Nem tudo é mau

Já aqui disse que não tenho nada contra a construção das cidades. Tudo depende daquilo que se pretende (ou não se pretende) com as intervenções urbanísticas, da qualidade do desenho urbano e da arquitectura e, sobretudo, do respeito pelas pessoas.
Penso que estaremos todos de acordo que a entrada da Cidade de Odivelas ficou bem melhor com a construção da Urbanização da Quinta da Memória e do respectivo jardim/marginal (e com a limpeza do Rio da Costa, da responsabilidade do INAG).
Talvez inspirados pela vizinha Escola Avelar Brotero, os arquitectos não foram em “pós-modernisses” e aplicaram orgulhosamente pilotis, janelas horizontais, coberturas-jardim com remates escultóricos e paredes brancas voltadas ao sol – quase como se estivéssemos em plenas décadas de 20 e 30 do século passado!
Fizeram eles muito bem! Odivelas quer-se uma cidade moderna, virada para o futuro – a estação de Metro é também disso sinal, com os seus magníficos vãos e canhões de luz corbusianos.
Esperemos que o futuro seja também dedicado às crianças: finalmente temos parque infantil no dito jardim. Custou mas foi!