776774653124808/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=3834776774653124808' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/3834776774653124808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/3834776774653124808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/cidade-radiosa-iii.html' title='A cidade radiosa (III)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Ri_NVpiLjgI/AAAAAAAAACU/kn8mubtS6U8/s72-c/120_2031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-8130300008818482799</id><published>2007-04-19T10:43:00.000+01:00</published><updated>2007-04-25T23:05:36.465+01:00</updated><title type='text'>Um manifesto moderno</title><content type='html'>"Queremos construir edifícios puros, como corpos orgânicos, despidos e radiantes por mérito das suas próprias leis inerentes, livres de falsidade e extravagância, edifícios que afirmem uma atitude positiva em direcção ao nosso mundo das máquinas, das comunicações e dos transportes de alta velocidade, que exibam o sentido e propósito da sua própria harmonia e que, através, da tensão criada entre os segmentos individuais da sua massa, rejeitem todo o supérfluo que possa obscurecer a forma absoluta da arquitectura".&lt;br /&gt;Walter Gropius, Ideia e Desenvolvimento do Estado Bauhaus Weimar, 1923 (citado por Gilbert, Lupger e Paul Sigel, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Walter Gropius: Promotor de uma Nova Forma&lt;/span&gt;, Taschen, 2006, p. 15).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-8130300008818482799?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/8130300008818482799/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=8130300008818482799' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8130300008818482799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8130300008818482799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/um-manifesto-moderno.html' title='Um manifesto moderno'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6010748886584250739</id><published>2007-04-17T19:27:00.000+01:00</published><updated>2007-04-25T23:04:57.383+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (II)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RiUSD9RwViI/AAAAAAAAACE/kIyz-IJ8I9I/s1600-h/120_2001.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RiUSD9RwViI/AAAAAAAAACE/kIyz-IJ8I9I/s200/120_2001.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054466015991191074" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando se sai da Estação de Metro de Odivelas tem-se, a Poente, uma urbanização da transição das décadas de 60 para 70 do Séc. XX que marcou o início da Cidade Radiosa de Odivelas. De facto, o seu desenho urbano é marcadamente moderno, cortando com a malha mais tradicional do centro de Odivelas, centrada na rua e no quarteirão.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, os espaços verdes são o elemento estruturador dessa urbanização, ou seja, a (bonita) Alameda do Poder Local (onde se localiza a Junta de Freguesia) que se prolonga, em cotovelo, pela Rua José Gomes Ferreira, integrando aí um equipamento colectivo (jardim de infância). É importante notar que este tipo de faixas verdes com equipamentos colectivos são um dos elementos morfológicos mais importantes da Cidade Moderna, ao longo dos quais se deveriam desenvolver, teoricamente, vias exclusivamente pedonais (as V7, ver &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/para-acompanhar-os-prximos-posts-sobre.html"&gt;A Regra das "7 V"&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;A faixa verde em causa prolonga-se até ao recente jardim da Urbanização da Quinta Nova, passando pela futura (auto-denominada) Igreja da Codivel (ex-bairro do Casal da Amorosa), pela escola n.º 7 do 1.º Ciclo do Ensino Básico "Maria Máxima Vaz", por o que resta da antiga ribeira que corria ao longo do Vale de Romeiras (entretanto encanada) e pelo Supermercado LIDL. O Largo Elina Guimarães (Quinta Nova) também se insere, de alguma forma, nesta faixa, apesar de ainda não estar completamente ajardinado.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, em vez de quarteirões temos, na citada urbanização, torres tipo "concentrador social" (9 a 13 andares com 4 a 6 fracções por piso) e bandas - também características fundamentais da Cidade Moderna, onde a insolação e as vistas são particularmente valorizadas (cf., por exemplo, Lamas, op. cit.).&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, é notória a hierarquização das vias. Relembrando &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/para-acompanhar-os-prximos-posts-sobre.html"&gt;A Regra das "7 V"&lt;/a&gt;, a urbanização é acedida através de uma via do tipo V4 (R. Alfredo Roque Gameiro), onde se localiza grande parte do comércio de proximidade, a partir da qual se desenvolvem vias dos tipos V5/V6 (Alameda do Poder Local, Rua José Gomes Ferreira, praceta circular junto ao jardim de infância). Existem ainda vias exclusivamente pedonais, ou longitudinais à dita faixa verde (tipo V7), ou transversais. Neste último caso, assumem a forma de "escadinhas", que permitem vencer a encosta com rapidez e conforto. Talvez os urbanistas tenham procurado, com esta última solução, evocar os bairros populares de Lisboa - ou não fosse Odivelas também uma cidade popular e de colinas.&lt;br /&gt;O desenho desta urbanização respira a modernidade, não fria e meramente funcional, mas evocadora da vida de bairro, onde o pequeno comércio e o jardim-alameda têm uma importante função agregadora e onde há lugar à utilização de materiais vernáculos, como o azulejo.&lt;br /&gt;Constou-me que esta interessante intervenção urbanística foi promovida por uma antiga empresa do Grupo Grão-Pará, de Fernanda Pires da Silva, que faliu na sequência do 25 de Abril de 1974. As partes sobrantes deram lugar, já na década de 80, à Quinta Nova, de que vos falarei a seguir.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RiUSmdRwVjI/AAAAAAAAACM/PHICa65uLtU/s1600-h/120_2002.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RiUSmdRwVjI/AAAAAAAAACM/PHICa65uLtU/s200/120_2002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054466608696677938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;PS - Muito se agradece aos leitores que confirmem ou refutem estas indicações, para bem do conhecimento e da memória da nossa cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6010748886584250739?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6010748886584250739/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6010748886584250739' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6010748886584250739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6010748886584250739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/cidade-radiosa-ii.html' title='A cidade radiosa (II)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RiUSD9RwViI/AAAAAAAAACE/kIyz-IJ8I9I/s72-c/120_2001.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-2500492406705425155</id><published>2007-04-14T20:11:00.000+01:00</published><updated>2007-04-14T20:14:00.704+01:00</updated><title type='text'>A Regra das "7 V"</title><content type='html'>Para acompanhar os próximos "posts" sobre a Cidade Radiosa de Odivelas, convém ter por perto a Regra das "7 V(ias)". Trata-se da última proposta urbanística teórica formulada por Le Corbusier (em 1948), depois da "Cidade Contemporânea para Três Milhões de Habitantes" (1922), da "Cidade Radiosa" (1930) e de "Os Três Estabelecimentos Humanos" (1943), que consiste num sistema de vias de circulação integrado e convenientemente hierarquizado (Monteys, Xavier, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le Corbusier. Obras y proyectos / Obras e projectos&lt;/span&gt;, Barcelona, Editorial Gustavo Gili, 2005).&lt;br /&gt;Os sete tipos de vias são:&lt;br /&gt;V1: estrada nacional que atravessa um país ou um continente (exemplos: IC 22, CRIL, EN 250);&lt;br /&gt;V2: via municipal, artéria principal de cidade (exemplo: Av. Abreu Lopes);&lt;br /&gt;V3: via reservada exclusivamente à circulação de veículos, sem calçada e não dando acesso a qualquer tipo de habitação ou serviço (exemplo aproximado: acessos ao IC 22 no Jardim da Radial); as V3, teoricamente, deveriam delimitar a unidade básica da Cidade Moderna: o Sector (que substitui o quarteirão da cidade "tradicional");&lt;br /&gt;V4: rua comercial de cada sector;&lt;br /&gt;V5: conduz os veículos e os peões às portas das suas casas, com auxílio das V6;&lt;br /&gt;V7: faixa, exclusivamente reservada a peões, que acompanha longitudinalmente a zona verde de cada sector onde estão implementados os equipamentos colectivos (escolas, centros desportivos, centros de saúde, etc.).&lt;br /&gt;Este tipo de organização das vias foi genericamente aplicado, por exemplo, nos Olivais. É curioso que, 50 anos depois do desenvolvimento do Plano de Olivais Norte [1955-58; o de Olivais Sul é datado de 1960/61; cf. Salgado, Manuel e Nuno Lourenço (coordenadores), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atlas Urbanístico de Lisboa&lt;/span&gt;, Argumentum, 2006], os engarrafamentos são caso raro nesse bairro. Em contrapartida, no Parque das Nações (e nos seus principais acessos) é o que se sabe. Sinais dos tempos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-2500492406705425155?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/2500492406705425155/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=2500492406705425155' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2500492406705425155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/2500492406705425155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/para-acompanhar-os-prximos-posts-sobre.html' title='A Regra das &quot;7 V&quot;'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-8467656859002983226</id><published>2007-04-12T19:26:00.000+01:00</published><updated>2007-04-12T19:32:07.893+01:00</updated><title type='text'>Refrescamento</title><content type='html'>O sítio do CIDEC - Centro Interdisciplinar de Estudos Económicos (&lt;a href="http://www.cidec.pt"&gt;www.cidec.pt&lt;/a&gt;) tem um novo visual e novos conteúdos que merecem a sua visita.&lt;br /&gt;Obrigado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-8467656859002983226?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/8467656859002983226/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=8467656859002983226' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8467656859002983226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/8467656859002983226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/refrescamento.html' title='Refrescamento'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7891643790085748847</id><published>2007-04-11T19:22:00.000+01:00</published><updated>2007-04-11T19:23:56.007+01:00</updated><title type='text'>Manual de Sobrevivência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rh0nftRwVhI/AAAAAAAAAB8/E1A2n8n5bKg/s1600-h/E1989_90g.jpeg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rh0nftRwVhI/AAAAAAAAAB8/E1A2n8n5bKg/s320/E1989_90g.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052237782663058962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Keith Jarrett dispensa apresentações. O seu "Carnegie Hall Concert", gravado ao vivo em Nova Iorque no dia 26 de Setembro de 2005 (edição &lt;a href="http://www.ecmrecords.com"&gt;ECM&lt;/a&gt;, 2006), é fantástico, na linha dos grandes concertos improvisados do pianista, como os de Colónia (1975) ou de Paris (1988) (os meus preferidos!). Absolutamente indispensável para sobreviver em meio urbano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7891643790085748847?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7891643790085748847/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7891643790085748847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7891643790085748847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7891643790085748847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/manual-de-sobrevivncia.html' title='Manual de Sobrevivência'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rh0nftRwVhI/AAAAAAAAAB8/E1A2n8n5bKg/s72-c/E1989_90g.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-3351029844295717399</id><published>2007-04-10T22:46:00.000+01:00</published><updated>2007-04-10T23:04:53.329+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa (I)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RhwGYNRwVgI/AAAAAAAAAB0/eca1UjEekLM/s1600-h/119_1990.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RhwGYNRwVgI/AAAAAAAAAB0/eca1UjEekLM/s320/119_1990.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051919894953612802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Metro é a forma mais inspiradora de se aceder à Cidade Radiosa de Odivelas. A Estação de Odivelas (2004), da autoria do Arq.º Paulo Brito da Silva, professor da Universidade Lusíada, não deixa margens para dúvidas: estamos a entrar em território "dominado" pelo urbanismo moderno.&lt;br /&gt;De facto, temos formas simples. Temos grandes vãos que parecem colocar em causa as leis da Física. Temos betão aparente. Temos grandes janelas que permitem o interior "entrar" no exterior e vice-versa. E temos canhões ou chaminés de luz como, por exemplo, no &lt;a href="http://www.fondationlecorbusier.asso.fr/tourette.htm"&gt;Convento de La Tourette&lt;/a&gt; (1957-60), pintados com as cores primárias amarelo, vermelho e azul - uma prática utilizada por Le Corbusier em algumas das suas obras mais emblemáticas, nomeadamente na &lt;a href="http://marseille-citeradieuse.org/"&gt;Unidade de Habitação de Marselha&lt;/a&gt; (1946-52), no &lt;a href="http://www.fondationlecorbusier.asso.fr/weber.htm"&gt;Pavilhão de Exposições em Zurique&lt;/a&gt; (1967) ou no referido convento.&lt;br /&gt;O Arq.º Paulo Brito da Silva sublinha, de acordo com o sítio do &lt;a href="http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=465"&gt;Metro&lt;/a&gt;, que essas chaminés "constituem um sistema de ventilação natural, dispensando os habituais meios de ventilação mecânica, que também admite luz amarela, vermelha ou azul, conforme a hora, o dia, o mês ou as condições climatéricas".&lt;br /&gt;A Estação de Odivelas possui uma intervenção plástica de Álvaro Lapa, denominada Lâmina. De acordo com o mesmo &lt;a href="http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=465"&gt;sítio&lt;/a&gt;, "é uma série de estudos aumentados e passados a cerâmica tendo como motivo a representação do corpo proprioceptiva e simbólica". Para o artista "é simbolizado conscientemente o devir animal", notando que "Lâmina é anagrama de Animal".&lt;br /&gt;Para além da evocação da cidade moderna, a Estação parece também evocar o passado de Odivelas, ligado à glorificação dos prazeres carnais proibidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-3351029844295717399?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/3351029844295717399/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=3351029844295717399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/3351029844295717399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/3351029844295717399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/cidade-radiosa-i.html' title='A cidade radiosa (I)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RhwGYNRwVgI/AAAAAAAAAB0/eca1UjEekLM/s72-c/119_1990.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-5466682306540859251</id><published>2007-04-07T21:13:00.000+01:00</published><updated>2007-04-07T23:14:34.680+01:00</updated><title type='text'>De olhos bem abertos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rhf8LroOAtI/AAAAAAAAABs/uVM_isyqBOg/s1600-h/116_1692.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rhf8LroOAtI/AAAAAAAAABs/uVM_isyqBOg/s320/116_1692.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050782784739476178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Não há muitos meses comentei o esquecimento a que tem sido votada a mais importante quinta do Concelho de Odivelas - a &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/quinta-do-barruncho.html"&gt;Quinta do Barr&lt;/a&gt;&lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/quinta-do-barruncho.html"&gt;u&lt;/a&gt;&lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/quinta-do-barruncho.html"&gt;ncho&lt;/a&gt; - bem como o &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/o-vale-esquecido.html"&gt;vale&lt;/a&gt; adjacente.&lt;br /&gt;Foi com alguma surpresa que descobri uma notícia sobre a participação de Odivelas num concurso europeu destinado a jovens arquitectos (ver &lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=270437"&gt;Diário Digital&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.rtp.pt/index.php?article=277241&amp;visual=16&amp;amp;rss=0"&gt;RTP&lt;/a&gt;). Em causa vai estar a apresentação de uma solução urbanística para o Sítio do Barruncho (7 hectares) que vá ao encontro do tema: "Urbanidade Europeia Sustentável e Novos Espaços Públicos".&lt;br /&gt;Trata-se da nona edição de um concurso promovido por uma federação chamada &lt;a href="http://www.europanportugal.pt/"&gt;Europan 9&lt;/a&gt;, "que se dedica às questões urbanas e arquitectónicas, na perspectiva do intercâmbio para jovens profissionais" - de acordo com o &lt;a href="http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=270437"&gt;Diário Digital&lt;/a&gt; - e que, em Portugal, é presidida pelo conhecido Arq. Nuno Portas.&lt;br /&gt;Para além de Odivelas, participam nesta iniciativa Santo Tirso e Loures (zona de cerca de 9 hectares a recuperar no Prior Velho), para além de outras 73 cidades europeias.&lt;br /&gt;A participação de Odivelas é louvável dado que a zona em torno da Quinta do Barruncho, pelas suas características únicas em termos de património natural e construído, tem potencialidades de se poder vir a constituir como uma importante zona de lazer e cultura, não apenas para o Concelho, mas também para toda a Área Metropolitana de Lisboa - um pouco como já acontece com a antiga Fábrica de Pólvora de Barcarena, em Oeiras. Em particular, um projecto emblemático para esta área pode ser aquilo que falta a Odivelas para se afirmar plenamente na Grande Lisboa como um concelho jovem, dinâmico e sustentável.&lt;br /&gt;No entanto, vamos estar todos de olhos bem abertos. A Câmara, consta, está quase falida. Por isso, a tentação em se continuar a construir desenfreadamente permanece bem viva e latente. É importante que as pessoas não se esqueçam que, no livrinho sobre o PDM distribuído no ano passado pela Sr.ª Presidente, o vale do Barruncho está afecto à Reserva Ecológica Nacional (REN). É que, por vezes, estes concursos de arquitectura têm como grande finalidade justificar intervenções urbanísticas "pesadas" em locais sensíveis do ponto de vista ecológico.&lt;br /&gt;Não obstante, &lt;a href="http://www.europanportugal.pt/htm/tema_e9.htm"&gt;o tema, os objectivos e os critérios de selecção dos sítios Europan9&lt;/a&gt; parecem-me sensatos, sendo de esperar algum bom senso em todo este processo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-5466682306540859251?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/5466682306540859251/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=5466682306540859251' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5466682306540859251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5466682306540859251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/de-olhos-bem-abertos.html' title='De olhos bem abertos'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rhf8LroOAtI/AAAAAAAAABs/uVM_isyqBOg/s72-c/116_1692.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4338668718633393025</id><published>2007-04-06T23:26:00.000+01:00</published><updated>2007-04-06T23:42:17.212+01:00</updated><title type='text'>Um concelho sem rumo? (III)</title><content type='html'>Antes do périplo pela Cidade Radiosa de Odivelas, gostava de terminar a trilogia "Um concelho sem rumo?" (ver também partes &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/12/um-concelho-sem-rumo-i.html"&gt;I&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/02/um-concelho-sem-rumo-ii.html"&gt;II&lt;/a&gt;) com uma breve reflexão em torno da intenção, já assumida pela Câmara Municipal de Odivelas, de desenvolver um pólo universitário no respectivo concelho.&lt;br /&gt;Todo o folclore que tem vindo a público nas últimas semanas em torno da &lt;a href="http://www.uni.pt/"&gt;Universidade Independente&lt;/a&gt; (que ocupa um belo edifício modernista, aproveito a passagem) tem como causa profunda o grande problema que o ensino superior, quer público quer privado, enfrenta em Portugal neste novo século: a falta de alunos.&lt;br /&gt;A questão é fundamentalmente demográfica (envelhecimento da população) mas existem outros factores que contribuem para a crescente escassez de procura por cursos superiores. O elevado abandono no 10.º ano, que leva muitos jovens a não concluírem o ensino secundário, também tem a sua quota parte de culpa, bem como o desinteresse de muitos (a maioria?) jovens e adultos em aprenderem ao longo da vida, nomeadamente, investindo em formação e educação, tão encafuados que andam, ou com os bares e as discotecas, ou com as contas para pagar no fim do mês. E há ainda a qualidade, em geral, sofrível do nosso ensino superior e da associada investigação, bem como os "esquemas" e as "invejas" que caracterizam o meio universitário, que têm como consequência, por um lado, a fuga dos melhores alunos para o estrangeiro (os "cérebros", como habitualmente são designados pela imprensa) e, por outro lado, a quase completa incapacidade do País em atrair estudantes, nomeadamente de pós-graduação, do mundo avançado e evoluído.&lt;br /&gt;No ano lectivo em curso ainda se tentou o estratagema da entrada de alunos com mais de 23 anos e não necessariamente com o 12.º ano mas, apesar de o balanço dessa operação só se poder fazer daqui a uns anos, parece-me que a falta de alunos não se vai resolver com este tipo de diligência. O problema é incontornável e só as melhores instituições e os melhores cursos e/ou os que garantem melhores níveis de empregabilidade sobreviverão a médio e longo prazo.&lt;br /&gt;Uma evolução profunda vai ter que ocorrer nos próximos anos, nomeadamente, no ensino superior privado que, por ser mais jovem e menos prestigiado, tem mais dificuldade em se aguentar acima da linha de água.&lt;br /&gt;Uma saída possível poderá passar pelo investimento em novas instalações e equipamentos que cativem públicos habitualmente pouco atraídos pelo ensino superior privado. Instalações, por exemplo, com alojamento ou com salas de aula, laboratórios, ateliers, oficinas e gabinetes para os docentes do melhor que existe em Portugal. É que importa atrair não apenas alunos mas também os melhores docentes (por que não estrangeiros), sendo essencial dar-lhes condições de trabalho acima da média praticada pelo ensino superior público.&lt;br /&gt;De facto, a maioria das universidades privadas que operam em Lisboa ocupam instalações, em geral, bem localizadas mas vetustas e mal adaptadas aos fins a que se destinam. Os exemplos são conhecidos do grande público e dispensam apresentações. Ora, essas instalações são, contudo, muito valiosas devido à sua centralidade e/ou valor patrimonial. Podem ser adaptadas facilmente a outros usos, por exemplo, habitação de luxo ou equipamentos hoteleiros. A sua colocação no mercado imobiliário não seria muito difícil e geraria um importante encaixe financeiro, que poderia suportar o investimento em instalações modernas e arejadas, na coroa mais periférica ou mesmo suburbana da Cidade de Lisboa, capaz de sustentar um salto qualitativo do ensino superior privado que o tornasse verdadeiramente concorrente do ensino superior público.&lt;br /&gt;Foi dado recentemente um sinal de que esta pode ser a tendência: o &lt;a href="http://www.isla.pt/isla/"&gt;ISLA&lt;/a&gt; vendeu as suas instalações na Lapa e mudou-se para Carnide, ocupando uma velha quinta magnificamente reabilitada. A proximidade do Metro e do Centro Colombo não terá sido, certamente, ignorada.&lt;br /&gt;Ora, Odivelas tem também Metro e um grande centro comercial. Tem a CRIL e a CREL, quando se sabe que há cada vez mais estudantes do ensino superior a deslocarem-se de carro (basta passar no Campo Grande ao fim do dia para constatar essa realidade). Odivelas tem ainda algum solo livre. E tem tradição na instalação de instituições de ensino e formação (&lt;a href="http://www.pedago.pt/isce.htm"&gt;ISCE&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.epadd-paia.pt/"&gt;Escola Profissional Agrícola D. Dinis&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.cfpsa.pt/"&gt;Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar&lt;/a&gt;, entre outras).&lt;br /&gt;Por isso, parece-me que faz algum sentido desenvolver um pólo universitário em Odivelas - bem mais do que a instalação de empresas de elevada incorporação tecnológica, apesar do desenvolvimento de um pólo universitário poder potenciar, a médio prazo e se associado a uma vertente tecnológica, a localização desse tipo de actividades económicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4338668718633393025?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4338668718633393025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4338668718633393025' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4338668718633393025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4338668718633393025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/04/um-concelho-sem-rumo-iii.html' title='Um concelho sem rumo? (III)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-5059975222008442013</id><published>2007-03-28T23:22:00.000+01:00</published><updated>2007-03-28T23:31:53.108+01:00</updated><title type='text'>Haja esperança</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RgrstcRSRHI/AAAAAAAAABg/mwLJnR6PbMo/s1600-h/116_1661.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RgrstcRSRHI/AAAAAAAAABg/mwLJnR6PbMo/s320/116_1661.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5047106597849023602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Noticiava o &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain%2Easp%3Fpage%3D27%26dt%3D20070309%26id%3D10976914%26c%3DA%26web%3DEI"&gt;Público&lt;/a&gt; há uns dias que "a Câmara de Odivelas quer que as linhas aéreas de alta tensão que atravessam o concelho passem a ser enterradas por forma a minimizar os riscos para a saúde pública e o impacte visual na paisagem. Para isso vai solicitar ao Ministério da Economia que, em conjunto com a autarquia, elabore um plano nesse sentido. A assembleia de Odivelas aprovou anteontem [07-03-2007], por unanimidade, uma proposta do executivo camarário que recomenda o início de negociações com as entidades competentes - EDP e Rede Eléctrica Nacional - para que o concelho deixe de ser sobrevoado por linhas áreas de alta tensão" (09-03-2007).&lt;br /&gt;O enterramento das linhas de alta tensão, pelo menos na Cidade de Odivelas, é inevitável. Já imaginaram os leitores o que seria um poste em plena Av. de Roma ou Av. da República, em Lisboa? Não é sustentável, a poucos Km da capital de um país que se quer civilizado e europeu, um poste de uma linha de 220 kV plantado na principal avenida (Abreu Lopes) de uma das maiores cidades do país (Odivelas), bem maior que muita capital de distrito. Não é defensável para ninguém com um pingo de vergonha na cara.&lt;br /&gt;As iniciativas políticas acima descritas são, por isso, pertinentes e louváveis. O tabu foi quebrado, mesmo que o processo se venha a arrastar durante vários anos, como é habitual no nosso país. Mas, pelo menos o problema já entrou, e pela porta grande, na agenda política do Concelho. E na altura apropriada, ou seja, antes da projectada privatização da REN (Redes Energéticas Nacionais), o que ainda permite alguma margem de manobra à Administração. Esperemos que não seja tarde demais. Haja esperança, que Odivelas bem merece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-5059975222008442013?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/5059975222008442013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=5059975222008442013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5059975222008442013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/5059975222008442013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/03/haja-esperana.html' title='Haja esperança'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RgrstcRSRHI/AAAAAAAAABg/mwLJnR6PbMo/s72-c/116_1661.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4989120069272962630</id><published>2007-03-26T22:29:00.000+01:00</published><updated>2007-03-28T23:35:39.819+01:00</updated><title type='text'>A cidade radiosa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rgg8NSpo3dI/AAAAAAAAABY/K7fZtWSm6BU/s1600-h/119_1971.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rgg8NSpo3dI/AAAAAAAAABY/K7fZtWSm6BU/s320/119_1971.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046349581511089618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como muitos outros lugares da periferia próxima de Lisboa, a Cidade de Odivelas começa a ser urbanizada a partir da década 50 em torno dos antigos caminhos rurais. Talvez influenciado pelos "novos" bairros de matriz algo tradicionalista, sobretudo o Areeiro, estruturado em torno da praça homónima (de Cristino da Silva, 1938), mas também Alvalade (de Faria da Costa, 1945-47), o conjunto urbano estruturado pela Av. D. Dinis, R. dos Bombeiros Voluntários, R. Guilherme Gomes Fernandes e Av. Infante D. Henrique caracteriza-se pelos seus eixos principais rectilíneos articulados por praças, com algum toque de modernidade dado por quarteirões permeáveis, ruas secundárias curvas (acompanhando a topografia) e alguns impasses.&lt;br /&gt;A partir do final da década de 60 e sobretudo após 1974, a pressão demográfica conciliada a "novos ventos" que sopravam no Concelho de Loures, bem patentes na Urbanização de Santo António dos Cavaleiros (de A. Reais Pinto, 1968) e que se caracterizavam pela vontade em se fazer uma cidade de matriz moderna a custos controlados  (como nos Olivais ou em Nova Oeiras), conduziram a um corte radical com um passado ainda pouco consolidado. A rua e o quarteirão são substituídos progressivamente pela torre e pela banda, tantas vezes sem a qualidade arquitectónica que a cidade moderna exige. O primado do céu, do verde, do betão e do vidro é prosseguido em terrenos algo acidentados, pouco apropriados a experiências deste tipo, e da forma menos aconselhada para o efeito: o loteamento e a promoção privada.&lt;br /&gt;Odivelas não escapou a estes sinais dos tempos. Entre a Codivel e a Quinta do Mendes, passando pela Quinta Nova e pelo Chapim, sucederam-se múltiplos loteamentos, nem sempre bem articulados entre si, mas com o mérito de terem procurado construir uma cidade mais arejada, menos enterrada no fundo do vale e na "rua corredor". Naturalmente, toda esta vasta área apresenta uma qualidade algo irregular e está longe de constituir um todo perfeitamente homogéneo, dado que reflecte também a própria evolução da forma de pensar a cidade moderna, que evoluiu bastante em trinta anos. Aliás, a crise do urbanismo moderno e dos CIAM (Congressos Internacionais de Arquitectura Moderna) ainda não foi completamente resolvida, de acordo com alguns autores [cf., por exemplo, Nuno Portas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;in&lt;/span&gt; Salgado, Manuel e Nuno Lourenço (coordenadores), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atlas Urbanístico de Lisboa&lt;/span&gt;, Argumentum, 2006].  Mas é isso que torna essa área particularmente interessante: por encerrar um projecto, porventura utópico, evolutivo, mal resolvido mas infinitamente interessante. Muito mais, aliás, que as neo-barrocas Colinas do Cruzeiro.&lt;br /&gt;Não é fácil perceber e gostar da cidade moderna, em particular da "Cidade Radiosa" de Odivelas. Mas, se o leitor me quiser acompanhar nas próximas semanas, participando como tem vindo a fazer (felizmente) tantas vezes, talvez se consiga evitar que esta parte da cidade se torne esquecida, talvez para sempre, a meio caminho entre o Centro Histórico e os bairros da moda, candidata a "terra de ninguém".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4989120069272962630?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4989120069272962630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4989120069272962630' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4989120069272962630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4989120069272962630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/03/cidade-radiosa.html' title='A cidade radiosa'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rgg8NSpo3dI/AAAAAAAAABY/K7fZtWSm6BU/s72-c/119_1971.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-34183131825267684</id><published>2007-03-19T10:35:00.000Z</published><updated>2007-03-21T10:53:00.950Z</updated><title type='text'>Um belo panorama</title><content type='html'>&lt;span&gt;&lt;span class="inplacedisplayid1siteid0"&gt;Quando, em 1295, D. Dinis fundou o Mosteiro de Odivelas, o panorama era excelente. Há cinquenta anos, talvez não fosse muito diferente da descrição apresentada por Manuel Bernardes Branco (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;op. cit.&lt;/span&gt;, pp. 23-24):&lt;br /&gt;“Ergue-se o apparatoso e vistoso convento d’Odivellas n’um logar d’onde actualmente [1886] se avistam alguns edifícios e templos, e que seria no reinado d’el-rei D. Diniz um vasto deserto, mas não charneca, a ponto de por ali apparecerem ursos no tempo d’este monarcha.&lt;br /&gt;Ao norte viam as lindas freirinhas d’Odivellas Caneças, logar de Montemor, da Beja, e algumas terras de Carnide.&lt;br /&gt;Ao nordeste enxergavam Friellas, Povoa de Santo Adrião, e uma parte de Loures e d’Unhos.&lt;br /&gt;Se, porém, quizessem espairecer a vista a sul, desfructavam Porcalhota, parte de Bemfica, convento das freiras de Carnide, parte de Bellas e o alto de Queluz.&lt;br /&gt;A este podiam contemplar o Lumiar, Ameixoeira, Paço do Lumiar, e parte da Charneca”.&lt;br /&gt;Esta curiosa descrição sugere que o urso terá aparecido a D. Dinis, não na Cidade de Beja (Alentejo) como é habitualmente aceite (cf., por exemplo, Manuela Maria Justino Tomé, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;op. cit.&lt;/span&gt;, p. 13), mas no lugar de Beja (actual A-da-Beja, no Concelho da Amadora). Cita também a famosa Porcalhota, eternizada pelo actor Ribeirinho n’&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Pai Tirano&lt;/span&gt;, ou Amadora, na toponímia actual. Que lindo seria: o Concelho da Porcalhota!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-34183131825267684?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/34183131825267684/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=34183131825267684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/34183131825267684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/34183131825267684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/03/um-belo-panorama.html' title='Um belo panorama'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1088178350413368233</id><published>2007-03-12T22:54:00.000Z</published><updated>2007-03-12T22:59:16.338Z</updated><title type='text'>Puro mau gosto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RfXa17UqtKI/AAAAAAAAABQ/_4X5oURDqBs/s1600-h/118_1869.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RfXa17UqtKI/AAAAAAAAABQ/_4X5oURDqBs/s320/118_1869.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041175977903436962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;As floreiras colocadas no novo Centro de Exposições são de um mau gosto indescritível. Se a arte for de igual calibre, mais vale não inaugurar a obra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1088178350413368233?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1088178350413368233/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1088178350413368233' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1088178350413368233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1088178350413368233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/03/puro-mau-gosto.html' title='Puro mau gosto'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RfXa17UqtKI/AAAAAAAAABQ/_4X5oURDqBs/s72-c/118_1869.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1896452739083144366</id><published>2007-03-09T22:52:00.000Z</published><updated>2007-03-09T23:00:02.624Z</updated><title type='text'>Campus revisitado</title><content type='html'>Quando há quase 20 anos entrei em &lt;a href="http://www.fe.unl.pt"&gt;Economia&lt;/a&gt; na Nova, o antigo colégio jesuíta ainda dominava por completo a paisagem e o actual Campus de Campolide não passava de um perigoso ermo com vestígios de antigas trincheiras.&lt;br /&gt;Entretanto, com o passar dos anos, foram surgindo vários edifícios: a &lt;a href="http://sas.unl.pt/site/alojamento/resras.asp"&gt;Residência Universitária Alfredo de Sousa&lt;/a&gt;, a &lt;a href="http://www.fd.unl.pt/web/Default.asp"&gt;Faculdade de Direito&lt;/a&gt;, a &lt;a href="http://www.unl.pt/unl/reitoria/edificio"&gt;Reitoria da UNL&lt;/a&gt; e também dois edifícios de promoção privada (ocupados por instituições bancárias) bem perto do Campus.&lt;br /&gt;Apesar do processo de urbanização não estar ainda concluído, é já claro que o alto de Campolide está bem mais bonito do que era há 20 anos. Gosto particularmente da forma como esses novos edifícios parecem dialogar entre si tendo como "tema de conversa" os códigos da arquitectura moderna.&lt;br /&gt;Em particular, parece existir alguma cumplicidade entre os mesmos em torno dos Cincos Pontos de Le Corbusier para uma nova arquitectura. De facto, ora temos janelas em banda, ora temos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pilotis&lt;/span&gt; que permitem não tapar completamente a magnífica vista para o Monsanto, ora temos fachadas livres, ora temos coberturas que poderiam ser jardins. Por vezes, encontra-se também &lt;span style="font-style: italic;"&gt;brise soleil&lt;/span&gt;, uma invenção do grande Charles-Edouard Jeanneret tendo em vista lidar com os problemas térmicos originados pela exposição das grandes janelas ao Sol.&lt;br /&gt;Gosto particularmente da Reitoria, da autoria dos irmãos Aires Mateus, Prémio Valmor de 2002. Lembro-me da grande polémica que gerou entre professores e alunos ainda durante a fase de projecto, com abaixo-assinados pelo meio. Evocará a sua maquinaria (elevadores e AVAC), por detrás de grandes panos de vidro, o imaginário corbusiano da "máquina de habitar"?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1896452739083144366?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1896452739083144366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1896452739083144366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1896452739083144366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1896452739083144366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/03/campus-revisitado.html' title='Campus revisitado'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4424585456320980265</id><published>2007-03-07T23:14:00.000Z</published><updated>2007-03-07T23:29:41.142Z</updated><title type='text'>Manual de Sobrevivência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Re9HaeMbJ5I/AAAAAAAAABI/iupVt1E8xW8/s1600-h/CD+Handel.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Re9HaeMbJ5I/AAAAAAAAABI/iupVt1E8xW8/s320/CD+Handel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039325028158220178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Odivelas, terra de excessos, de luxúria e deboche, sobretudo durante a primeira metade de setecentos, convida a ouvir música barroca. Hoje, proponho aos leitores George Friedrich Handel, um dos mais importantes compositores do barroco, em edição económica (Trio - 3 CDs) da Deutsche Grammophon. Em magnífica interpretação da Orpheus Chamber Orchestra, somos brindados, nos dois primeiros CDs e no início do terceiro, com os 12 "Concerti Grossi" op. 6 do tão inspirado compositor alemão. Mas não é só! Como brinde, o terceiro CD inclui ainda a "Wassermusik", que Handel compôs para as festas à beira rio dos monarcas ingleses e que é óptima para celebrar a chegada da Primavera, e ainda a "Feuerwerkmusik", ou seja, a Música para os Fogos de Artifício Reais, tão apropriada para a época de inaugurações que se avizinha em Odivelas (Alameda do Porto Pinheiro e Centro de Exposições).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4424585456320980265?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4424585456320980265/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4424585456320980265' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4424585456320980265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4424585456320980265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/03/manual-de-sobrevivncia.html' title='Manual de Sobrevivência'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Re9HaeMbJ5I/AAAAAAAAABI/iupVt1E8xW8/s72-c/CD+Handel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4725735813175624836</id><published>2007-03-05T10:55:00.000Z</published><updated>2007-03-05T10:58:27.584Z</updated><title type='text'>Afinal havia outra</title><content type='html'>Nos últimos dois anos, as estatísticas do desemprego registado nos centros de emprego do IEFP - Instituto do Emprego e Formação Profissional (disponíveis em &lt;a href="http://www.iefp.pt"&gt;www.iefp.pt&lt;/a&gt;) parecem evidenciar uma acentuada descida do desemprego em Portugal. Em particular, o total de desempregados inscritos passou de 479.373 no final de Dezembro de 2005 para 452.651 no final de Dezembro de 2006, ou seja, diminuiu 5,6% no último ano.&lt;br /&gt;Porém, os dados do Inquérito ao Emprego do INE - Instituto Nacional de Estatística recentemente divulgados, relativos aos 4.º Trimestre de 2006 (disponíveis em &lt;a href="http://www.ine.pt"&gt;www.ine.pt&lt;/a&gt;), contradizem esta evolução favorável: de cerca de 447 mil desempregados no último trimestre de 2005 passou-se para cerca de 459 mil em igual trimestre de 2006, ou seja, o desemprego aumentou em Portugal 2,5% no último ano. Esta evolução desfavorável da população desempregada reflectiu-se na taxa de desemprego, que passou de 8% para 8,2% entre os dois trimestres em análise. Em termos médios, a taxa de desemprego em 2006 foi de 7,7%, superior em uma décima à registada em 2006 (7,6%).&lt;br /&gt;Adicionalmente, em Janeiro de 2007 (últimos dados disponíveis), os desempregados inscritos nos centros de emprego do IEFP eram 457.634, ou seja, mais 1,1% do que o verificado em Dezembro último.&lt;br /&gt;Como diria a Mónica Sintra, "afinal havia (e há) outra" ... realidade, a pura e dura da economia portuguesa, da asfixia das empresas (o IVA a 21% não ajuda nada), dos trabalhadores (com os bolsos cada vez mais vazios) e daqueles que pretendem trabalhar mas não encontram nada para fazer. E também daqueles que estão sub-aproveitados - como uma interessante reportagem do &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2007/02/18/tema/quando_euros_pagam_expectativas.html"&gt;DN&lt;/a&gt;, sobre licenciados a executar tarefas para os quais não foram habilitados nem qualificados e ganhar, por vezes, o salário mínimo, evidenciava há umas semanas.&lt;br /&gt;Numa investigação sobre desemprego em meio urbano que estou presentemente a coordenar (financiada pelo POEFDS) parece já claro, na actual fase intermédia dos trabalhos, que o problema do desemprego no Portugal contemporâneo já não tem só haver com o Alentejo e a Península de Setúbal, como muita boa gente ainda pensa. Está em afirmação, nomeadamente nas periferias de Lisboa e Porto, uma nova classe de desempregados, por vezes com elevados níveis de habilitação, que oscila permanentemente entre os estados de emprego e desemprego ou que, pura e simplesmente, é posta de parte pelo mercado de trabalho, mesmo em plena idade activa.&lt;br /&gt;Um dos resultados mais preocupantes já apurados por essa investigação remete para o cavamento das assimetrias entre concelhos da Área Metropolitana de Lisboa (AML) em termos de incidência do desemprego por concelho (medida através do rácio entre o desemprego registado pelo IEFP e a população activa) que se tem observado nos últimos anos (2001-2005). Ou seja, é sobretudo nos concelhos onde já havia mais desemprego que o fenómeno se tem vindo a acentuar recentemente, enquanto que nos concelhos tradicionalmente com menos desemprego este último não tem aumentado de forma tão significativa. Dito de outra forma: a crise tem atacado, em matéria de desemprego, sobretudo os concelhos mais debilitados económica e socialmente.&lt;br /&gt;Odivelas, apesar de tudo, continua a apresentar uma situação favorável no contexto metropolitano em termos de incidência do desemprego: em 2005, os desempregados residentes em Odivelas inscritos em centros de emprego do IEFP correspondiam a 6,1% da respectiva população activa (empregados + desempregados). Essa percentagem era a segunda mais baixa da AML: só Mafra tinha uma taxa inferior (5,4%). Talvez a importância do auto-emprego e dos pequenos empresários explique esta boa performance do Concelho.&lt;br /&gt;Os últimos dados conhecidos (Janeiro de 2007) apontam para 4.337 residentes em Odivelas registados nos centros de emprego como desempregados, mais 80 do que os registados em Dezembro de 2006. Esse valor corresponde a 5,3% dos cerca de 82 mil activos que se pensa residirem em Odivelas (de acordo com o estimado pelo CIDEC tendo como fonte as estimativas intercensitárias da população residente do INE e a taxa de actividade observada nos Censos de 2001). A maior parte dos desempregados odivelenses são homens (51%), com 35 e mais anos (66%) e procuram um novo emprego (96% dos casos). O desemprego de longa duração (um ano ou mais) abarca 39% dos inscritos. Os licenciados têm alguma importância entre os desempregados do Concelho (9%) apesar de serem preponderantes as pessoas com o 1.ª Ciclo do Ensino Básico (antiga 4.ª Classe) ou com habilitação inferior (35% dos casos).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4725735813175624836?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4725735813175624836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4725735813175624836' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4725735813175624836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4725735813175624836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/03/afinal-havia-outra.html' title='Afinal havia outra'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6743013250318731660</id><published>2007-02-25T19:49:00.000Z</published><updated>2007-02-25T20:02:21.578Z</updated><title type='text'>Centro histórico</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/ReHpNK6PcUI/AAAAAAAAAA8/Q63HKwsYy2k/s1600-h/118_1872.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/ReHpNK6PcUI/AAAAAAAAAA8/Q63HKwsYy2k/s320/118_1872.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035562270853132610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Nunca confessei aos prezados leitores que nutro um especial fascínio pelo centro histórico de Odivelas, nomeadamente, pelo Largo de D. Dinis. Lembro-me de, em miúdo, ter uma certa vez passado de carro com o meu pai em frente a esse largo, de noite, e ter ficado fascinado com o Mosteiro de S. Dinis e com a ambiência medieva do sítio, absolutamente inesperada face à pressão urbanística que já se sentia na altura. Foi como se um tesouro se revelasse.&lt;br /&gt;O Largo de D. Dinis, e o centro histórico de Odivelas em geral, é um daqueles lugares onde nos sentimos "estupidamente bem". De Inverno, é notória a amenidade do local: "uma implantação cuidadosamente estudada permitiu ao Mosteiro dispor de condições excepcionais de protecção contra os ventos dominantes do Nordeste, assim como uma óptima exposição solar, que lhe dão uma situação climática privilegiada (Tomé, Maria Manuela Justino. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odivelas - Um mosteiro cisterciense&lt;/span&gt;, Comissão Instaladora do Município de Odivelas, 2001). O sistema de vistas parece ter sido, apesar de tudo, salvaguardado praticamente na íntegra, sendo ainda possível avistar os montes de Nossa Senhora da Luz (a Sul) e de S. Dinis (a Poente) bem como a formosa Serra da Amoreira (a Norte). O antigo coreto, actualmente em processo de recuperação, dá uma ambiência saloia ao sítio e evoca outras eras, em que não havia tarde de Domingo sem banda filarmónica. A simpática Pastelaria Farruque também ajuda, com as suas fotografias da Odivelas de outros tempos e a sua doçaria tradicional.&lt;br /&gt;Com a recuperação da Quinta da Memória (actuais Paços do Concelho), o centro histórico ficou ainda mais bonito. Mas há ainda muito a fazer, nomeadamente nas traseiras dessa quinta, ou seja, na projectada Praça Pública (ver foto). O financiamento previsto no âmbito do PROQUAL (Programa Integrado de Qualificação das Áreas Suburbanas da AML, do Programa Operacional Regional de Lisboa e Vale do Tejo) tem de ser aplicado rapidamente, sob pena de se perder. É que o Quadro Comunitário de Apoio 2000-2006 (QCA III) tem de estar fechado a 31.12.2008, o que significa que toda despesa tem que ser realizada, apresentada a pagamento e paga antes dessa data.&lt;br /&gt;No âmbito da louvável reportagem de fundo que o &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2007/02/14/cidades/territorios_grandes_contrastes.html"&gt;Diário de Notícias&lt;/a&gt; realizou sobre os concelhos de Loures e Odivelas (14-02-2007), a Presidente da CMO, Dr.ª Susana Amador, afirmou ser sua intenção continuar a investir no centro histórico mediante recurso ao Quadro de Referência Estratégico Nacional 2007-2013 (QREN). É uma opção sensata dado que é sobretudo por aí que Odivelas se diferencia de Sacavém, da Amadora ou do Cacém (entre outros subúrbios) que, infelizmente para eles, não carregam uma história tão rica e antiga, transposta para vielas e pedras. Contudo, concentrar o investimento na reconversão urbanística do centro histórico poderá ser um risco.&lt;br /&gt;O arquitecto Nuno Portas, numa conferência realizada na semana passada, criticou a "tendência para concentrar as intervenções de excelência" nos locais mais centrais das cidades, menosprezando a periferia, como foi prática corrente nas intervenções POLIS de primeira geração (cf. &lt;a href="http://jornal.publico.clix.pt/"&gt;Público&lt;/a&gt;, 23-02-2007, p. 29). Esta perspectiva aplica-se que nem uma luva ao caso de Odivelas: de pouco valerá investir milhões no centro histórico se nada for investido em locais que têm sido votados ao abandono nos últimos anos e onde, mais tarde ou mais cedo, os problemas sociais já existentes ou em gestação se tornarão insustentáveis. Entre o centro histórico e os novos bairros há muito para requalificar, como a maioria dos eleitores sabe muito bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6743013250318731660?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6743013250318731660/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6743013250318731660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6743013250318731660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6743013250318731660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/02/centro-histrico.html' title='Centro histórico'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/ReHpNK6PcUI/AAAAAAAAAA8/Q63HKwsYy2k/s72-c/118_1872.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-1317373507181598068</id><published>2007-02-22T18:58:00.000Z</published><updated>2007-02-22T19:02:24.154Z</updated><title type='text'>A frustração da cidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rd3ojFdA6RI/AAAAAAAAAAw/D6bZlMnshGM/s1600-h/116_1653.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rd3ojFdA6RI/AAAAAAAAAAw/D6bZlMnshGM/s320/116_1653.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034435647927019794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"A &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cidade sempre&lt;/span&gt; foi e será, pela natureza da sua essência, artisticamente fragmentária, tumultuosa, inacabada. Não encontramos nela essa forma definitiva e redonda por que anseia o sentimento estético. É por isso que toda a cidade, esteticamente falando, é uma frustração. O homem que, no campo da beleza, conseguiu realizações tão perfeitas, não conseguiu criar a cidade bela, apesar de tantos e tão ingentes esforços. Qualquer espírito sensível, qualquer temperamento estético que viaje e percorra as cidades do globo entende isto. Umas mais do que outras, todas as cidades deixam na alma do homem, ao fim e ao cabo, uma penosa insatisfação".&lt;br /&gt;Goitia, Fernando Chueca. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Breve História do Urbanismo&lt;/span&gt;, Editorial Presença, Lisboa, 2003, p. 34.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-1317373507181598068?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/1317373507181598068/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=1317373507181598068' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1317373507181598068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/1317373507181598068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/02/frustrao-da-cidade.html' title='A frustração da cidade'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rd3ojFdA6RI/AAAAAAAAAAw/D6bZlMnshGM/s72-c/116_1653.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-7607936093681221509</id><published>2007-02-20T22:44:00.000Z</published><updated>2007-02-20T22:45:29.861Z</updated><title type='text'>Manual de Sobrevivência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rdt51FdA6QI/AAAAAAAAAAk/WXKBJldF0io/s1600-h/Sakamoto_Casa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rdt51FdA6QI/AAAAAAAAAAk/WXKBJldF0io/s320/Sakamoto_Casa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033750961420560642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"Casa", o tributo a Tom Jobim de Paula e Jaques Morelenbaum e de Ryuichi Sakamoto, continua a ser um dos discos mais bonitos dos últimos anos. Editado em 2002 pela Sony Classical, nele são recriados clássicos de António Carlos Jobim como "As praias desertas", "Sabiá" ou o "Samba do Avião". O título do álbum deve-se ao facto de ter sido gravado, em grande parte, na casa de Tom Jobim no Rio de Janeiro, fantástica na simplicidade da sua traça modernista. Também a música é fantástica na sua aparente simplicidade. Sem dúvida, um CD altamente recomendável à sobrevivência em meio urbano, e que também apetece levar para a praia, para o campo, para qualquer lado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-7607936093681221509?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/7607936093681221509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=7607936093681221509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7607936093681221509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/7607936093681221509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/02/manual-de-sobrevivncia.html' title='Manual de Sobrevivência'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_w04GVjNdGh4/Rdt51FdA6QI/AAAAAAAAAAk/WXKBJldF0io/s72-c/Sakamoto_Casa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-4615430562440721418</id><published>2007-02-19T22:52:00.000Z</published><updated>2007-02-19T22:55:45.767Z</updated><title type='text'>Tremores</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RdoqkldA6PI/AAAAAAAAAAY/dAGY6Hkdo5A/s1600-h/118_1863.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RdoqkldA6PI/AAAAAAAAAAY/dAGY6Hkdo5A/s320/118_1863.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033382341557414130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi à precisamente uma semana que a terra tremeu no Sul de Portugal Continental com a maior intensidade observada nos últimos 32 anos. Felizmente sem danos materiais.&lt;br /&gt;É sempre bom lembrar, sobretudo em períodos de histeria construtiva, que o Vale do Tejo e, em particular, a Grande Lisboa são zonas particularmente expostas ao risco sísmico. E que o grande terramoto de 1755 arrasou praticamente por completo o primitivo Mosteiro de S. Dinis em Odivelas:&lt;br /&gt;"Este mosteiro, com um início esplendoroso, que na opinião da maior parte dos autores foi «o mais grandioso que a Ordem de S. Bernardo [isto é, de Cister] teve neste Reino», não só pelas dimensões do seu edifício, mas também pela grandeza de privilégios e rendas e pelo número de religiosas que albergava, ficou bastante danificado com o terramoto do dia 1 de Novembro de 1755, que o arruinou quase totalmente, subsistindo apenas a cabeceira da igreja, o pórtico e duas alas do claustro, o que obrigou a que as freiras vivessem em barracas de madeira durante algum tempo" (Tomé, Maria Manuela Justino. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Odivelas - Um mosteiro cisterciense&lt;/span&gt;, Comissão Instaladora do Município de Odivelas, 2001).&lt;br /&gt;Pequenas são as grandezas do Homem face às forças da natureza. Estaremos realmente preparados para o pior?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-4615430562440721418?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/4615430562440721418/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=4615430562440721418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4615430562440721418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/4615430562440721418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/02/tremores.html' title='Tremores'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RdoqkldA6PI/AAAAAAAAAAY/dAGY6Hkdo5A/s72-c/118_1863.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-6449359081448832260</id><published>2007-02-18T23:35:00.000Z</published><updated>2007-02-18T23:40:44.325Z</updated><title type='text'>Palmeiras</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RdjjsldA6OI/AAAAAAAAAAM/TZJzjbP6IhY/s1600-h/118_1852.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RdjjsldA6OI/AAAAAAAAAAM/TZJzjbP6IhY/s320/118_1852.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5033022938694084834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;As palmeiras estão de volta!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-6449359081448832260?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/6449359081448832260/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=6449359081448832260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6449359081448832260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/6449359081448832260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/02/palmeiras.html' title='Palmeiras'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_w04GVjNdGh4/RdjjsldA6OI/AAAAAAAAAAM/TZJzjbP6IhY/s72-c/118_1852.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-117130975118662193</id><published>2007-02-12T19:39:00.000Z</published><updated>2007-02-12T19:56:55.733Z</updated><title type='text'>Um concelho sem rumo? (II)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/520013/Yoda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/270579/Yoda.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O vereador responsável pelo Planeamento Estratégico anunciou, no final do ano passado (no âmbito do Salão Imobiliário de Lisboa), que Odivelas pretende tornar-se, num futuro próximo, um pólo de localização de universidades e de empresas com elevada incorporação tecnológica. Em particular, nas antigas instalações da Cometna (Famões), vai surgir um parque de escritórios de arquitectura futurista e com jardins suspensos dirigido a esse tipo de empresas. A imprensa local deu grande destaque a esse anúncio e até comparou o vereador ao mago George Lucas, o criador da saga "Star Wars"!&lt;br /&gt;O Mestre Yoda, provavelmente o maior Jedi de todos os tempos, diria: "Muita prudência devemos ter"!&lt;br /&gt;De facto, na Grande Lisboa já existe um pólo desse tipo, aliás, fluorescente: o eixo Miraflores - Carnaxide - Porto Salvo - Tagus Park (Oeiras), também conhecido como "Corredor Oeste" no mercado imobiliário. Mais recentemente, também o Parque das Nações se tem afirmado como local de implantação de algumas empresas tecnológicas. A ideia é, portanto, requentada.&lt;br /&gt;Adicionalmente, importa notar que é muito difícil criar, numa área metropolitana como Lisboa, uma localização "premium" de escritórios, capaz de atrair empresas com elevada incorporação tecnológica ou ligadas aos serviços avançados de apoio às empresas (telecomunicações, produção de "software", consultoria avançada, etc.). De facto, nos últimos 20 anos, apenas foram criadas, grosso modo, três novas zonas de escritórios desse tipo na Grande Lisboa, para além da natural expansão para Norte do eixo Av. da Liberdade - Baixa, em direcção às Avenidas Novas.&lt;br /&gt;As Amoreiras, a mais antiga dessas novas zonas, resultou originalmente de um investimento privado e inesperado, que renovou por completo um antigo parque de estacionamento dos autocarros da Carris. O empreendimento das Amoreiras surge com a entrada de Portugal na então Comunidade Europeia e com tudo o que isso significou em termos de oportunidades de negócio para os serviços avançados. Apostou na arquitectura espectáculo e em altura - explorando magníficas vistas sobre Lisboa e arredores - e num conceito inovador em meados da década de 80: a associação entre um centro comercial organizado em ruas e praças (ele próprio inovador), torres de escritórios e habitação de luxo, que permitiu tornar as Amoreiras num símbolo do Portugal europeu e aberto à sociedade do consumo. Notar que as Amoreiras inserem-se num bairro que já era (e é) um local de habitação de prestígio - veja-se, por exemplo, o famoso Bloco das Águas Livres, uma obra-prima da arquitectura moderna portuguesa - e aproveita a excelente acessibilidade à Auto-Estrada de Cascais (A5).&lt;br /&gt;O citado "Corredor Oeste" aproveita igualmente essa acessibilidade e é servido também por um grande centro comercial, gémeo do "nosso" Odivelas Parque. Está inevitavelmente associado à visão do Dr. Isaltino de Morais, que soube importar para Oeiras (e para Portugal), no momento certo, um conceito muito em moda na década de 80 do Séc. XX, nomeadamente, em Inglaterra: os parques de ciência e tecnologia, que procuram fomentar os "spin-offs" tecnológicos entre a universidade e a empresa mediante a instalação de ambas num mesmo "campus". O Tagus Park, juntamente com a conclusão da A5, acabou por induzir a instalação de vários parques de escritórios que atraíram, fundamentalmente, empresas ligadas a sectores com forte incorporação tecnológica. Notar que Oeiras (e Cascais) eram já locais de habitação de prestígio quando o fenómeno dos parques de escritórios surge aí em força. Aliás, é difícil não associar o mesmo a uma das grandes verdades da Grande Lisboa: é óptimo viver na Linha mas terrivelmente complicado comutar todos os dias com Lisboa, o que poderá ter incentivado muitas empresas a deslocalizarem-se de Lisboa para Oeiras, ou a instalarem-se de raiz neste último concelho.&lt;br /&gt;Quer as Amoreiras quer o "Corredor Oeste" têm, contudo, um problema: a ausência de metropolitano, o meio de transporte por excelência das urbes sofisticadas e cosmopolitas. A terceira nova zona de escritórios - o Parque das Nações - explora de forma estratégica essa lacuna das suas áreas concorrentes. Adicionalmente, é servida pela Linha do Norte (em articulação com o Metro) e por óptimas acessibilidades (A1, A12, CRIL, variante à EN 10). Está ainda muito próxima do Aeroporto da Portela, o que é uma grande vantagem quando estão em causa serviços avançados. Os múltiplos edifícios de escritórios que têm surgido no Parque das Nações exploram ainda um fantástico sistema de vistas e o prestígio que a zona (ainda) carrega, no rescaldo da Expo'98. São servidos igualmente por um (inevitável) centro comercial.&lt;br /&gt;Desta forma, as Amoreiras, Oeiras e o Parque das Nações têm várias características comuns, enquanto locais de concentração de serviços avançados: 1) Foram outrora localizações relativamente periféricas face ao "central business district" de Lisboa; 2) São bem servidas por acessibilidades rodoviárias; 3) Têm um grande centro comercial; 4) São local de residência de quadros médios e superiores e possuem habitação de prestígio; 5) Têm, seguramente, excelentes redes de telecomunicações; 6) Emitem uma imagem globalmente favorável enquanto território / bairro, o que favorece a localização de empresas de prestígio.&lt;br /&gt;Odivelas apenas cumpre as três primeiras condições, o que é manifestamente insuficiente para o rumo que se pretende traçar. Nos últimos anos, anda a tentar garantir a condição número 4) mas o caminho a percorrer nesse âmbito ainda é muito longo (ver &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/12/um-concelho-sem-rumo-i.html"&gt;Um concelho sem rumo? (I)&lt;/a&gt;). Aliás, um dos maiores desafios que Odivelas enfrenta actualmente é garantir que os quadros jovens que tem atraído nos últimos anos continuem por cá daqui a 10 anos. É que, se a maioria permanecer, talvez seja mais fácil trazer e fixar empresas nessa altura - nomeadamente, porque esses quadros poderão ter voto na matéria.&lt;br /&gt;Em vez de se "começar a casa pelo telhado", era seguramente mais estratégico consolidar Odivelas como local de residência de quadros. O problema é que isso exige, por exemplo, combater eficazmente a pobreza, construir um parque urbano (prometido em 365 dias, lembram-se?), renaturizar as ribeiras, demolir casas nas AUGIs, enterrar postes de alta tensão, concluir os projectos PROQUAL, devolver o centro histórico aos peões, renovar o comércio de Odivelas do ponto de vista urbanístico, parar com a construção desenfreada e sem tino, e assim por diante. Quando esses problemas estiverem resolvidos, tudo o resto virá naturalmente, sem necessidade de voluntarismo público, sem forçar.&lt;br /&gt;Relativamente à vontade em instalar-se um pólo universitário em Odivelas, parece-me uma estratégia bem mais interessante e muito menos arriscada. Disso se falará brevemente.&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Continua.&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-117130975118662193?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/117130975118662193/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=117130975118662193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/117130975118662193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/117130975118662193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/02/um-concelho-sem-rumo-ii.html' title='Um concelho sem rumo? (II)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-117028445942890169</id><published>2007-01-31T22:38:00.000Z</published><updated>2007-01-31T23:01:00.600Z</updated><title type='text'>Neve outra vez</title><content type='html'>No último Domingo voltou a nevar para as nossas bandas. Não tanto como no ano passado, mas ainda assim com algum significado. Junto algumas fotos tiradas na Serra Chã e no Cabeço de Montemor, pedindo desculpas aos leitores pelo atraso da sua publicação. Mais vale tarde que nunca!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/423503/118_1819.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/585004/118_1819.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/561888/118_1827.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/345386/118_1827.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/620718/118_1830.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/165494/118_1830.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/831021/118_1825.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/694856/118_1825.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/405541/118_1832.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/550500/118_1832.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-117028445942890169?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/117028445942890169/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=117028445942890169' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/117028445942890169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/117028445942890169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/01/neve-outra-vez.html' title='Neve outra vez'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116959455348528969</id><published>2007-01-23T23:01:00.000Z</published><updated>2007-01-24T23:20:41.706Z</updated><title type='text'>Manual de Sobrevivência</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/796215/M1BLU_main.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/923275/M1BLU_main.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Vamos iniciar uma nova rúbrica dedicada a alguns objectos - nomeadamente, discos, livros e acessórios diversos - essenciais à sobrevivência na Metrópole.&lt;br /&gt;Começemos pelo rádio de mesa &lt;a href="http://www.tivoliaudio.com/home.php?cat=262"&gt;Tivoli Model One&lt;/a&gt;, concebido e desenhado por Henry Kloss. O Model One está para os rádios como o &lt;a href="http://www.apple.com/ipod/ipod.html"&gt;iPod&lt;/a&gt; para os leitores de música digital. Objecto de culto nos E.U.A. e um pouco por todo o mundo, é vendido com vários acabamentos (na foto apresenta-se o acabamento azul cobalto/cerejeira) e há quem os coleccione como os relógios Swatch - outro objecto essencial à sobrevivência em meio urbano.&lt;br /&gt;Eu tenhos dois Model One, e também um Model Two (estereofónico). Não me consigo separar deles muito tempo. O som é fabuloso, quente, como o dos antigos LP. A explicação está no facto do Model One ser analógico e avesso a modernisses da era digital. Tem uma inesperada capacidade em "encher" uma sala de som e vale muito mais do que aparenta. Para além disso, é lindo de morrer e não é estupidamente caro. Aliás, custa menos do que muitos leitores de música digital.&lt;br /&gt;Quem experimenta o Model One jamais o largará. Tudo o resto passará à história, saberá a pouco.&lt;br /&gt;Sem dúvida, uma óptima companhia para tornar um pouco menos difícil a vida na cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116959455348528969?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116959455348528969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116959455348528969' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116959455348528969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116959455348528969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/01/manual-de-sobrevivncia.html' title='Manual de Sobrevivência'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116880689892273595</id><published>2007-01-14T20:26:00.000Z</published><updated>2007-01-14T20:34:58.933Z</updated><title type='text'>Amanhecer na Amoreira</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/348434/117_1764.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/986183/117_1764.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Serra da Amoreira, Odivelas. Um local magnético, único. Uma elevação com 315 metros de altitude às portas de Lisboa, com um fantástico nascer do Sol, de onde se vislumbram magníficas vistas (incluindo o Estuário do Tejo) e onde ainda cheira a campo.&lt;br /&gt;Um local, contudo, muito mal tratado e terrivelmente mal aproveitado. O parque não passa de um "projecto" disso mesmo, uma vergonha - em suma. A arquitectura das vivendas é, por vezes, ofensiva no seu mau gosto e no desleixo. Sente-se a falta de uma esplanada, de um café, de um restaurante, de um miradouro.&lt;br /&gt;Na Amoreira, tudo fica claro. A cidade é implacável e não vai poupar uma serra que, num país civilizado, seria uma área florestal, um sumidouro de dióxido de carbono, um "Monsanto 2" da Grande Lisboa. Veja-se o caso de Edimburgo, também presenteado com uma serra semelhante (uma "montanha" sagrada para os Celtas), onde floresce um fantástico parque, plenamente integrado no tecido urbano, em perfeita relação de complementaridade. Porque é que em Portugal nada é assim? Porque é que aqui é tudo "sem jeito"? Talvez por que a pobreza, a mediocridade e a falta de visão se alimentam a si próprias.&lt;br /&gt;Na Amoreira compreende-se, porventura como em nenhum outro local, como Odivelas é uma "Terra de Oportunidades" ... perdidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116880689892273595?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116880689892273595/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116880689892273595' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116880689892273595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116880689892273595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/01/amanhecer-na-amoreira.html' title='Amanhecer na Amoreira'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116847194173642000</id><published>2007-01-10T23:31:00.000Z</published><updated>2007-01-10T23:42:55.030Z</updated><title type='text'>Esquecimentos?</title><content type='html'>O Governo assinou hoje, com a LUSOLISBOA, o contrato da Concessão da Grande Lisboa. Juntamente com o desbloquear do processo tendente à conclusão do IC17/CRIL, tratam-se de iniciativas que importa louvar sem complexos, nem que seja pelo facto de se tratarem de impasses que se prolongavam à vários anos.&lt;br /&gt;A Concessão da Grande Lisboa vai permitir, nomeadamente, o prolongamento da actual "Radial da Pontinha" (IC16) de Belas até ao Lourel, de modo a criar uma alternativa (com portagem) ao IC19 para quem habita na linha de Sintra e garantindo, em particular, uma óptima acessibilidade a Sintra para quem habita no Concelho de Odivelas e gosta de queijadas e/ou travesseiros! Simultaneamente, vai também permitir ligar Ranholas ao Linhó e este a Alcabideche, favorecendo a articulação entre os concelhos de Sintra e Cascais e o descongestionamento da "Estrada do Autódromo".&lt;br /&gt;Integram ainda o objecto dessa concessão, para efeitos de exploração e conservação durante 5 anos, sem cobrança de portagens, um conjunto de lanços bem conhecidos de todos - nomeadamente, o IC 22 / "Radial de Odivelas" e o já citado IC17/CRIL, a "3.ª Circular de Lisboa". Ora, como também é do conhecimento geral, essas vias atravessam zonas fortemente urbanizadas sem serem dotadas dos necessários sistemas de protecção contra o ruído. O IC22 é, nesse aspecto, um caso paradigmático dado que corta Odivelas "ao meio" e possui uma acentuada pendente, o que obriga os veículos, quando o sobem, a fazerem-no em esforço, com a inevitável emissão de ruído, pelo que seria fortemente aconselhável que fosse dotado de barreiras apropriadas, para bem daqueles que aqui habitam.&lt;br /&gt;Ora, acontece que o Governo (e os autarcas envolvidos, deduzo eu) "esqueceram-se" que o IC22, o IC17 e as demais vias já em exploração (como o IP7 - Eixo Norte Sul) integradas na Concessão da Grande Lisboa precisam - urgentemente!- de protecções contra o ruído em muitos dos seus troços. É que, da leitura atenta do &lt;a href="http://www.dre.pt/pdf1sdip/2006/12/24800/85758610.PDF"&gt;Decreto-Lei n.º 242/2006&lt;/a&gt; de 28 de Dezembro (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário da República&lt;/span&gt;, 1.ª Série, n.º 248, pp. 8575 a 8610), que aprova as bases dessa concessão, apenas se vislumbra, entre outras responsabilidades da Concessionária, "a manutenção, em bom estado de conservação e perfeitas condições de funcionamento, do equipamento de monitorização, dos dispositivos de conservação da natureza e dos sistemas de protecção contra o ruído" (Base XLIV), nada se dizendo sobre a sua instalação de raiz nas vias exploradas sem cobrança de portagem, como são os casos do IC22/"Radial de Odivelas" e do IC17/CRIL.&lt;br /&gt;Ou então fizeram-se de esquecidos, o que é típico em Portugal. É que as contrapartidas financeiras para o Estado são chorudas, cifrando-se em muitos milhões de euros, 35 dos quais pagos logo na data da assinatura do contrato de concessão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116847194173642000?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116847194173642000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116847194173642000' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116847194173642000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116847194173642000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/01/esquecimentos.html' title='Esquecimentos?'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116825539871184376</id><published>2007-01-08T11:21:00.000Z</published><updated>2007-01-08T11:23:18.730Z</updated><title type='text'>Estranhos fenómenos eléctricos</title><content type='html'>Na sequência do grande apagão despoletado pelo corte de uma linha de alta tensão na Alemanha e que atingiu, nomeadamente, Odivelas, a Comissão Europeia anda a cerrar fileiras contra o sector energético. Em particular, várias eléctricas europeias estão a ser alvo de investigação por supostas práticas de cartel e pelos maus serviços prestados às populações e às empresas.&lt;br /&gt;Por cá também têm ocorrido "fenómenos" muito estranhos nesse sector. Já se conheciam os lucros faraónicos da &lt;a href="http://www.ren.pt"&gt;REN&lt;/a&gt; (110,7 milhões de euros, em 2005) que, para quem não sabe, trata-se da empresa responsável pelo transporte de electricidade e, desde 26 de Setembro de 2006, também do transporte, armazenamento e regaseificação do gás natural. Também já se sabia que esses lucros ocorreram em paralelo com um défice tarifário de muitos milhões que todos nós vamos ter que pagar nos próximos anos. E também já se sabia que os autarcas, nomeadamente, de Odivelas, de Loures, de Vila Franca e de Sintra não se preocupam mesmo nada com o facto de os seus concelhos serem atravessados por linhas de muito alta tensão tendo em vista abastecer de energia a zona favorecida e privilegiada da Grande Lisboa - leia-se, os concelhos de Lisboa, Oeiras e Cascais - como se o resto fosse simplesmente paisagem.&lt;br /&gt;Aquilo que não se sabia, e se ficou a saber na semana passada (com ampla divulgação na imprensa), é que o presidente da REN conseguiu do Ministro das Finanças a isenção do imposto de transmissões e do imposto de selo no âmbito da operação de transmissão dos activos de transporte, armazenamento e regaseificação do gás natural, facto que muito se estranha em época de contenção orçamental (os valores envolvidos não foram divulgados ao abrigo do sigilo fiscal). E também que o dito presidente está a contar com os bons ofícios do novo presidente do regulador (ERSE) para obter um tarifário mais favorável para a REN ao nível do transporte do gás. Em Economia, isto chama-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;abuso de posição dominante&lt;/span&gt;. Começamos, finalmente, a perceber por que razão o Eng. Jorge Vasconcelos (ex-presidente da ERSE) deu um murro na mesa.&lt;br /&gt;É importante notar que o transporte de electricidade e de gás são dois casos clássicos de monopólio natural, ou seja, de actividades económicas que são prestadas de forma mais eficiente por uma única empresa em vez de várias. Por isso são tradicionalmente assumidas pelo Estado, de modo a evitar abusos de posição dominante e a garantir lucros próximos de zero. Tal não implica que esse tipo de actividades não possam ser assumidas por privados desde que seja assegurada uma forte regulação pública, independente e avessa a pressões.&lt;br /&gt;O governo prepara-se para privatizar uma parte significativa da REN (fala-se em 19%) e está a capitalizar a empresa, como convém em tempos de aperto e de controlo do défice. Contudo, não pode deixar de assumir o seu papel de regulador de um sector fulcral para a competitividade das empresas e para o bem estar das populações. E tem que estar mais atento à forma como a REN transporta a energia eléctrica em meio urbano, utilizando soluções de recurso e evitando investimentos verdadeiramente estruturantes - nomeadamente, o enterramento das suas linhas nos espaços densamente povoados e o afastamento das subestações para locais mais periféricos da grande metrópole.&lt;br /&gt;Em particular, a conclusão da ligação da subestação de Alto de Mira (Amadora) à rede de 400 kV (através de duas linhas duplas) vai, ou não vai, tornar desnecessárias as três linhas de 220 kV que atravessam Odivelas? O poste no meio da Av. Abreu Lopes (da linha Fanhões-Alto de Mira 3) é para ficar para a posteridade ou é apenas uma situação provisória? E o que dizer sobre as várias linhas que atravessam o território de Vila Franca e Loures - uma das quais (a mais recente) com impacto visual inimaginável para um Estado-membro da União Europeia? Não passarão a ser estes problemas de mais difícil resolução a partir do momento em que a REN se tornar uma empresa de capital maioritariamente privado? Não poderia ser a privatização dessa empresa uma oportunidade única para resolver os mesmos?&lt;br /&gt;Tudo perguntas sem resposta, num país com contornos terceiro mundistas à beira mar plantado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116825539871184376?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116825539871184376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116825539871184376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116825539871184376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116825539871184376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/01/estranhos-fenmenos-elctricos.html' title='Estranhos fenómenos eléctricos'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116812680367586648</id><published>2007-01-06T23:39:00.000Z</published><updated>2007-01-07T20:26:59.966Z</updated><title type='text'>Ano 1</title><content type='html'>O blogue ODIVELAS:URBE faz hoje um ano.&lt;br /&gt;Antes de mais, gostaria de agradecer a todos os(as) leitores(as) e amigos(as) que têm acompanhado este projecto pioneiro e independente, nomeadamente, todos aqueles que têm contribuído com os seus comentários e desabafos. Os mesmos são sempre bem vindos! Deixo, aliás, um apelo aos leitores: não hesitem em enviar os vossos textos para pedro_afonso@sapo.pt dado que gostaria, no ano 2 que agora se inicia, de desenvolver um rubrica feita pelos leitores. Os textos serão publicados desde que esteja garantida a qualidade, a independência política e a coerência com a linha editorial que tem vindo a ser seguida neste espaço.&lt;br /&gt;O caminho até agora percorrido não foi fácil. Confesso que nem sempre me sinto inspirado para escrever sobre o território de Odivelas, não tanto pela falta de tema, mas sobretudo pelos mesmos erros do passado (nomeadamente, urbanísticos) que se continuam a observar todos os dias, pela ausência de espaços verdes e de lazer, pela grande passividade e pelas vistas curtas que se observa em muitas das pessoas que aqui habitam, pelos fenómenos de pobreza que se acentuam de dia para dia, pelas crianças que às vezes se observam a "brincar" dentro de contentores de lixo, pela falta de esperança no futuro que se sente quando se passeia pelas ruas da Cidade ou se anda de metro ou de autocarro. Escrever sobre Odivelas (e sobre a Grande Lisboa) é, antes demais, o exercício de auto-flagelo, um olhar para uma realidade que, em muitos casos, está muito longe do Portugal imaginado e que gostaríamos de legar para as gerações vindouras. É um exercício compensador mas altamente sofrido.&lt;br /&gt;Vamos, contudo, continuar - sobretudo por respeito ao leitores habituais e a todos aqueles que se revêem, pelo menos em parte ou ocasionalmente, naquilo que tem vindo a ser dito e mostrado neste espaço de reflexão.&lt;br /&gt;Vamos também continuar porque há vários temas que ainda não foram suficientemente tratados - como as AUGI - ou nem sequer ainda trabalhados - como o desemprego. Vamos também tentar falar mais sobre a Póvoa de Santo Adrião, o Olival Basto, a Pontinha, Famões, Caneças e a Ramada, procurando não concentrar excessivamente as análises na freguesia sede de concelho, como tem vindo a acontecer até agora.&lt;br /&gt;E vamos procurar aumentar a periodicidade da edição de textos mas sem cair na tentação da banalidade e naquilo que já se sabe através da imprensa local e nacional. Este espaço pretende-se de reflexão sobre temas estruturantes e não sobre "fait divers" e eventos ou iniciativas de ocasião.&lt;br /&gt;Importa relembrar a missão com que o mesmo foi criado, em 6 de Janeiro de 2006: "com o blogue ODIVELAS:URBE pretende-se desenvolver um espaço de reflexão em torno de um território tão problemático e, simultaneamente, tão fascinante como é o caso do Concelho de Odivelas e, em particular, da respectiva cidade sede de concelho. Pretende-se que esse espaço de reflexão seja simultaneamente apartidário, construtivo e eclético".&lt;br /&gt;Bom ano para todos, sobretudo para os mais necessitados e para aqueles em que o presente e o futuro teima em não sorrir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116812680367586648?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116812680367586648/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116812680367586648' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116812680367586648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116812680367586648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2007/01/ano-1.html' title='Ano 1'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116689059344061441</id><published>2006-12-23T16:11:00.000Z</published><updated>2007-02-01T01:03:44.746Z</updated><title type='text'>O poste de Natal</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/981445/116_1643.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/791262/116_1643.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Para todos o(a)s amigo(a)s e leitores assíduos deste espaço de reflexão, sinceros votos de um santo e feliz Natal!&lt;br /&gt;Como postal optei, não pela tradicional árvore, mas por um poste de alta tensão e por uma sugestão, dirigida aos nossos responsáveis autárquicos: por que não decorar com iluminações de Natal, em ano de orçamento mais folgado, os muitos postes que "ornamentam" o nosso concelho, seguindo o exemplo da prática adoptada por um conhecido banco no Terreiro do Paço? Seria, seguramente, a maior concentração da Europa, e talvez do mundo, de árvores de Natal gigantes! E seríamos ainda mais grandes nas árvores de Natal e ... pequenos em quase tudo.&lt;br /&gt;Feliz Natal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116689059344061441?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116689059344061441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116689059344061441' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116689059344061441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116689059344061441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/12/o-poste-de-natal.html' title='O poste de Natal'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116665570304748444</id><published>2006-12-20T22:58:00.000Z</published><updated>2006-12-23T16:17:31.260Z</updated><title type='text'>A cidade comercial</title><content type='html'>&lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Pertenço a uma geração que cresceu fascinada com os primeiros centros comerciais que se construíram em Lisboa, com o “Apolo 70” e com o vizinho “Arco-Íris”, com o “Centro Comercial de Alvalade” ou com o “Imaviz”. Eram (e são) espaços, em geral, interessantes na medida em que complementam e prolongam a rua, favorecendo a urbanidade. De alguma forma, “destroem” o quarteirão, garantindo alguma permeabilidade ao respectivo interior – algo que os urbanistas modernos tanto apreciam.&lt;br /&gt;O resto da história é mais ou menos conhecida de todos. Primeiro vieram as Amoreiras, depois o Cascais Shopping e o Colombo, e assim por diante. Hoje, imperam os grandes centros comerciais, verdadeiras (?) cidades dentro da cidade, ou melhor, da metrópole, dado que, nos últimos anos, esses grandes espaços comerciais têm-se desenvolvido fundamentalmente nos subúrbios. Só no eixo Odivelas-Loures contam-se três, e vem já um quarto a caminho, sensivelmente na fronteira entre os concelhos da Amadora e de Odivelas.&lt;br /&gt;Muito se tem falado sobre os efeitos nefastos dos mega-centros comerciais no comércio tradicional ou no congestionamento do tráfego automóvel, dado localizarem-se, tipicamente, junto aos principais eixos viários (com o problema a acentuar-se com o aproximar do Natal). Contudo, pouco se fala sobre os efeitos, igualmente nefastos, desses espaços na vida citadina. Organizados como uma pequena cidade, com ruas e praças, os grandes centros comerciais têm vindo a substituir a cidade tradicional como espaço de passeio e de encontro. Se na cidade anglo-saxónica tal não é, porventura, muito dramático, na cidade de tradição mediterrânica é-o seguramente, dado que aqui o espaço público, nomeadamente a rua e a praça, têm uma importância histórica na forma como as pessoas se relacionam e convivem.&lt;br /&gt;Descobri, por acaso, um interessante artigo em que este problema é tratado “sem papas na língua”, do Arq.º Miguel Silva Graça. Chama-se “Espaços públicos e uso colectivo de espaços privados” (disponível em &lt;a href="http://ecultura.sapo.pt/PublicacaoSearch.aspx"&gt;ecultura.sapo.pt&lt;/a&gt;) e é uma óptima leitura para esta quadra natalícia, para quem gosta de “ver” o outro lado das coisas. Eis um pequeno extracto, que não dispensa a leitura do artigo na íntegra:&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“Liberta dos seus centros e limites, por um novo modelo de cidadania consumidora, a vivência da cidade já não se constrói através de vínculos com os espaços urbanos centrais ou representativos. Substituindo-se a estes, surgem novos espaços privados que se multiplicam nos seus centros e zonas suburbanas.&lt;br /&gt;“Contrastando com uma envolvente fragmentada e descontínua – que acaba abruptamente em vazios, becos sem saída ou em nós viários – os centros comerciais, os parques temáticos, os estádios de futebol ou outras formas híbridas de oferta de consumo e lazer, oferecem espaços arquitectónicos cuidadosamente harmonizados, artificialmente ordenados e permanentemente vigiados. Quase sempre associados a galerias comerciais, áreas de restauração, parques de diversão ou mesmo a zonas de convívio e de descanso, encontramos enquanto denominador comum destes espaços a busca da evasão e da diversão através da via redentora do consumo.&lt;br /&gt;“De entre os vários exemplos, é talvez o centro comercial o que melhor ilustra este modelo, pelas altas taxas de intensidade de uso que evidencia. Pelo carácter mimético que procura formalmente atingir, o centro comercial pode facilmente substituir as vivências urbanas por uma experiência que apesar de possuir um carácter “ageográfico”, satisfaz, através de uma “simulação controlada”, as necessidades de sociabilidade e de “obsessão pela segurança” que os seus utilizadores não conseguem satisfazer plenamente noutros espaços públicos tradicionais.”&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin-bottom: 0cm;"&gt;De qualquer forma, penso que nem tudo está perdido. Veja-se esse “oásis” lisboeta chamado Picoas Plaza que, pelo menos a mim, fez-me voltar a gostar de uma zona da cidade que parecia perdida para sempre. A óptima livraria também ajuda!&lt;br /&gt;Boas compras de última hora!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116665570304748444?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116665570304748444/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116665570304748444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116665570304748444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116665570304748444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/12/cidade-comercial.html' title='A cidade comercial'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116621086989909623</id><published>2006-12-15T19:22:00.000Z</published><updated>2006-12-15T19:27:52.626Z</updated><title type='text'>Palmeiras (III)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/1600/861407/Palmeiras%20III.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1146/2071/320/356218/Palmeiras%20III.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Califórnia? Marrocos? Não! Odivelas, Portugal!&lt;br /&gt;Trata-se de um conjunto de magníficas palmeiras centenárias que, juntamente com um mirante (também conhecido como "Castelinho"), sobreviveram ao loteamento da Quinta de Nossa Senhora do Monte do Carmo. Um bom exemplo que mostra como urbanizar não é incompatível com desenvolvimento e bem estar.&lt;br /&gt;Urbanizar pode significar, como aconteceu neste caso, que património natural e construído, outrora de acesso privado, passou a estar acessível a todos.&lt;br /&gt;Bom fim-de-semana de sol e compras!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116621086989909623?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116621086989909623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116621086989909623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116621086989909623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116621086989909623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/12/palmeiras-iii.html' title='Palmeiras (III)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116583569238889730</id><published>2006-12-11T11:07:00.000Z</published><updated>2007-01-30T11:38:24.116Z</updated><title type='text'>Um concelho sem rumo? (I)</title><content type='html'>No interessante blogue &lt;a href="http://umrumo.blogspot.com/"&gt;Um Rumo&lt;/a&gt;, Miguel Xara-Brasil tem vindo a defender a tese de que a CMO não teve, nem tem, uma estratégia para o desenvolvimento do Concelho de Odivelas.&lt;br /&gt;Penso, sinceramente, que tal não corresponde inteiramente à verdade. De facto, desde o tempo do Dr. Varges que existe um rumo muito claro implícito, nomeadamente, nas políticas urbanísticas: transformar Odivelas num subúrbio de quadros médios e superiores - talvez seguindo o exemplo do que a Amadora fez com Alfragide ou Sintra com Massamá, também conhecida como a "Cascais da Linha de Sintra". Sinal indiscutível desse rumo é qualidade arquitectónica e de construção acima da média que as novas urbanizações tipicamente apresentam (nomeadamente, as Colinas do Cruzeiro, em Porto Pinheiro, e o Amorosa Place, também conhecido como "Mar da Califórnia") ou a aposta na construção de um centro cultural - um tipo de equipamento orientado para um público muito específico e letrado.&lt;br /&gt;Esta estratégia, implícita nas políticas municipais, faz algum sentido, por várias razões.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a produção de habitação nova em Lisboa dirigida à classe média alta tem vindo a apresentar nos últimos anos algumas contigências importantes. Telheiras, que foi durante vários anos o destino de excelência dos quadros jovens, já está praticamente urbanizada na íntegra e apresenta alguns problemas de segurança devido à proximidade de bairros problemáticos. O Parque das Nações é, como já aqui se defendeu (cf. &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/finalmente.html"&gt;Finalmente&lt;/a&gt;), cada vez mais o "Parque das Ilusões", um local onde a habitação nem sempre vale aquilo que custa, a "Reboleira dos ricos" - de acordo com alguma má língua nacional. Sobra a &lt;a href="http://www.viveraltadelisboa.blogspot.com/"&gt;Alta de Lisboa&lt;/a&gt;, que tem um grande problema: não era a Musgueira um dos bairros mais perigosos da Região de Lisboa (e do País), onde a Polícia nem sequer ousava entrar? E não informa a imprensa, com alguma frequência, a ocorrência de tiros para aqueles lados?&lt;br /&gt;Ora, Odivelas, na sua mediania, tem várias potencialidades não menosprezáveis. Para além de solo livre para urbanizar (actualmente, sobretudo em Famões), não foi um espaço tão castigado em termos urbanos nas últimas décadas como a Amadora, Agualva-Cacém, Queluz, Tapada das Mercês, Santo António dos Cavaleiros (parte alta) e outros locais similares da periferia mais próxima de Lisboa. Talvez devido à existência de um importante monumento nacional (o Mosteiro de S. Dinis), nota-se que na Cidade de Odivelas - sobretudo na sua zona mais central - sempre houve algum cuidado por parte do urbanizador (veja-se, por exemplo, a Quinta do Mendes), nomeadamente quando se compara esta cidade com casos como os acima mencionados.&lt;br /&gt;Uma das facetas dessa posição relativamente favorável no contexto suburbano lisboeta é a existência de alguma "paz social". Em particular, Odivelas não consta do mapa dos bairros considerados como os mais problemáticos da região de Lisboa, algo que Lisboa, Cascais, Oeiras e Loures, para além da massacrada Amadora, não se podem gabar.&lt;br /&gt;Paralelamente, Odivelas tem ainda importantes vantagens locativas: para além da proximidade óbvia a Lisboa, é relativamente bem servida de transportes públicos (o factor Metropolitano) e de importantes eixos viários (CRIL, CREL, A8), que permitem ao odivelense colocar-se em qualquer lado com facilidade. As conclusões da CRIL e do IC16, recentemente anunciadas pelo Governo, vão acentuar a centralidade de Odivelas, colocanda-a a 15-20 minutos de Belém e de Sintra - o que não é mau para quem já está a menos de 5 minutos de Lisboa, a 10 minutos do Parque das Nações e a 15 minutos da Linha de Cascais. Ou seja, os principais locais de lazer dos lisboetas metropolitanos da Margem Norte vão ficar todos a menos de 20 minutos num futuro próximo. E já não falo do Oeste, que "está mesmo aqui ao lado".&lt;br /&gt;Odivelas tem ainda algumas características biofísicas muito interessantes, como uma exposição solar e aos ventos dominantes de NW favorável, uma serra apaixonante (Amoreira), um pinhal e uma várzea únicas no contexto metropolitano (Paiã), uma terra (ainda) bonita que se chama Caneças, ribeiras, colinas, vistas. E uma história rica e fidalga. Quantas terras da região de Lisboa (e do País) se podem gabar de ter um monarca sepultado, e logo D. Dinis!&lt;br /&gt;Em segundo lugar, a aposta em habitação dirigida a quadros tem ainda uma importante vantagem (para além das receitas autárquicas...): permite contrabalançar a matriz social dominante no território e pode ajudar a melhorar a imagem que o Concelho emite para o exterior, que, como se sabe, não é famosa. E já está a refrescar o Concelho em termos geracionais (a importância da atracção e da fixação de casais jovens com filhos) e em termos de poder de compra, com benefícios óbvios para o comércio local. Só para se ter uma ideia da importância das novas urbanizações, a Cidade de Odivelas tinha, em 2001, sensivelmente 50 mil habitantes; ora, só na Urbanização da Quinta do Porto Pinheiro vão viver seguramente mais de 10 mil pessoas, dados os seus 4127 fogos (cf. Ferreira, J. R., &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Obriverca 20 anos&lt;/span&gt;, Caleidoscópio, Casal de Cambra, Junho de 2005)! O impacto social, económico e político não será, seguramente, pequeno.&lt;br /&gt;O problema não está nesta estratégia, que me parece acertada e que está, aliás, a ser prosseguida por todos os concelhos da primeira cintura de suburbanização de Lisboa (Amadora, Loures, Vila Franca, Oeiras), com uma ocupação desenfreada de todos os espaços urbanos intersticiais ainda existentes. O problema está na forma como essa estratégia tem vindo a ser implementada em Odivelas.&lt;br /&gt;De facto, construir cidade para "doutores e engenheiros" não é bem a mesma coisa do que fazê-lo para a "rapariguinha do shopping" - relembrando uma canção antiga de Rui Veloso. Quem investe 50, 60 ou 70 mil contos numa habitação permanente quer espaços urbanos cuidados, quer jardins e parques infantis, quer segurança, quer ruas limpas, quer equipamentos de qualidade. E não quer, acho eu, postes de alta tensão em cima da cabeça. É esse salto qualitativo que, sinceramente, acho que ainda não foi dado. Ou, então, o salto tem sido maior do que a perna.&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Continua&lt;/span&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116583569238889730?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116583569238889730/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116583569238889730' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116583569238889730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116583569238889730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/12/um-concelho-sem-rumo-i.html' title='Um concelho sem rumo? (I)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116516605355581152</id><published>2006-12-03T17:09:00.000Z</published><updated>2007-01-22T02:26:30.883Z</updated><title type='text'>Cafés, cheias e periferias</title><content type='html'>Escreveu José Pacheco Pereira, na sua última crónica no Público ("Sentimentos misturados", quinta-feira, 30-11-2006; também publicada no &lt;a href="http://www.abrupto.blogspot.com/"&gt;Abrupto&lt;/a&gt; em 1-12-2006), que no final da década de 60 em Lisboa "ainda havia «cidade», dizia Jorge Silva Melo [numa entrevista concedida à RTP], ainda havia bairros, ainda havia cafés, teatros, cinemas. Nos cafés, lugar emblemático do convívio permitido no tardo-salazarismo, descreve-se o ambiente do Monte Carlo, da Grã-fina, do Vavá, com os seus grupos diferenciados e as suas hierarquias".&lt;br /&gt;Mais à frente Pacheco Pereira refere que "Jorge Silva de Melo falou também desse momento único da experiência estudantil militante dos anos 60 que foi a tragédia das inundações, quando centenas de estudantes (...) foram ajudar as vítimas ainda a desgraça estava em curso, nas operações de salvamento, de recolha dos mortos, da ajuda aos vivos, de salvamento do pouco que sobrava entre a lama. Nessa intempérie, não muito diferente da que caiu na semana passada, morreu um número desconhecido de pessoas. A censura nunca permitiu que se soubesse o número exacto e muita gente desapareceu desde então". Refira-se que só na região de Odivelas, uma das mais atingidas pela grande cheia da noite de 25 para 26 de Novembro de 1967, estima-se que tenham morrido mais de 300 pessoas!&lt;br /&gt;Refere ainda Pacheco Pereira que "Jorge Silva Melo fala da descoberta desde mundo de pobreza suburbana, que se acentuava no reverso do «milagre económico português» que estava em curso". Relembre-se que é durante o consulado de Marcelo Caetano que Portugal atinge as mais elevadas taxas de crescimento do PIB conhecidas. E continua: "Mas Jorge Silva Melo está (como eu) entre dois mundos: o que gostamos é o que desgostamos. Nas suas memórias entrevistadas está uma contradição que não se sabe resolver. Ele gosta da «plebe», da «canalha» de Gomes Leal, da malta suburbana que fala o português do Kuduro, e queixa-se ao mesmo tempo que ninguém vai ao teatro nesta «não cidade» em que vivemos. Claro que ninguém vai ao teatro, claro que acabaram os cafés (pelo menos em Lisboa), claro que se desertificaram os bairros (...) exactamente porque os filhos deserdados das cheias, os filhos dos operários do Barreiro, os filhos das criadas de servir (...) mandam no consumo e o mundo que eles querem é muito diferente. Eles entraram pelos cafés dentro e transformaram-nos em snackbars e em lanchonetes, entraram pelas televisões e querem os reality shows, entraram pela "cultura" e pela política e não querem o que nós queremos, ou melhor, o que nós queríamos por eles".&lt;br /&gt;Penso, com os limites da minha inteligência, que há aqui alguns raciocínios algo apressados. Primeiro, os cafés ainda não acabaram em Lisboa. O mais antigo café de Lisboa - o Martinho da Arcada (cf. Marina Tavares Dias, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lisboa Desaparecida&lt;/span&gt;, Quimera, 1987) - lá se vai aguentando, como restaurante. Também o Nicola e a Brasileira do Chiado continuam de portas abertas e cheios de gente. Esse lugar horroroso chamado Mexicana também. E o Império também ainda não morreu, à custa da sua reconversão, dizem (ainda não lá fui), em "Cabaret da Coxa". Naturalmente que houve e há perdas dolorosas a reportar - como a saudosa Capri ou a Pastelaria Roma. Mas também é verdade que têm surgido alguns cafés simpáticos e cuidados em Lisboa, às vezes conciliando a faceta de café e de bar, apesar de muitas vezes adoptarem um formato "franchisado", o que lhes retira algum encanto e genuinidade.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, se é verdade que a matriz social da frequência desses e dos demais cafés de Lisboa deverá ter mudado muito desde os finais da década de 60, tal deve-se, talvez menos aos citados fenómenos de transformação das classes "dominantes", mas sobretudo ao despovoamento da Capital bem como ao aprofundamento da sua especialização em actividades de serviços. Os cafés de Lisboa são cada vez mais espaços para "comer qualquer coisa" ao almoço durante a semana de trabalho e menos para conviver, para ler e para estudar. Lembro-me, dos meus tempos de estudante, ser raro o café lisboeta onde era permitido estudar. Havia, aliás, uma "trupe" que estudava em cafés (onde eu me incluía) e que se conhecia por frequentar os dois ou três sítios onde essa prática era tolerada.&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, daquilo que vou conhecendo dos subúrbios de Lisboa, parece-me que o que terá acontecido foi uma transferência dos cafés de Lisboa para a periferia, acompanhando os próprios movimentos da população residente. A questão é fundamentalmente económica: os cafés são serviços de proximidade, que tendem a acompanhar a procura, ou seja, os locais para onde as pessoas foram viver, e não a manter-se em determinado lugar central, esperando que as pessoas efectuem deslocações longas até eles. Quem está disposto a andar, regularmente, 20 ou 30 minutos de carro para tomar café? O Califa, em Benfica, não foi e é um exemplo desse tipo de deslocalização do centro para a periferia? Ou a Casa dos Cafés da Portela - esse fenómeno genuinamente suburbano, que já foi exportado para tudo o que é centro comercial e até para o Bairro da Graça (curiosamente, também um subúrbio operário de outros tempos)?&lt;br /&gt;Penso, sinceramente, que os cafés foram para onde está a vida, que é nos subúrbios e em algumas zonas mais periféricas do Concelho de Lisboa. Ainda outro dia Eduardo Prado Coelho, na sua crónica habitual no Público, referia esse fenómeno.&lt;br /&gt;Odivelas é um interessante "case study" neste âmbito: cafés acolhedores, genuínos e simpáticos como "La Maison du Café" ou "Café &amp; Companhia", ambos no Chapim, não se encontram com facilidade em Lisboa. Ou os incontornáveis "O Forno da Cidade" (Ribeirada) ou "Viriato" (Jardim da Radial - Ramada), também com serviço de pastelaria. Em particular, neste último é possível adquirir aqueles que são provavelmente os melhores pastéis de nata que se fabricam em Lisboa e arredores, que fazem corar os centenários Pastéis de Belém.&lt;br /&gt;Entendo aqui como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;café&lt;/span&gt; um espaço de lazer, com mesas e cadeiras e, eventualmente, esplanada, onde o utente se sente em casa, onde não sente "pressing" para se ir embora, onde pode ir acompanhado dos amigos, dos jornais e dos livros, onde pode discutir e desenvolver ideias e aprender olhando e sendo visto.&lt;br /&gt;Os cafés estão profundamente enraizados nos hábitos do portugueses e dificilmente desaparecerão por completo. Não disse Almeida Garrett que bastava entrar no café para se conhecer a terra onde se estava?&lt;br /&gt;P.S. 1 - Uma das modas deste Natal são as máquinas de café a 250 euros a peça. Será um prenúncio do fim dos cafés, mesmo nos subúrbios, ou apenas mais uma "nova-riquisse" bem à portuguesa?&lt;br /&gt;P.S. 2 - No &lt;a href="http://www.abrupto.blogspot.com/"&gt;Abrupto&lt;/a&gt;, Pacheco Pereira ilustra o seu "post" "Sentimentos misturados" com algumas fotografias das cheias da década de 60. Se não é Odivelas, imita muito bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116516605355581152?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116516605355581152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116516605355581152' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116516605355581152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116516605355581152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/12/cafs-cheias-e-periferias.html' title='Cafés, cheias e periferias'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116475409953745861</id><published>2006-11-28T22:36:00.000Z</published><updated>2006-11-28T22:48:19.550Z</updated><title type='text'>O vale esquecido</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/117_1702.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/117_1702.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Quinta do Barruncho localiza-se num magnífico vale, onde ainda corre uma ribeira cristalina em cuja várzea, não muito grande, o agricultor urbano mantém a sua horta (e ainda bem!). Nesse vale, esquecido pelo urbanizador, ainda é possível escutar o silêncio, de vez em quando interrompido por um "quad" ou "jipe" de um domingueiro sedento de ar puro, campo aberto e trilhos. O local é também óptimo para a prática de BTT.&lt;br /&gt;Ao longo desse vale estabelece-se parte da fronteira oriental entre Odivelas e Loures. O projectado PDM (Plano Director Municipal) de Odivelas prevê a integração, da encosta poente do vale, na Estrutura Ecológica Complementar do Concelho (cf. infomail da CMO "Odivelas, o Futuro constrói-se Hoje", de Maio de 2006). Esperemos que na versão final do PDM tal se mantenha. E também que se projecte para aqui um belo parque urbano, que talvez não ficasse tão bem na fotografia como o projectado para a entrada da Cidade mas que, certamente, seria mais aprazível e agradável para utilizador, dadas as potencialidades existentes.&lt;br /&gt;O leitor curioso poderá aceder ao vale pela zona Norte da Codivel (preferencialmente) ou então pelo Casal do Privilégio ou pelo Casal do Monte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116475409953745861?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116475409953745861/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116475409953745861' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116475409953745861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116475409953745861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/o-vale-esquecido.html' title='O vale esquecido'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116396866410297110</id><published>2006-11-19T20:31:00.000Z</published><updated>2006-11-20T22:34:25.826Z</updated><title type='text'>Quinta do Barruncho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/116_1698.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/116_1698.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Faz hoje precisamente oito anos que a Assembleia da República aprovou por unanimidade a criação do Concelho de Odivelas. Permitam-me os prezados leitores que comemore esta data histórica, que coincide com o feriado municipal, com uma pequena história.&lt;br /&gt;No território do Concelho de Odivelas localizam-se, ainda, algumas quintas, sobretudo nas freguesias de Caneças e Famões. Contudo, só uma é digna de constar da monumental obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quintas e Palácios nos Arredores de Lisboa&lt;/span&gt;, de Anne de Stoop (Porto: Livraria Civilização, 1985). Trata-se da Quinta do Barruncho que fica, algo dissimulada pelo arvoredo do seu frondoso parque, na Póvoa de Santo Adrião.&lt;br /&gt;Revela-nos essa autora que "a quinta hoje conhecida pelo nome de Quinta do Barruncho chamava-se, noutros tempos, Quinta da Granja (da Paradela) ou Quinta da Nossa Senhora do Rosário, a quem tinha sido dedicada a capela. (...) A casa, construída por volta de 1700, teria sido uma comendadoria da Ordem de Malta, o que explicaria o tamanho imponente da capela. (...) A fachada da construção principal, que evoca um pouco o barroco dos países do Norte, é duma grande originalidade. Tendo por centro a capela, é sobrepujada por uma larga empena trabalhada, no cimo da qual fica uma cruz com um campanário de cada lado. No interior, a capela guarda ainda o famoso Senhor do Bom Princípio, magnífico crucifixo contemporâneo da construção do edifício. A arquitectura deste templo majestoso, um pouco austera, foi enriquecida mais tarde, por volta de 1740, com uma decoração de azulejos azuis e brancos de muito boa qualidade. (...) À direita, é ilustrada a célebre batalha de Lepanto onde, em 1571, as forças cristãs, comandadas por D. João de Áustria, esmagaram a frota otomana, ajudadas, entre outros, pelos cavaleiros da Ordem de Malta. (...) A evocação dum acontecimento histórico preciso é relativamente rara nas pinturas sobre azulejo (...)" (p. 53).&lt;br /&gt;Muito mais haveria a dizer sobre a singularidade da Quinta do Barruncho na região de Lisboa. Apenas direi o seguinte: após oito anos de elevação de Odivelas a concelho, a sua mais importante quinta continua a ser servida por um caminho de cabras manhoso que atravessa um bairro de barracas (com o devido respeito para os seus moradores). O que é que têm andado a fazer os nossos autarcas nos últimos anos, que nem conseguem acarinhar o que de melhor o Concelho tem, a começar pelas pessoas e acabando no património histórico? De património histórico recuperado, sinceramente só me lembro da Quinta da Memória...&lt;br /&gt;Parabéns, Odivelas!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116396866410297110?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116396866410297110/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116396866410297110' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116396866410297110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116396866410297110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/quinta-do-barruncho.html' title='Quinta do Barruncho'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116341408605103823</id><published>2006-11-13T10:31:00.000Z</published><updated>2006-11-20T15:39:07.270Z</updated><title type='text'>Esclarecimentos</title><content type='html'>Disse o prezado leitor Carlos Pinto a propósito do meu "post" &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/10/palmeiras-ii.html"&gt;Palmeiras (II)&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;"Que demagogia pura e dura!!&lt;br /&gt;O que se fazia? Não se plantavem palmeiras ou outras árvores na avenida em questão? Derrubava-se o poste da EDP que está lá ao fundo?&lt;br /&gt;Esta não dá para compreender...&lt;br /&gt;Qual é a sua proposta? Plantar árvores onde não haja qualquer vestígio de civilização?&lt;br /&gt;Com lógicas destas continuavamos a viver nas cavernas...&lt;br /&gt;Importa-se de fundamentar ou dizer onde quer chegar, p.f.?"&lt;br /&gt;Muito obrigado pelo seu comentário. Reconheço que me tem faltado inspiração, e tempo, para explicar melhor aquilo que penso.&lt;br /&gt;Vamos por partes.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, as cidades sempre me fascinaram na sua multiplicidade de edifícios, espaços públicos, actividades económicas, raças e credos. As verdadeiras cidades são os espaços mais tolerantes que existem, onde diferentes classes sociais e culturas conseguem coexistir, onde cada um pode muito bem fazer e pensar aquilo que bem lhe apetecer (naturalmente, com certos limites), onde a liberdade individual pode ser exercida com alguma margem de manobra. As cidades são também fascinantes porque estão sempre a mudar e são imperfeitas e incompreensíveis por natureza. Por exemplo, a Economia tem alguma dificuldade em explicar o gregarismo das pessoas e das actividades económicas, remetendo muitas vezes as suas análises para o conceito difuso de "economias de aglomeração".&lt;br /&gt;As cidades são inevitáveis e temos que aprender a gostar delas, algo que nem sempre é fácil em Portugal, que "queimou" as etapas da transição de uma sociedade fundamentalmente rural para uma sociedade fundamentalmente urbana talvez depressa demais, em apenas 20-30 anos. Odivelas é um território fascinante porque encerra "cidade" na verdadeira acepção da palavra e porque permite compreender, de forma muito clara, as tensões que essa transição gerou e continua a gerar no espaço e nas gentes (vejam-se, por exemplo, as AUGIs).&lt;br /&gt;Em segundo lugar, não tenho nada contra as palmeiras que são, tal como as cidades, diversas e fantásticas, para além de nos transportarem para os imaginários mourisco e californiano - duas referências importantes na maneira tipicamente portuguesa de estar na vida. Por isso tenho vindo a divulgar, não com a regularidade que gostaria, alguns exemplares que embelezam o nosso concelho (e são muitos, felizmente!).&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, considero que as zonas verdes, bem como outras zonas sensíveis em termos ecológicos (por exemplo, as ribeiras), devem estruturar a nova cidade que se vai, inevitavelmente, construindo. Esta minha perspectiva exige um pequeno enquadramento para ser plenamente compreendida.&lt;br /&gt;Em finais do século XIX, com a plena afirmação da revolução industrial, a cidade dita tradicional, planeada ou não mas tendo como principais elementos estruturantes a rua e o quarteirão, apresentava sinais de marcada doença: grande promiscuidade de usos do solo tipicamente incompatíveis (por exemplo, indústrias fortemente poluentes e habitação), insalubridade, congestionamento. Como resposta a esse estado das coisas surgiram, na transição do século XIX para o século XX, as cidades-jardim - de baixa densidade, com predominância de espaços verdes e com unidades de vizinhança estruturadas por impasses - e, já em pleno século XX (anos 20-30), a cidade imaginada pelo Movimento Moderno.&lt;br /&gt;O apartamento constitui a base da cidade moderna, sendo agrupado em blocos de habitação dispostos livremente no terreno tendo em vista maximizar a insolação. A construção em altura, que a invenção do elevador potencia e que o betão possibilita com economia, é vista pelo Movimento Moderno como uma oportunidade de maximização do espaço público que fica, assim, mais liberto para as árvores e para os equipamentos colectivos, nomeadamente, de lazer como os complexos desportivos. A cidade deixa de ser estruturada pela rua e pelo quarteirão e passa a sê-lo por um sistema hierarquizado de vias de comunicação, pensado para a circulação do autómovel (entretanto, em plena afirmação), e por amplos espaços verdes. "Céu, árvores, betão e vidro" eram, por ordem decrescente de importância, os elementos do urbanismo moderno, de acordo com o mais influente arquitecto e urbanista do Movimento Moderno, &lt;a href="http://www.fondationlecorbusier.asso.fr/"&gt;Le Corbusier&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Os modernistas acreditavam, com alguma ingenuidade, que o planeamento e a construção padronizada seriam capazes de garantir o bem estar e a felicidade dos habitantes das cidades. Contudo, a cidade pensada pelo Movimento Moderno encerra vários problemas: tende a criar uma certa melancolia, que pode descambar em depressão generalizada, pode criar "guetos" (presentes ou futuros) quando o zonamento foi praticado com intensidade e depende muito da qualidade arquitectónica dos edifícios bem como da qualidade e da manutenção periódica dos espaços verdes, com os respectivos custos associados. Ou seja, o sucesso da cidade moderna depende muito da boa vontade dos promotores, dos construtores e das autarquias: em vez de "Céu, árvores, betão e vidro", rapidamente se passou a ter "muito betão, algum vidro, pouco céu e poucas ou nenhumas árvores". Subir a encosta de Santo António dos Cavaleiros em direcção à Cidade Nova ilustra bem como é tão fácil deturpar o urbanismo moderno, com os resultados conhecidos de todos.&lt;br /&gt;À cerca de 10-15 anos, os elementos da cidade dita tradicional, como a rua, a avenida, a rotunda, o quarteirão e a praça (menos, esta última) têm regressado em força às urbanizações que se têm feito de raiz, pelo menos, na Área Metropolitana de Lisboa. A reacção aos problemas do urbanismo moderno não são a única explicação para esse fenómeno: a cidade de morfologia mais tradicional, se é verdade que propicia o surgimento de espaços com maior "urbanidade", quando associada à construção em altura garante maiores densidades (leia-se, receitas para as autarquias) e tem ainda a grande vantagem de custar menos a manter porque se podem reduzir os espaços verdes a pequenos jardins (ou canteiros) complementados, por vezes, com o ajardinamento das principais artérias ou com "parques urbanos" (mais mediáticos e propiciando o conhecido "corte de fita").&lt;br /&gt;As urbanizações que se têm feito nos últimos anos em Odivelas seguem, em geral, esta via de pensamento. O Jardim da Radial, que de jardim não tem muito, é um bom exemplo: uma massa densa de prédios intercalada com dois ou três jardins bem cuidados para ajudar a compor o ramalhete. Ou a mais conseguida Quinta Nova, com os seus interessantes quarteirões abertos num dos lados, que constrastam bem com o Chapim, de inspiração mais modernista.&lt;br /&gt;Porto Pinheiro adopta, em geral, este tipo de abordagem mais tradicional de cidade mas apresenta vários problemas: grande densidade; ausência de espaços verdes significativos (até agora, só se vislumbram as margens de uma ribeira); supostas unidades de vizinhança em banda maximizando o aproveitamento do declive; 3 linhas de muito alta tensão misturadas no meio dos prédios e das rotundas em vez de estarem ou enterradas ou balizadas por um espaço canal verde; proximidade de um centro comercial que poderá tornar inviável muito do pequeno comércio tradicional de bairro que se está a tentar implementar; palmeiras meramente decorativas para iludir o morador e o visitante, tal como os bons materiais em geral empregues na construção.&lt;br /&gt;É isto o futuro que queremos para as nossas cidades? Eu acho que não!&lt;br /&gt;Talvez devido à minha formação em Economia, em que o racionalismo cartesiano está sempre presente, a cidade (e a arquitectura) moderna exerce sobre mim grande fascínio. Experiências como o Bairro das Estacas, em Alvalade, Nova Oeiras, certas partes dos Olivais ou a Portela de Sacavém atraem-me particularmente, tal como a ideia, muito modernista e nada enraizada em Portugal, de que a cidade do subúrbio pode ser um local fantástico para se viver, não muito longe do centro mas suficientemente longe para se descomprimir ao fim-de-semana com as árvores sempre por perto.&lt;br /&gt;Contudo, reconheço que uma cidade completa e viva necessita de ruas, de praças, de locais onde a vida fervilha e o inesperado acontece. Por isso, defendo que cidade deve conciliar elementos de desenho urbano mais tradicionais com outros de cariz mais moderno, como acontece, de forma muito feliz, no Bairro de Alvalade, em Lisboa - porventura, a última grande experiência urbanística de que Portugal se pode orgulhar.&lt;br /&gt;Curiosamente, também em Odivelas existem esses vários tipos de cidade dada a sua já longa história de (sub)urbanização. É também isso que a torna um interessante estudo de caso, nem sempre fácil de analisar e de compreender na sua plenitude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116341408605103823?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116341408605103823/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116341408605103823' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116341408605103823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116341408605103823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/esclarecimentos.html' title='Esclarecimentos'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116311432588156151</id><published>2006-11-09T23:14:00.000Z</published><updated>2006-11-09T23:18:45.896Z</updated><title type='text'>O Muro de Berlim</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/116_1659.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/116_1659.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Faz hoje 17 anos que foi derrubado o Muro de Berlim. Foi um dia inesquecível, em que (quase) todos acreditámos num mundo melhor...&lt;br /&gt;A foto acima não retrata o dito muro mas ilude o observador menos atento. Trata-se de um troço do muro de suporte do IC 22. Fica muito perto da Estação de Metro de Odivelas o que não favorece nada a imagem da Cidade. Quem passa perto desse muro dificilmente não fica deprimido e não pode deixar de perguntar: E se um destes dias há um acidente ainda mais grave do que os muitos acidentes graves que têm ocorrido no IC 22 e vem cá parar abaixo um automóvel?&lt;br /&gt;O Muro de Odivelas precisa urgentemente de uma intervenção de arte urbana que lhe dê vida e cor. Precisava de um artista plástico de renome ou, simplesmente, de um bonito grafitti, como aquele que existe à entrada da Piscina. Ou dos azulejos que as crianças das escolas de Odivelas pintaram há já alguns anos e que foram colocados literalmente debaixo da Calçada de Carriche, nunca percebi bem porquê. Coisas desta terra, deste país de brincadeiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116311432588156151?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116311432588156151/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116311432588156151' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116311432588156151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116311432588156151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/o-muro-de-berlim.html' title='O Muro de Berlim'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116249299080431686</id><published>2006-11-02T18:41:00.000Z</published><updated>2006-11-06T22:09:36.050Z</updated><title type='text'>A "Terceira Circular"</title><content type='html'>O &lt;a href="http://www.publico.clix.pt/"&gt;Público&lt;/a&gt; noticiou na passada terça-feira, dia 31 de Outubro, que o Ministério das Obras Públicas e as câmaras municipais de Lisboa, Amadora e Odivelas chegaram finalmente a acordo tendo em vista o fecho da CRIL - a"Terceira Circular" da Região de Lisboa e que tanta falta faz ao odivelense quando quer ir para os lados de Benfica, Belém, Algés e similares.&lt;br /&gt;Trata-se de um impasse que se arrasta há cerca de uma década, que mete também ao barulho o Ministério do Ambiente e no qual o poder político tem cedido, por vezes de forma escandalosa, a "lobbies" como o dos moradores do Bairro de Santa Cruz de Benfica, prejudicando, com esse tipo de práticas nada recomendáveis, a vida de milhares de cidadãos metropolitanos.&lt;br /&gt;O que é triste em tudo isto é que é difícil não associar a resolução de tamanha confusão ao novo centro comercial Dolce Vita Tejo que, consta, vai ser "o maior da Europa". Já não nos bastava o Colombo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116249299080431686?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116249299080431686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116249299080431686' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116249299080431686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116249299080431686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/11/terceira-circular.html' title='A &quot;Terceira Circular&quot;'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116225190759495518</id><published>2006-10-30T23:36:00.000Z</published><updated>2006-11-01T23:12:28.040Z</updated><title type='text'>Palmeiras (II)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/Palmeiras%20II.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/Palmeiras%20II.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O prometido é devido. Vamos então a Porto Pinheiro ver as palmeiras. Que belo exemplar, sem dúvida! E bem enquadrado pelo postezito de alta tensão! Que maravilha, que legado para o futuro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116225190759495518?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116225190759495518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116225190759495518' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116225190759495518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116225190759495518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/10/palmeiras-ii.html' title='Palmeiras (II)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-116154134557422217</id><published>2006-10-22T19:10:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T19:22:25.586+01:00</updated><title type='text'>Água</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/Agua%202.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/Agua%202.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/Agua%201.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/Agua%201.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Neste dia diluviano, citemos Maria Manuela Justino Tomé (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;op. cit.&lt;/span&gt;, p. 26) a propósito dos antigos sistemas de abastecimento de água do Mosteiro de S. Dinis:&lt;br /&gt;"A água potável que abastecia o mosteiro era captada a partir de duas nascentes naturais: uma no Casal Ventoso e outra na Ramada que confluíam na mãe-d'água do Calçado de onde era aduzida ao mosteiro. Esta água potável era conduzida em canalização subterrânea até ao lavabo situado no claustro primitivo, de onde era distribuída à pia de lavagens da cozinha e outras dependências.&lt;br /&gt;"No abastecimento de água para as necessidades da comunidade monástica, que exigiam um maior caudal (latrinas, regas, lagares e outras instalações «fabris») era utilizada a água não potável, captada na Ribeira de Caneças por um dique situado em Arroja e conduzida por gravidade até ao mosteiro, através de uma levada. Esta água não potável entrava no Mosteiro a norte (zona mais elevada), passava pelas latrinas da enfermaria e dos dormitórios, descarregando a jusante da Ribeira de Caneças, a poente".&lt;br /&gt;Pertenceria a mina de água nas fotos (respectivo exterior e interior), situada na Quinta Nova, a essa infra-estrutura primitiva?&lt;br /&gt;Conhecem os prezados leitores alguns (supostos) vestígios da mesma, que tenham sobrevivido às sucessivas operações de urbanização?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-116154134557422217?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/116154134557422217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=116154134557422217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116154134557422217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/116154134557422217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/10/gua.html' title='Água'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-115972812943979940</id><published>2006-10-01T19:32:00.000+01:00</published><updated>2006-10-01T19:46:32.793+01:00</updated><title type='text'>Enterrem os cabos! (IV)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/110_1079.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/110_1079.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Que bem que fica este postezito no meio dos prédios, dos candeeiros e das palmeiras!&lt;br /&gt;Trata-se de uma bela imagem do Portugal urbano que estamos a construir para as gerações vindoras. Fica na Urbanização do Porto Pinheiro (também conhecida como “Colinas do Cruzeiro”), Odivelas.&lt;br /&gt;Portugal no seu melhor em pleno Século XXI!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-115972812943979940?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/115972812943979940/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=115972812943979940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115972812943979940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115972812943979940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/10/enterrem-os-cabos-iv.html' title='Enterrem os cabos! (IV)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-115801175747820830</id><published>2006-09-11T22:49:00.000+01:00</published><updated>2006-09-25T15:58:41.473+01:00</updated><title type='text'>Nem tudo é mau</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/114_1404.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/114_1404.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Já aqui disse que não tenho nada contra a construção das cidades. Tudo depende daquilo que se pretende (ou não se pretende) com as intervenções urbanísticas, da qualidade do desenho urbano e da arquitectura e, sobretudo, do respeito pelas pessoas.&lt;br /&gt;Penso que estaremos todos de acordo que a entrada da Cidade de Odivelas ficou bem melhor com a construção da Urbanização da Quinta da Memória e do respectivo jardim/marginal (e com a limpeza do Rio da Costa, da responsabilidade do INAG).&lt;br /&gt;Talvez inspirados pela vizinha &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/08/escola-avelar-brotero.html"&gt;Escola Avelar Brotero&lt;/a&gt;, os arquitectos não foram em “pós-modernisses” e aplicaram orgulhosamente pilotis, janelas horizontais, coberturas-jardim com remates escultóricos e paredes brancas voltadas ao sol – quase como se estivéssemos em plenas décadas de 20 e 30 do século passado!&lt;br /&gt;Fizeram eles muito bem! Odivelas quer-se uma cidade moderna, virada para o futuro – a estação de Metro é também disso sinal, com os seus magníficos vãos e canhões de luz corbusianos.&lt;br /&gt;Esperemos que o futuro seja também dedicado às crianças: finalmente temos parque infantil no dito jardim. Custou mas foi!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-115801175747820830?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/115801175747820830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=115801175747820830' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115801175747820830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115801175747820830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/09/nem-tudo-mau.html' title='Nem tudo é mau'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-115775281213032123</id><published>2006-09-08T22:51:00.000+01:00</published><updated>2006-10-06T12:23:14.660+01:00</updated><title type='text'>Palmeiras (I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/114_1401.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/114_1401.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Neste estio que ainda vai alto, proponho aos prezados leitores um périplo pelas magníficas palmeiras que embelezam a Cidade (e o Concelho) de Odivelas.&lt;br /&gt;Não vou começar pela Alameda do Porto Pinheiro (lá iremos) mas por um magnífico exemplar que embeleza a também magnífica &lt;a href="http://www.cm-odivelas.pt/Extras/BMDD/"&gt;Biblioteca Municipal D. Dinis&lt;/a&gt; e que deverá ter sobrevivido ao camartelo que destruiu grande parte da propriedade da &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/01/como-era-bela.html"&gt;Quinta da Nossa Senhora do Monte do Carmo&lt;/a&gt;, também conhecida como “Quinta do Mendes”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-115775281213032123?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/115775281213032123/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=115775281213032123' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115775281213032123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115775281213032123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/09/palmeiras-i.html' title='Palmeiras (I)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-115455862279124045</id><published>2006-08-02T23:36:00.000+01:00</published><updated>2006-11-10T22:04:00.153Z</updated><title type='text'>Escola Avelar Brotero</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/114_1473.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/114_1473.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os cinco pontos de &lt;a href="http://www.fondationlecorbusier.asso.fr"&gt;Le Corbusier&lt;/a&gt; para uma nova arquitectura: 1) pilares (pilotis) para suspender os edifícios acima do chão; 2) coberturas-jardim; 3) planta livre; 4) janelas corridas e 5) fachada livre (Baker, Geoffrey H., &lt;em&gt;Le Corbusier: uma análise da forma&lt;/em&gt;, Martins Fontes, S. Paulo, 1998) foram aplicados, com excepção do segundo ponto, num dos mais importantes edifícios de Odivelas: a Escola Avelar Brotero.&lt;br /&gt;Localizada mesmo à entrada da “terra”, dever-se-á ter inserido no importante programa de escolas modernistas que se seguiu aos projectos seminais da Escola do Bairro de S. Miguel (Lisboa, 1949-53), do recentemente desaparecido arquitecto Ruy Jervis d’Athouguia, e da Escola do Vale Escuro (Lisboa, 1953-56), dos arquitectos Joaquim Bento de Almeida e Victor Palla (cf. Becker, Annette, Ana Tostões e Wilfried Wang (org.), &lt;em&gt;Portugal: Arquitectura do Século XX&lt;/em&gt;, CCB, Lisboa, 1998).&lt;br /&gt;Tão interessante edifício apresenta-se, contudo, em preocupante estado de degradação, num concelho mais preocupado em produzir nova cidade do que em cuidar daquilo que (de bom) já tem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-115455862279124045?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/115455862279124045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=115455862279124045' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115455862279124045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115455862279124045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/08/escola-avelar-brotero.html' title='Escola Avelar Brotero'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-115058392741500279</id><published>2006-06-17T23:36:00.000+01:00</published><updated>2006-08-17T11:27:37.236+01:00</updated><title type='text'>A oportunidade perdida</title><content type='html'>O facto urbanístico mais importante ocorrido em Lisboa nos últimos 150 anos foi, porventura, a demolição do Passeio Público e a abertura da Avenida da Liberdade. A demolição desse jardim pombalino, que se iniciou em 1879 por vontade de Rosa Araújo para abrir um “boulevard” de gosto parisiense, significou para Lisboa o crescimento para Norte, em detrimento da tendência secular de crescimento para Ocidente. As Avenidas Novas (de Ressano Garcia), o Bairro do Areeiro (estruturado pela praça de Cristino da Silva, de 1938), o Bairro de Alvalade (a célebre “Urbanização da Zona a Sul da Av. Alferes Malheiro” – actual Av. do Brasil – de Faria da Costa, de 1946), Telheiras ou a mais recente urbanização da Musgueira e da Ameixoeira (apelidada de &lt;a href="http://www.viveraltadelisboa.blogspot.com/"&gt;“Alta de Lisboa”&lt;/a&gt;) resultam dessa tendência. Tal como o deslocamento do “centro” de Lisboa da tradicional Baixa para o eixo Marquês de Pombal – Saldanha – Campo Pequeno, onde se se concentram os principais serviços e se festejam, nomeadamente, as vitórias desportivas.&lt;br /&gt;Esse eixo é estruturado pela Linha Amarela (ou Girassol) do Metro, claramente a mais urbana e central das quatro linhas existentes. O seu prolongamento do Campo Grande a Odivelas reforça essa tendência já secular de crescimento das zonas mais centrais de Lisboa para Norte (por exemplo, não é por acaso que a Alta de Lisboa vai ter uma grande avenida com a mesma orientação da Av. da Liberdade) e poderia colocar Odivelas no mapa dos lugares mais centrais – no sentido não apenas da acessibilidade mas, sobretudo, da hierarquia funcional – do território metropolitano Norte.&lt;br /&gt;Ora, só mesmo o burro que ganhou ao Ferrari na Calçada de Carriche é que não percebia que a vinda de tão importante linha do Metro para Odivelas, conjugada com a citada tendência estrutural de crescimento de Lisboa para Norte, era a oportunidade absolutamente única e histórica de colocar Odivelas no mapa, de construir uma nova centralidade metropolitana assente numa oferta de escritórios e de comércio de qualidade, apagando a imagem de dormitório e de quintal. Bastava olhar para os exemplos das linhas Vermelha (Expo) e Azul (Amadora Este – Falagueira).&lt;br /&gt;Em vez disso, as “cabeças pensantes” deste País começaram por criar um pseudo-interface no Olival Basto, com uma limitada oferta de estacionamento e, pior ainda, localizado exactamente no local de acesso mais congestionado – que, naturalmente, ficou ainda mais congestionado: ao trânsito dos que têm mesmo de levar o carro para Lisboa por Carriche, junta-se há dois anos o trânsito daqueles que tentam, por vezes ingloriamente, não levar o carro para Lisboa.&lt;br /&gt;Mas há mais! Criou-se a estação de Odivelas, cujo término deve ter custado uma fortuna (envolveu poço e prédio “no ar”), que serve uma zona urbana consolidada (e a Junta de Freguesia, importa dizê-lo), com grandes limitações de oferta de estacionamento e de transportes públicos e que nem sequer tem grandes hipóteses de se vir a constituir como uma centralidade suburbana, quanto mais metropolitana. Resultado: congestionamento, poluição e insegurança – agravada pela estação de Metro de Odivelas desembocar em locais com desenho urbano desfavorável e mal iluminados (túnel da Codivel, parte inferior do viaduto do IC22, um ainda descampado).&lt;br /&gt;Temos aqui um lindo serviço, sem dúvida. Pior era impossível. Odivelas parece muitas vezes uma aldeia em ponto grande...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-115058392741500279?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/115058392741500279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=115058392741500279' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115058392741500279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115058392741500279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/06/oportunidade-perdida.html' title='A oportunidade perdida'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-115023278209372703</id><published>2006-06-13T21:56:00.000+01:00</published><updated>2006-06-13T22:06:22.110+01:00</updated><title type='text'>Um projecto de cidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/113_1353.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/113_1353.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um projecto de cidade ou ... uma cidade sem projecto?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-115023278209372703?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/115023278209372703/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=115023278209372703' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115023278209372703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/115023278209372703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/06/um-projecto-de-cidade.html' title='Um projecto de cidade'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114963079122526037</id><published>2006-06-06T22:51:00.000+01:00</published><updated>2006-07-12T04:51:01.720+01:00</updated><title type='text'>Toiros, Fados e Patuscadas</title><content type='html'>Ao contrário do que alguma imprensa “tuga” fez crêr ao povo, a Praça de Toiros do Campo Pequeno não foi inaugurada há cerca de 15 dias mas no longínquo ano de 1892. Vai fazer no dia 18 de Agosto precisamente 114 anos!&lt;br /&gt;A tradição das touradas em Lisboa é, aliás, muito antiga. Antes da construção da “Monumental”, as corridas realizavam-se no Campo de Sant’Ana, em praça localizada sensivelmente onde está hoje a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa. Foi assim de 1831 a 1877.&lt;br /&gt;Nesses tempos longínquos, os toiros eram conduzidos, em grande festa, até à Praça de Sant’Ana por ruas e azinhagas vindos dos nossos lados. Assim nos conta o ilustre olissipógrafo Appio Sottomayor (&lt;em&gt;Lisboa D’Outros Tempos&lt;/em&gt;, A Capital / IMPREOPA, p. 70):&lt;br /&gt;“Vindos de terras saloias, os toiros eram recebidos, no próprio dia da corrida ou na véspera, à entrada da Calçada de Carriche por uma verdadeira chusma de cavaleiros e tipóias. Daí seguia o desfile pela Estrada do Lumiar (actual Alameda das Linhas de Torres), Campo Grande e Campo Pequeno; passando pelas imediações do Palácio das Galveias (que lá continua); entrava na estrada do Arco do Cego e daí seguia pela calçada e rua de Arroios até Santa Bárbara, subindo pelo Paço da Rainha até ao Campo de Sant’Ana. Ao longo de todo o percurso o espectáculo era ruidoso e colorido (...)”.&lt;br /&gt;“O grande negócio das entradas de toiros na cidade cabia, porém, aos retiros e demais sítios onde se pestiscava bem e bebia melhor. Muitos fidalgos e populares perdiam a noite, aguardando o momento da passagem dos animais para se incorporarem no cortejo. Era então boa ocasião para a bela comezaina e o excelente fado. As guitarras gemiam e as gargantas dessedentavam-se. De Carriche ao Arco do Cego não faltava onde: os retiros de Nova Sintra, da Patusca, do Colete Encarnado, do António da Joana ... Ainda resta bem vivo o Quebra-Bilhas, no Campo Grande (...)”.&lt;br /&gt;Que pena ter-se perdido para os lados de Odivelas esta tradição taurina que já há alguns anos se tentou reabilitar. Permanece, contudo, a tradição dos petiscos e existem alguns esforços, quer públicos quer privados, para que não morra a do fado.&lt;br /&gt;Carriche, apesar do trânsito, lá vai mantendo alguma rusticidade de outros tempos. Quantos lugares se podem gabar de, a cerca de 100 metros de Lisboa, possuírem uma casa (Coelho Pereira) que exibe, orgulhosamente, motocultivadoras – numa clara “afronta” aos valores urbanos dominantes?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114963079122526037?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114963079122526037/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114963079122526037' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114963079122526037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114963079122526037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/06/toiros-fados-e-patuscadas.html' title='Toiros, Fados e Patuscadas'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114859137890344385</id><published>2006-05-25T21:58:00.000+01:00</published><updated>2007-02-18T21:40:34.023Z</updated><title type='text'>Hard Urbe</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/113_1340.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/113_1340.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Concelho de Loures ficou para a história do urbanismo em Portugal como um dos casos tristes e emblemáticos do urbanismo &lt;em&gt;operacional&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;funcionalista&lt;/em&gt;, ou seja, da construção rápida, económica e em grande quantidade, em que os diferentes lotes e redes se vão justapondo sem uma preocupação clara em criar espaços com urbanidade, com sentido de escala, onde, em suma, apeteça viver.&lt;br /&gt;Como nos revela o, infelizmente já malogrado, Prof. Arq.º José Lamas, em Santo António dos Cavaleiros essa forma de construir atingiu contornos anedóticos, “com prefabricação pesada em que a implantação dos blocos resultava dos movimentos com que a mesma grua construía o maior número de blocos... A ninguém ocorria a forma do espaço urbano resultante quando a tal grua fosse desmontada... Esta singela anedota dá conta do tipo de planeamento «operacional», cujo fim era construir, construir rapidamente, e a baixos custos” (&lt;em&gt;Morfologia Urbana e Desenho da Cidade&lt;/em&gt;, Lisboa: FCG/JNICT, 1992, pp. 363-364).&lt;br /&gt;Esta forma de construir cidade deixou marcas para sempre no território do actual Concelho de Odivelas, sobretudo nas freguesias de Odivelas e da Póvoa de Santo Adrião. As &lt;a href="http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/02/as-torres-gmeas.html"&gt;Torres Gémeas&lt;/a&gt;, a zona Norte da Codivel e, sobretudo, a Arroja (na foto) são exemplos paradigmáticos de urbanizações construídas segundo essa lógica e que originaram espaços urbanos (e sociais) pouco conseguidos.&lt;br /&gt;Em particular, a escolha da Arroja para implementar as futuras urbanizações PER em nada ajudará a corrigir os erros do passado que os responsáveis do presente parecem ignorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114859137890344385?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114859137890344385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114859137890344385' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114859137890344385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114859137890344385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/05/hard-urbe.html' title='Hard Urbe'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114790222026578403</id><published>2006-05-17T22:25:00.000+01:00</published><updated>2006-05-17T22:47:04.406+01:00</updated><title type='text'>Entretanto</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/113_1345.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/113_1345.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A edição de ontem do &lt;a href="http://www.publico.pt"&gt;Público&lt;/a&gt; (Local) noticiava que “a Assembleia de Freguesia de Agualva decidiu enviar aos ministros do Ambiente, Saúde e Obras Públicas um abaixo-assinado exigindo que a passagem da futura rede de muito alta tensão [Fanhões-Trajouce] seja subterrânea. (...) O documento, aprovado por unanimidade na reunião da assembleia de freguesia (...), considera o projecto da Rede Eléctrica Nacional (&lt;a href="http://www.ren.pt"&gt;REN&lt;/a&gt;) «extremamente perigoso e negativo para a qualidade de vida das populações». Os cerca de 50 subscritores consideram que «a ausência de discussão pública impossibilitou que a população que poderia vir a ser afectada tivesse qualquer hipótese de se pronunciar sobre esta pretensão da REN»” (p. 55).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entretanto&lt;/strong&gt;, a REN divulgou recentemente o seu &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.ren.pt/sections/publicacoes/if/default.asp"&gt;Relatório de Contas 2005&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, onde se afirma que essa empresa “teve, no exercício de 2005, o melhor desempenho operacional de sempre, de par com o melhor desempenho económico, expresso no resultado líquido gerado de 110,7 M€ (milhões de euros)” (p. 6). Note-se que, face aos lucros apresentados em 2004, estamos na presença de um crescimento de 59,7% ! (p. 76). Nada mau para uma empresa em vias de ser privatizada e que presta (?) um serviço público.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entretanto&lt;/strong&gt;, na regressada &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.cm-odivelas.pt/site/noticias/index.asp#revista"&gt;Revista Municipal&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; de Odivelas (edição de Abril de 2006), é afirmado, logo na capa, que “Melhorar a qualidade de vida dos Munícipes é a grande prioridade”. Na entrevista que concedeu a essa revista, a Presidente Dra. Susana Amador se, por um lado, prometeu o Parque da Cidade “neste mandato” e “jardins públicos em todas as freguesias” (p. 15), por outro lado, algo estranhamente, nada afirmou, em concreto, em torno da colocação de limites à pressão urbanística despoletada pelo Dr. Varges, nem tão pouco aflorou o tão incómodo assunto de uma cidade que continua a crescer &lt;em&gt;como se&lt;/em&gt; não fosse atravessada por três linhas de muito alta tensão. Aliás, não se compreende, entre as várias reuniões – pertinentes, sem dúvida – que já realizou com altos responsáveis públicos, não ter sido contemplado o presidente do conselho de administração da REN.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entretanto&lt;/strong&gt;, há cada vez mais jovens a emigrar em Portugal. Porque será?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114790222026578403?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114790222026578403/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114790222026578403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114790222026578403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114790222026578403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/05/entretanto.html' title='Entretanto'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114720912552851178</id><published>2006-05-09T22:03:00.000+01:00</published><updated>2006-06-03T18:20:07.393+01:00</updated><title type='text'>Miradouros (II)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/113_1361.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/113_1361.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma das virtudes da Urbanização da Quinta do Porto Pinheiro foi ter tornado mais acessível a margem direita da Ribeira de Odivelas. A primeira vez que visitei essa operação urbanística fiquei impressionado, pela positiva, com o panorama que se observa do parque de estacionamento junto à Alameda do Porto Pinheiro.&lt;br /&gt;A vista para Nascente-Norte é, de facto, muito interessante. O Instituto de Odivelas surge em grande plano, com o seu arvoredo denso e com as hortas do Vale das Flores. As operações urbanísticas mais bem conseguidas da Cidade estão todas visíveis – em particular, a Quinta do Mendes e o Chapim. Apenas estraga o ramalhete a anacrónica Ribeirada, construída encosta acima ao bom estilo sintrense, e o arranha-céus da Rua D. Nuno Álvares Pereira. Até os cabos de alta tensão surgem algo dissimulados, no meio da urbe.&lt;br /&gt;Esta vista confere à Cidade de Odivelas uma imagem bem mais positiva do que aquela que se retém quando se desce a Calçada de Carriche e se entra na Cidade, favorecendo a relação afectiva com o território. A razão prende-se com o facto de, do citado parque de estacionamento, não serem visíveis os principais “quistos” urbanísticos da Cidade: Arroja, “Torres Gémeas” e área envolvente, Codivel, Bairro dos Cágados e zona envolvente à Rua Major Caldas Xavier.&lt;br /&gt;Seria assim tão complicado e caro aplicar o camartelo ao (ou a pelo menos parte do) dito parque de estacionamento e construir no seu local uma zona ajardinada, com miradouro e esplanada? Note o leitor que esse local de lazer teria sucesso garantido, quer pela proximidade da “super-urbanização” do Porto Pinheiro, quer pelo acesso directo que terá brevemente via Av. Abreu Lopes e EN 250 (após a recente &lt;a href="http://www.cm-odivelas.pt/Site/Noticias/Arquivo/2006/Abril/abril.asp"&gt;demolição da “casa verde” na Arroja&lt;/a&gt;). Aliás, mesmo com parque de estacionamento, o local já é procurado por “mirones”, casais e ciclistas. E até não seria difícil amortizar, pelo menos em parte, a operação de reconversão do parque de estacionamento mediante a concessão da esplanada a privados.&lt;br /&gt;O que falta, então? Dinheiro, tempo, visão dos autarcas ou vontade política?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114720912552851178?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114720912552851178/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114720912552851178' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114720912552851178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114720912552851178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/05/miradouros-ii.html' title='Miradouros (II)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114591737990316830</id><published>2006-04-24T23:12:00.000+01:00</published><updated>2006-04-24T23:22:59.913+01:00</updated><title type='text'>Enterrem os cabos! (III)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/113_1380.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/113_1380.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O mais dedicado admirador deste blogue – o poeta Capitão Rabo de Peixe, mentor do blogue &lt;a href="http://anti-odivelasurbe.blogspot.com"&gt;anti: ODIVELASURBE&lt;/a&gt; – teve a meritória e feliz ideia de lançar os &lt;a href="http://anti-odivelasurbe.blogspot.com/2006/03/prmios-anti-odivelasurbe.html"&gt;Prémios anti: ODIVELASURBE&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Vamos hoje iniciar um périplo pelos postes de alta tensão desta terra que se afiguram como os mais fortes candidatos a tão cobiçado prémio.&lt;br /&gt;A foto mostra um poste de “baixa estatura”, i.e., do tipo “voo rasante”, que dista apenas 10 a 15 metros do prédio mais próximo. O curioso é que nesse prédio existe um jardim infantil / creche / ATL, estando, por isso, as crianças expostas ao risco acrescido de virem a sofrer leucemia e outras doenças cancerígenas. Fica na Codivel, para quem não conhece. É, sem dúvida, um forte candidato ao citado prémio.&lt;br /&gt;Continuem a apoiar a iniciativa “Enterrem os cabos!”, que a malta agradece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114591737990316830?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114591737990316830/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114591737990316830' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114591737990316830'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114591737990316830'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/enterrem-os-cabos-iii.html' title='Enterrem os cabos! (III)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114574265602039616</id><published>2006-04-22T22:36:00.000+01:00</published><updated>2006-04-22T22:56:53.020+01:00</updated><title type='text'>"Não é o país onde gostaria de viver"</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/113_1316.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/113_1316.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;"Todos nós temos esperanças em relação ao país onde nascemos, temos fé - palavras complicadas. De repente olhei para mim, olhei para o meu país e pensei: «Não é o país onde gostaria de viver». Não tenho o mínimo de nacionalismo e sou contra os nacionalismos. Mas o que é que junta as pessoas de um país? É o país ou, como se diz no filme, são as memórias de um país? O que é que faz sentirmos uma identidade com outras pessoas? Acho que neste momento muitos de nós estão sem sentir identidade com as pessoas com quem coabitam. E isso obriga a uma ginástica diária. Isso vê-se na TV e nos jornais. Se eu sair deste café posso apontar-lhe e dizer-lhe: «Estou farto de ver carros em cima do passeio. Estou farto de não conseguir atravessar as ruas normalmente». Estou farto. Isso diz respeito a todos nós. E há que começar a discutir isso."&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daniel Blaufuks, fotógrafo, entrevistado por Vasco Câmara (Revista &lt;em&gt;Y&lt;/em&gt;, 21 de Abril de 2006), a propósito do seu novo filme "Um Pouco Mais Pequeno que o Indiana", a estrear no próximo dia 25 de Abril, o Dia da Liberdade, no Fórum Lisboa (ex-Cinema Roma), no âmbito do Festival de Cinema Independente de Lisboa (INDIE LISBOA 2006).&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Também nós estamos fartos!!!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114574265602039616?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114574265602039616/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114574265602039616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114574265602039616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114574265602039616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/no-o-pas-onde-gostaria-de-viver.html' title='&quot;Não é o país onde gostaria de viver&quot;'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114565757942389315</id><published>2006-04-21T23:09:00.000+01:00</published><updated>2006-06-03T18:14:24.943+01:00</updated><title type='text'>Finalmente</title><content type='html'>Tenho por opinião, há já alguns anos, ser o Parque das Nações uma experiência urbanística globalmente semi-falhada ou mesmo falhada. As razões são várias e não me vou alargar muito, não fosse este blogue dedicado a Odivelas – apesar do tema ser de interesse para o odivelense, não estivesse o Parque das Nações a cerca de 10 minutos de carro (pela CRIL).&lt;br /&gt;O problema começa na Zona de Intervenção da Parque Expo que é uma espécie de península, com istmo a Sul, a Linha do Norte a Poente, a foz do Trancão a Norte e o Tejo a Nascente. Ora, colocar num território com essas características equipamentos únicos (Parque do Tejo e Trancão, Oceanário, Pavilhão Atlântico, FIL, agora também um casino), vários arranha-céus de escritórios e de hotéis, um centro comercial e um dormitório bastante denso dificilmente daria bom resultado. Aliás, este último está à vista: atravessar a Av. D. João II ou os acessos à FIL em hora de ponta, em dia de espectáculo e/ou de exposição é um suplício equivalente ou pior ao da Calçada de Carriche em dia de acidente.&lt;br /&gt;Depois existem outros problemas: construir em altura num espaço voltado a Nascente (e particularmente exposto aos ventos dominantes de Noroeste) teria sempre como consequência óbvia a fraca exposição solar a partir do início da tarde. Já alguém reparou como o Parque das Nações é fresco, mesmo de Verão, a partir de meio da tarde? Não é por acaso.&lt;br /&gt;E já não falo na habitação de qualidade sofrível paga a peso de ouro, do cheiro, por vezes insuportável, do Rio na maré baixa e da ETAR, dos insectos, da humidade, do biogás da antiga lixeira de Beirolas, dos escapes dos “street-racers” na Ponte, das ruas desertas (a zona Norte, com excepção da Vila Expo, é uma autêntica cidade fantasma) ou da completa desarticulação com as urbes que já existiam nas redondezas (Moscavide, Sacavém) e que parecem excluídas de uma espécie de Portugal imaginado por uma certa burguesia remediada sempre disponível em demonstrar aquilo que não tem (a começar pela cultura urbanística e urbana).&lt;br /&gt;FINALMENTE alguém teve a coragem de assumir, publicamente, que o Parque das Nações não é aquilo que muitas mentes portuguesas acreditam piamente, quando utilizam a “média nacional” como padrão. Falo de Vasco Pulido Valente, hoje no &lt;a href="http://www.publico.pt"&gt;PÚBLICO&lt;/a&gt; ao seu melhor estilo:&lt;br /&gt;“A Expo-98, se é que se lembram, começou como obra de prestígio, que iria assombrar o mundo com o génio do português «modernizado» e novo de Cavaco, e como «recuperação» de Lisboa Oriental. Não assombrou o mundo e não «recuperou» um milímetro da Lisboa Oriental. Como era de prever, produziu uma espécie de «ilha» para um classe média melancólica e um &lt;em&gt;ersatz&lt;/em&gt; de parque, meio desértico, que vai servindo à falta de melhor. O próprio Pavilhão de Portugal continua vazio e sem destino. O que, no fim, acabou por encher o vácuo foi o casino do Stanley Ho (...)”.&lt;br /&gt;Lindo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114565757942389315?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114565757942389315/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114565757942389315' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114565757942389315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114565757942389315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/finalmente.html' title='Finalmente'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114548263580841372</id><published>2006-04-19T22:27:00.000+01:00</published><updated>2006-04-19T22:37:15.820+01:00</updated><title type='text'>Que bom que é construir na encosta (III)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/111_1198.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/111_1198.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eis um bom exemplo de como o declive, de preferência nas margens de uma antiga linha de água (entretanto enterrada), tanto jeito faz ao urbanizador e ao construtor. Com três pisos não enterrados abaixo da cota de soleira, estes prédios recentes na Quinta Nova (confrontação das ruas Alves Redol e Alfredo Roque Gameiro e do Largo Elina Guimarães) sempre ganharam mais umas lojas, pouparam espaço em rampas de acesso às garagens e, sobretudo, ficaram com a “aparência” de pesados blocos de “10 pisos” quando, do ponto de vista formal, só têm 6 andares. E esta, hem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114548263580841372?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114548263580841372/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114548263580841372' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114548263580841372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114548263580841372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/que-bom-que-construir-na-encosta-iii.html' title='Que bom que é construir na encosta (III)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114531155277537935</id><published>2006-04-17T22:59:00.000+01:00</published><updated>2006-04-17T23:05:52.790+01:00</updated><title type='text'>Peri-urbe</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/112_1295.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/112_1295.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No decurso da minha actividade profissional, tenho tido o privilégio de participar em animadas tertúlias em torno do fascinante tema do desenvolvimento rural. Nesses debates, em geral estamos todos de acordo sobre a importância dos espaços peri-urbanos, ou seja, dos territórios que ficam na transição entre a cidade e o campo.&lt;br /&gt;As suas vantagens são inúmeras: possibilitam o abastecimento das cidades com produtos hortícolas frescos, contribuem para o equilíbrio dos ecossistemas (com especial importância para os ciclos da água e do carbono), são educativos para “miúdos e graúdos” (que podem aprender &lt;em&gt;in loco&lt;/em&gt; noções básicas de agricultura e pecuária ou, simplesmente, “de onde vêm as alfaces”), amenizam a tensão habitual das cidades, relativizam os problemas do dia-a-dia.&lt;br /&gt;Possibilitam encontros imediatos com rebanhos (ver foto) ou com aves de rapina. Em Odivelas é possível observar, por exemplo, peneireiros a caçar junto ao Olival Basto / CRIL ou no vale da Ribeira de Caneças - tema tão interessante que merecerá alguns “posts” dedidados.&lt;br /&gt;Os espaços peri-urbanos possibilitam também longos passeios no campo com uma naturalidade que não é possível, por exemplo, a quem vive na Av. de Roma ou em Telheiras. O leitor já experimentou ir de Odivelas a Negrais ou a Loures passando por Caneças, Camarões e Aruil? Se não, experimente. Vai ver que não se arrepende. A Cidade ficará bem lá para trás!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114531155277537935?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114531155277537935/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114531155277537935' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114531155277537935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114531155277537935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/peri-urbe.html' title='Peri-urbe'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114505471507428421</id><published>2006-04-14T23:40:00.000+01:00</published><updated>2006-04-14T23:45:15.090+01:00</updated><title type='text'>Belém</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/111_1109.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/111_1109.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em plena quadra pascal, falemos de Belém. Não do lugar onde Ele nasceu, mas da nossa Belém. Aquela que continua charmosa com o passar dos anos e a cativar muitos lisboetas metropolitanos como lugar preferido de lazer, com o Parque das Nações a roer-se de inveja (apesar de se esforçar).&lt;br /&gt;Belém já foi sede de município, entre 1852 e 1886. Desses tempos, seguramente mais bucólicos por estas paragens, restou uma placa, junto ao chafariz que fica mesmo em frente à Biblioteca Municipal D. Dinis (ver foto). De facto, Odivelas pertencia a um concelho cuja obra póstuma revela como a sociedade portuguesa regrediu nos últimos 150 anos: a obra autárquica do antigamente era um chafariz, simbolo da dávida às populações do bem mais essencial de todos; hoje são vias de comunicação, urbanizações e fontes/rotundas cibernéticas.&lt;br /&gt;Desses tempos parecem ter ficado os pastéis de nata, dado que é possível adquirir no Concelho de Odivelas exemplares dessa especialidade da doçaria portuguesa tão bons ou melhores do que aqueles que se fabricam em Belém.&lt;br /&gt;Estariamos todos melhores se Belém ainda fosse a nossa sede de concelho? É bem provável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114505471507428421?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114505471507428421/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114505471507428421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114505471507428421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114505471507428421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/belm.html' title='Belém'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114496885092418391</id><published>2006-04-13T23:53:00.000+01:00</published><updated>2006-04-13T23:54:10.943+01:00</updated><title type='text'>Grande verdade</title><content type='html'>Grande verdade diz, hoje no &lt;a href="http://www.publico.pt"&gt;PÚBLICO&lt;/a&gt;, o historiador José Pacheco Pereira:&lt;br /&gt;“(...) a agenda da economia, no sentido lato da “economia política”, não é a dos jornais económicos, como pensam os yuppies socialistas e sociais-democratas. Falta nessa agenda muita coisa que não pode ser ignorada na acção política: o mundo do trabalho, o mundo das micro-empresas, a agricultura, o novo tecido social gerado pelas mudanças económicas, desde o impacte do desemprego nas expectativas de vida, as novas formas de conflitualidade social, até aos problemas gerados pela emigração, a que fechamos muitas vezes os olhos”.&lt;br /&gt;É sobretudo nos subúrbios das grandes cidades, em locais como Odivelas, que esta forma de ver as coisas, tão realista, mais encontra sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114496885092418391?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114496885092418391/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114496885092418391' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114496885092418391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114496885092418391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/grande-verdade.html' title='Grande verdade'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114470591631388159</id><published>2006-04-10T22:50:00.000+01:00</published><updated>2006-04-15T00:08:12.023+01:00</updated><title type='text'>As sobras</title><content type='html'>O Vereador do Ambiente, Carlos Bodião, anunciou recentemente, através de entrevista ao &lt;em&gt;Jornal de Odivelas&lt;/em&gt; (16.03.2006), a construção de um jardim botânico em Famões (Casal de S. Sebastião) e o arranque dos trabalhos de projecto tendo em vista implementar um parque urbano à entrada da Cidade de Odivelas.&lt;br /&gt;Não são más notícias, há que reconhecer. Pelo menos revelam uma mudança de discurso face a um passado ainda na memória de todos.&lt;br /&gt;No entanto, a notícia suscita algumas apreensões. O local escolhido para implementar o Parque Urbano está longe de ser o ideal. Por que “carga de água” irá o odivelense espairecer ao fim-de-semana para o fundo de um vale, cruzado por várias ribeiras malcheirosas (o Vereador, aliás, explica na mesma entrevista), com vista para a suplicante Calçada de Carriche, para os viadutos da CRIL/CREL e do metro, para uma linha de alta tensão de 220 kV e para o insalubre Bairro dos Cágados? Só mesmo se o projecto for “fora de série”. Por outro lado, se é verdade que estamos a falar da entrada da Cidade (um local nobre, por excelência) e da continuação natural da recentemente construída marginal do Rio da Costa (que já conquistou alguns públicos), também é verdade que estamos a falar de uma zona de aluvião, em leito de cheia e, como tal, de alto risco para o dinheiro que lá se pretende enterrar. E, depois, há outros obstáculos, aliás referidos mais recentemente pelo Vice-Presidente Vítor Peixoto (cf. edição de 06.04.2006 do mesmo jornal): “É um projecto que implica procedimentos administrativos relacionados com terrenos privados e do INAG, pelo que se reveste de uma relativa dificuldade”. Ou seja, o Parque Urbano da Cidade será um projecto e não mais do que isso, que pode não chegar a bom porto por depender da vontade de terceiras partes.&lt;br /&gt;Tenho alguma dificuldade em perceber, como cidadão, porque razão o local escolhido para se fazer o dito parque – cuja necessidade o próprio poder político já reconhece – não foi um dos muitos pontos altos de grande interesse paisagístico que (ainda) abençoam o nosso concelho. Vou citar apenas alguns exemplos que teriam sido (ou seriam) bem mais interessantes e arejados.&lt;br /&gt;Na Serra da Amoreira, a Norte do Bairro do Casal dos Apréstimos, está a ser construída mais uma aberrante urbanização (Jardim da Amoreira) sem qualquer respeito por um sítio absolutamente fantástico, com uma vista única, das melhores que existem na AML depois das serras de Sintra e da Arrábida. Que belo parque este sítio daria!&lt;br /&gt;Outro local, não tão magnífico, mas igualmente interessante remete para os terrenos ainda livres a Sul-Poente da Av. das Acácias / Arroja. Parece que também já está condenado para uma nova urbanização de um importante e conhecido construtor do eixo Vila Franca-Loures-Odivelas.&lt;br /&gt;Pois é, parece que temos que nos contentar com &lt;strong&gt;as sobras&lt;/strong&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114470591631388159?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114470591631388159/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114470591631388159' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114470591631388159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114470591631388159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/04/as-sobras.html' title='As sobras'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114358675241496977</id><published>2006-03-28T23:54:00.000+01:00</published><updated>2006-03-28T23:59:12.430+01:00</updated><title type='text'>Boa vida (IV)</title><content type='html'>Sobre o que foi Odivelas no tempo de D. João V nada melhor do que o recurso aos relatos de Duc de Chatelet em &lt;em&gt;Voyage en Portugal&lt;/em&gt; (1801), citado por Manuel Bernardes Branco (&lt;em&gt;op. cit.&lt;/em&gt;, p. 135):&lt;br /&gt;“O convento d’Odivellas continha, no reinado de el-rei D. João V, tresentas religiosas, todas jovens e bellas. Tinha cada uma d’ellas um amante conhecido, raras vezes trajavam o vestuario da Ordem. Entregavam-se aos requinte do galanteio, e passavam por ser as mulheres mais seductoras do paiz. D’alli sahiram os numerosos bastardos d’el-rei D. João V, que d’este mosteiro fazia o seu verdadeiro harem”.&lt;br /&gt;Este relato é, contudo, algo impreciso. De Madre Paula teve D. João V um filho, D. José, que foi Inquiridor-Mor do Reino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114358675241496977?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114358675241496977/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114358675241496977' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114358675241496977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114358675241496977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/03/boa-vida-iv.html' title='Boa vida (IV)'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114298435550754151</id><published>2006-03-21T23:26:00.000Z</published><updated>2006-03-27T12:39:48.440+01:00</updated><title type='text'>Um quadro perfeito</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/112_1254.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/112_1254.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A fotografia acima é um quadro perfeito do Concelho de Odivelas que estamos a construir e que ficará para a posteridade.&lt;br /&gt;Vemos uma rotunda, ainda em construção. Não é uma rotunda qualquer: é a super-rotunda que ligará a EN 250, a Av. Abreu Lopes e a Alameda do Porto Pinheiro.&lt;br /&gt;Podiamos ver a destruição do leito primitivo e das margens de uma ribeira, mais precisamente da Ribeira de Caneças – motivada pelas obras de arte e pelo estaleiro do empreiteiro que está a construir a dita rotunda. Ter-se-ão Madre Paula e D. João V banhado nestas margens tão frágeis e tão expostas à fúria construtiva do nosso tempo?&lt;br /&gt;Vemos, ao longe, mais uma Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI), neste caso o Bairro da Serra da Luz.&lt;br /&gt;Vemos, claro, uma urbanização a avançar furiosamente, como sinalizam as gruas. Não é uma urbanização qualquer: é a Urbanização de Porto Pinheiro, o estandarte do Concelho para o Século XXI.&lt;br /&gt;Vemos também os inevitáveis postes e cabos de alta tensão de 220 kV.&lt;br /&gt;E vemos o pouco que sobrou de uma paisagem outrora deslumbrante: uma bonito monte coroado por um velho moinho de vento.&lt;br /&gt;Um belo quadro, sem dúvida. Será o futuro mesmo risonho, como afirmava há uns dias?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114298435550754151?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114298435550754151/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114298435550754151' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114298435550754151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114298435550754151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/03/um-quadro-perfeito.html' title='Um quadro perfeito'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114272228542848317</id><published>2006-03-18T22:50:00.000Z</published><updated>2006-03-18T22:51:25.440Z</updated><title type='text'>Para pensar</title><content type='html'>O belo texto &lt;a href="http://soukha.blogspot.com/2006/03/jardim-da-paz.html"&gt;“Jardim da paz”&lt;/a&gt;, blogue SOUKHA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114272228542848317?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114272228542848317/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114272228542848317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114272228542848317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114272228542848317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/03/para-pensar.html' title='Para pensar'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20595208.post-114229022719178522</id><published>2006-03-13T22:41:00.000Z</published><updated>2006-03-13T22:50:27.546Z</updated><title type='text'>O futuro é risonho</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/1600/112_1287.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1146/2071/320/112_1287.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em matéria de praias, Odivelas estará bem servida nos próximos anos. Senão vejamos:&lt;br /&gt;Quando a auto-estrada “Ministro dos Santos” estiver concluída, permitindo ligar a A8 (Venda do Pinheiro) à Ericeira, de Odivelas a esta última serão 20-25 minutos.&lt;br /&gt;Por outro lado, quando a CRIL for dada por concluída (começo a duvidar mas pode ser que o maior centro comercial da Europa dê um “empurrãozinho”), e caso o projecto do túnel entre Algés e a Trafaria vá mesmo para a frente, em 15-20 minutos estamos na Costa.&lt;br /&gt;O futuro apresenta-se, pois, risonho para o odivelense que gosta de ir a banhos. Quem quer uma casa de praia em Odivelas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. – Na foto vê-se Caxias, a praia mais próxima (como se referiu no anterior “post”).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20595208-114229022719178522?l=odivelasurbe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/feeds/114229022719178522/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20595208&amp;postID=114229022719178522' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114229022719178522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20595208/posts/default/114229022719178522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://odivelasurbe.blogspot.com/2006/03/o-futuro-risonho.html' title='O futuro é risonho'/><author><name>PAF</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07229852621357111600</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
